quinta-feira, 27 de abril de 2017

Agentes secretos em Júpiter: por que CIA contratou parapsicólogo lendário?

Ficção científica

Os arquivos recém-publicados da CIA, que contêm cerca de 13 milhões de páginas de documentos desclassificados, sugerem, além do monitoramento de aparições de Óvnis, no início dos anos 70, que agentes de inteligência americanos, com ajuda do lendário parapsicólogo Ingo Swann, tentaram descobrir o que estava acontecendo no planeta Júpiter.

Projeto Stargate era o nome de código da unidade secreta do exército dos EUA, fundada em 1978 em Fort Meade, estado de Maryland, pela Agência de Inteligência de Defesa (DIA, na sigla em inglês) e SRI International (subcontratada da Califórnia) para investigar o potencial de fenômenos paranormais em ações de inteligência interna e militar.

Ingo Douglas Swann era o homem por trás do projeto Stargate. Ele era um alegado parapsicólogo, artista e autor conhecido por ser o cocriador, juntamente com Russell Targ e Harold Puthoff, da "visão remota".


Ingo Swann

A ideia de controle de visualização remota era um processo no qual os visualizadores poderiam ver um local determinado sem