domingo, 25 de setembro de 2016

Os mistérios do passado que só o equinócio de outono revela


É oficial: o verão deu lugar ao outono esta quinta-feira às 15h21 de Portugal. O que é o equinócio de outono? E porque é tão especial? As respostas estão na astronomia. E nas profundezas da mitologia.

O outono, como todas as estações do ano, é parte de uma aventura protagonizada pela Terra em torno do Sol. Para a entender é preciso acordar o Lewis Carroll que há em si. Imagine que o nosso planeta é um atleta que corre a uns alucinantes 29,78 km/s – a velocidade da Terra à volta da nossa estrela – numa pista com 942 milhões de quilómetros – distância total que a Terra percorre em redor do Sol. Durante essa corrida, há quatro metas intermédias pelo caminho: dois equinócios – um que anuncia a chegada da primavera e outro que dá início ao outono – e dois solstícios – que abrem as portas ao verão e ao inverno. Este ano, o equinócio de outono chegou esta quinta-feira, 22 de setembro, às 15h21 de Portugal. Mas o que tem essa hora de especial?

Acontece que a Terra não corre direita: ela anda torta porque há um ângulo esférico de 23,5º entre o plano elíptico (que descreve a órbita do planeta ao redor do Sol) e o plano equatorial (que divide a Terra em norte e sul). Esses dois planos cruzam-se numa linha reta. Se imaginarmos o céu que vemos todos os dias como uma esfera que circunda todo o planeta – a esfera celeste -, percebemos que essa linha reta a atravessa em dois pontos. Ora, o equinócio acontece sempre que a posição do Sol em relação à Terra corresponde à posição de um desses pontos. Nesse momento, os raios solares incidem no nosso planeta de modo perpendicular.

Na prática, o que significa isto? Que esta quinta-feira vai ser um dia perfeito: haverá doze horas de luz solar e doze horas de escuridão, tanto no hemisfério norte como no hemisfério sul. A diferença é que, por cá, começa o outono e lá em baixo começa a primavera. Ainda assim, os equinócios e os solstícios não acontecem no mesmo dia todos os anos. E isso acontece porque a órbita terrestre não é constante: quando a Terra está no periélio (mais próximo ao Sol) viaja mais depressa do que no afélio (mais distante ao Sol).

Na época em que nada disto se sabia porque o conhecimento científico não o permitia, a cultura maia marcou o equinócio de outono como o dia em que as maiores divindades desciam à Terra. Uma dessas divindades era Kukulcan – “serpente de plumas” -, deus da água e do vento. Como era considerada uma entidade criadora, os maias ergueram muitos templos em sua honra. Um desses templos é particularmente especial: Chichén Itzá, uma das principais pirâmides maias, que recebeu neste primeiro dia de outono mais um fenómeno que atrai milhares de visitantes.

Olhando para a escadaria do templo, pode ver-se um feixe de luz a descer degraus abaixo, ladeadas apenas por sombra. A “serpente de plumas” só é visível neste dia e durante apenas umas horas. E isto acontece porque a construção tem uma inclinação de 20º em relação ao norte geográfico, em concordância com o ângulo do sol em relação à estrutura.


Chichén Itzá no equinócio de outono. Créditos: Wikimedia Commons.

Na Irlanda, o equinócio de outono é mais especial no Forte de Greenan, uma estrutura histórica de pedra num monte com 244 metros de altura em Donegal. A sua estrutura em anel, do século VI ou VII d.C., foi pensada para se alinhar com o equinócio: um feixe de luz atravessa o anel de pedra precisamente a meio sempre que entramos no outono ou na primavera.

Também em Malta, no templo megalítico de Mnajdra do quarto milénio antes de Cristo, um raio de Sol atravessa o monumento e ilumina o seu eixo principal no equinócio de outono. Este e outros fenómenos levam os estudiosos a crer que Mnajdra era também um calendário solar.


Forte de Greenan. Créditos: Wikimedia Commons.

No Egito, um fenómeno observado na Grande Pirâmide dizia “olá” ao outono: à meia-noite do dia do equinócio em 2170 a.C. a estrela Alpha Draconis – a “estrela polar” da época – brilhou mesmo por cima do eixo central da pirâmide. Exatamente ao mesmo tempo, o sistema solar Alcyone (membro das Pleiades, à volta das quais o nosso Sistema Solar gira), estava precisamente alinhado com o meridiano da Grande Pirâmide de Gizé. Isto aconteceu de tempos a tempos, tendo a última vez ocorrido em 2004, com a Estrela Polar alinhada com o eixo central da pirâmide. O curioso é que Alcyone era parte da constelação de Dragão, associada ao deus mais mortífero da mitologia grega, Tufão. Espante-se: a Estrela Polar pertence à constelação de Ursa Menor que, associada ao deus Seth, corresponde na mitologia egípcia ao deus grego Tufão.


Grande Pirâmide de Gizé. Créditos: Wikimedia Commons.

fonte: Observador

As estranhas criaturas que habitam um vulcão submarino

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Uma expedição científica aventurou-se pelos montes e vulcões submarinos, nunca antes explorados, da costa do Havai. Lá encontraram espécies marinhas nunca antes observadas pela ciência.

Os cientistas do Conservation International (CI) decidiram rumar “por mares nunca dantes navegado” até às montanhas submarinas da costa do Havai, onde foram surpreendidos por novas e estranhas criaturas.

No fundo do mar existe vida. E existem montes e vulcões. Cerca de 10.000, espalhados pelos oceanos, ainda por explorar.

Este mês foram feitas três expedições, por cientistas da CI, a três montanhas submarinas ao longo da Costa do Havai: o monte Cook, o McCall e o Lō’ihi. Os montes Cook e o McCall fazem parte da região Geologist Seamounts, um anel formado por vulcões com cerca de 80 milhões de anos, segundo explicou a CI à revista Live Science.

Os montes submarinos são paisagens escarpadas, milhares de pés abaixo da superfície do mar, feitas de vulcões extintos e outros ainda ativos. Trata-se de ecossistemas complexos, com numerosas comunidades marinhas.

Os cientistas regressaram à superfície com imagens excecionais das criaturas estranhas que ali encontraram, muitas delas novas para a ciência, captadas através de submarinos — Pisces IV e Pisces V — equipados com múltiplas câmaras.

Nas profundezas do oceano, os investigadores descobriram que cada monte submarino tem o seu próprio ecossistema e encontraram diversasespécies de tubarões, enguias, raias, o polvo “dumbo octopus” e espécies raras de corais, incluindo uma variedade colorida à qual chamaram “purple haze” (“roxo neblina”).

Segundo os cientistas do CI, expedições como esta melhoram a compreensão do papel que as montanhas submarinas desempenham na ecologia do oceano, e podem ser úteis a futuras decisões políticas que afetem a conservação destes montes submarinos.





fonte: Observador

Cidades funcionais na Lua? A proposta é da Agência Espacial Europeia


"A cidade lunar é a minha solução preferida para o futuro. A Lua é o próximo passo lógico", diz Jan Woerner, diretor geral da Agência Espacial Europeia, que apresentará a ideia até ao final de 2016.

Enquanto a NASA tem piscado o olho a Marte, a Agência Espacial Europeia (AEE) deverá investir na Lua. Quem o diz é Jan Woerner, o diretor geral da Agência Espacial Europeia (AEE), neste artigo do Guardian, que já antevê cidades na superfície lunar. Ei, calma, não vale a pena imaginarmos cidades bonitinhas, com jardins espetaculares e churrascadas à maneira, com vista para o cintilante e azul Planeta Terra…

Nop. “Eu explico o que a cidade não será: moradias isoladas, escola, igreja, uma piscina, pastelaria, cemitério. Não é isto que eu estou a pensar”, explica Woerner, alertando que, na próxima década ou pouco mais, a Estação Espacial Internacional terá os dias contados. Por isso, há que encontrar soluções para preservar a presença humana no espaço.



Woerner, conta o The Guardian, visualiza uma cidade lunar segmentada, para diferentes atividades, com organizações públicas e privadas de mão dada. Ou seja, uns podem desenvolver um telescópio, outros podem extrair água do gelo polar e transformá-lo em hidrogénio, oxigénio ou combustível fóssil. Outros poderiam pensar no turismo espacial, neste caso lunar, de que há muito se fala, pinta e, de certa maneira, se deseja.

“É um conceito inspirador, e se outros tiverem uma ideia melhor, estou pronto para mudar a minha opinião”, admite Woerner, que se espera que transmita a ideia da cidade funcional na Lua no Conselho da AEE até ao final do ano. “Mas, até agora, posso dizer que a cidade lunar é a minha solução preferida para o futuro. A Lua é o próximo passo lógico.”

Resumindo, a cidade lunar não seria apenas uma forma de perpetuar a presença humana no espaço, mas serviria também para preparar o futuro das epopeias espaciais. Ou seja, seriam construídas infraestruturas vitais e garantido um know-how, como lhe chama o diário inglês, para assegurar a segurança para os humanos terem sucesso em futuras investidas.

fonte: Observador

Microsoft tem plano para acabar com cancro em 10 anos


A tecnológica de Redmond inaugurou durante o verão um laboratório completamente dedicado à pesquisa e desenvolvimento de métodos de reprogramação de células.

A Microsoft estabeleceu um prazo de 10 anos para conseguir “solucionar o problema do cancro”, um objetivo nobre para o qual a tecnológica de Redmond se faz munir da estratégia de reprogramar as células cancerígenas, anulando assim a doença.

Mas não é só de boas intenções e de um plano que a Microsoft se pretende fazer valer. É com este objetivo em mente que a Microsoft abriu durante o verão um novo laboratório dedicada a pesquisa e desenvolvimento de uma solução para o cancro. Por enquanto, a ideia é criar um computador a partir de ADN que seja capaz de monitorizar de perto a evolução das células.

Em conversa com o The Telegraph, o diretor da Microsoft Research, Chris Bishop, considerou que a pesquisa de uma cura para o cancro é “muito natural para a Microsoft devido à tremenda experiência em ciência informática e o que se passa agora com o cancro é um problema computacional”.

O responsável pelo grupo de pesquisa, Andrew Philips, também se pronunciou sobre esta iniciativa. “É [um projeto] a longo-prazo… Penso que será tecnicamente possível no espaço de cinco a 10 anos criar um sistema molecular inteligente que consiga detetar a doença”, declarou Philips.


Vendeu pénis humano que foi cozinhado e ingerido


Presença do pedaço de carne suspeito só foi detetada pela mulher depois de ingerir parte do mesmo, cozinhado / Foto: Arquivo JN

Uma vendedora de mercado na província de Benguela foi constituída arguida por alegadamente ter vendido um pénis humano adulto entre miudezas.

A informação foi confirmada este sábado à agência Lusa por fonte do comando provincial de Benguela da Polícia Nacional de Angola, após análises laboratoriais aos restos do órgão, que validaram a suspeita inicial.

A mesma fonte, sem adiantar mais explicações, acrescentou que a suspeita, que vende no mercado 4 de Abril, na periferia de Benguela, foi constituída arguida neste processo, participado ao Ministério Público angolano.

A suspeita inicial foi noticiada a 15 de setembro pela Lusa, e ocorreu na periferia da cidade de Benguela no dia 9 de setembro. A vítima queixou-se às autoridades, por suspeitar tratar-se de um caso de feitiçaria.

"Tinha um pedaço de carne que configura um pouco a forma de um pénis, que foi encontrado num prato de sarrabulho [miudezas] servido pela senhora", indicou na altura à Lusa uma fonte do comando provincial de Benguela da Polícia Nacional.

A presença do pedaço de carne suspeito só foi detetada pela mulher depois de ingerir parte do mesmo, cozinhado, tendo as miudezas sido adquiridas naquele mercado. "Suspeita-se de feitiçaria, mas vamos esperar", insistiu a fonte, na ocasião.

A prática de rituais de feitiçaria para tratar problemas de disfunções sexuais, saúde ou dinheiro é habitual em várias regiões de Angola.


Achado no Japão o anzol mais antigo do mundo, de 23 mil anos


Um anzol de aproximadamente 23 mil anos, considerado o mais antigo do mundo, foi descoberto em uma caverna na Ilha de Okinawa, no sudoeste do Japão, confirmou na terça-feira à Agência Efe, um porta-voz do museu encarregado da pesquisa. 

O anzol de 1,4 centímetros de comprimento e com forma de uma meia lua é feito com conchas de caracol de mar, e representa um raro descobrimento sobre as técnicas de pesca do Paleolítico ou a Idade de Pedra, de acordo com a informação divulgada pelo Museu Prefectural e Museu de Arte de Okinawa. 

A ferramenta foi descoberta em 2012 diante de uma escavação na Caverna de Sakitari, em Nanjo, na Província de Okinawa. 

Os pesquisadores determinaram a idade do anzol mediante da datação por radiocarbono (um método de datação radiométrica que utiliza o isótopo carbono-14 para determinar a idade de materiais que contêm carbono para cerca de 50 mil anos) do carvão vegetal da camada onde se encontrava o instrumento. 

"É um material valioso que ilustra um novo aspecto do período paleolítico, durante o qual nós pensamos que as pessoas caçavam principalmente em terra", explicaram as fontes do museu à agência "Kyodo". 

Até agora, o anzol mais antigo do mundo tinha sido descoberto por um grupo de arqueólogos australianos no Timor-Leste, no entanto, sua idade é de entre 16 mil e 23 mil anos. 

Pesquisadores japoneses também encontraram um anzol inacabado, com entre 13 mil e 23 mil anos, assim como fragmentos de cascalho que acham ter sido utilizado para afiar o objeto. 

Além disso, foram escavados os ossos de uma criança que se estima ter vivido há cerca de 30 mil anos. 

A descoberta da equipe liderada por Masaki Fujita, quem também é curador no Museu de Okinawa, foi divulgado em artigo publicado na revista americana "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), no dia 16 deste mês.

fonte: Terra

Gatos acompanharam vikings em suas conquistas


Nova pesquisa indica que felinos faziam companhia aos marinheiros.

Bem antes de se tornarem símbolos da cultura da internet, os gatos estavam viajando por ai ajudando povos antigos a conquistarem o mundo. É o que mostra um estudo apresentado semana passada no Simpósio Internacional de Arqueologia Biomolecular na Universidade de Oxford, na Inglaterra.

A pesquisa — que ainda precisa ser revisada por profissionais da área para ser publicada — foi realizada por arqueólogos do Instituto Jacques Monod, na França, que sequenciaram os ADNs de gatos que viveram entre 15 mil e 3,7 mil anos atrás.

"Nós não sabemos a história dos gatos antigos. Não sabemos quais são suas origens ou como eles se dispersaram pelo mundo", disse a pesquisadora Eva-Maria Geigl, do IJM, em entrevista à Nature.

As evidências encontradas até então indicam que os felinos foram domesticados pelos egípcios por volta de seis mil anos atrás. O que a equipe de Geigl fez foi analisar os ADNs mitocondriais dos restos de 209 gatos de 30 sítios arqueológicos da Europa, Oriente Médio e África.

A partir das análises, os cientistas chegaram à conclusão de que as populações de gatos cresceram em duas ondas. Eles sugerem que, após serem domesticados, os gatos se espalharam pela Eurásia e pela África.

Os humanos teriam, então, percebido os benefícios de ter os gatos por perto. Para os marinheiros, por exemplo, era uma ótima forma de manter os ratos longe dos mantimentos nas viagens.

Os vikings faziam parte dessa saga: a equipe de Geigl encontrou restos de felinos com esse tipo de ADN em um sítio arqueológico viking no norte da Alemanha, o que é um forte indício de que os felinos podem ter acompanhado muitas expedições ao redor do mundo.

O estudo ainda precisa ser aprovado para ser publicado por um periódico, mas pode abrir um caminho para melhorar a compreensão que os humanos têm da história dos felinos antigos.

fonte: Galileu

Fóssil de 48 milhões de anos mostra cobra que comeu iguana que comeu inseto



Paleontólogos descobriram um fóssil que pode ilustrar a cadeia alimentar.

Na barriga de uma cobra foi encontrada a ossada de um lagarto, que por sua vez tem um inseto dentro. Ou seja, há cerca de 48 milhões de anos o lagarto comeu um inseto, a cobra comeu o lagarto e todos morreram em um lago vulcânico.

O conjunto de fósseis estava em uma pedreira abandonada chamada Messel Pit, no sudoeste da Alemanha. Após analisar o material, os pesquisadores afirmaram que a iguana comeu um inseto brilhante e dois dias depois foi devorada pela cobra.

Não está claro como foi que a cobra (com os outros dentro) morreu. Mas uma das hipóteses é que por estar muito próximo de um lago vulcânico, o réptil foi envenenado ou sufocado por fumaças tóxicas.

Após a morte o cadáver caiu no lago, onde a "boneca russa" de esqueletos foi preservada perfeitamente por milhões de anos.

Esta não é a primeira vez que um material que mostra claramente o resto de três animais "um em cima do outro" é encontrado.

Em 2008, pesquisadores austríacos encontraram um fóssil de 250 milhões de anos que tinha preservado um tubarão, que tinha comido uma espécie de anfíbio (não identificada), que tinha engolido um pequeno peixe.

"É provável que eu passe o resto da minha vida profissional sem nunca encontrar um fóssil assim novamente, tamanha a raridade deste evento", afirmou o paleontólogo Krister Smith, do Instituto Senckenberg, na Alemanha, durante entrevista ao National Geographic. "Foi pura surpresa".

Se há um lugar favorável para encontrar mais desses fósseis malucos é no próprio sítio fossilífero de Messel, onde já foram descobertos animais como um besouro brilhante turquesa fossilizado e em grande parte intacto, e duas tartarugas que estavam tendo relações sexuais.

fonte: UOL

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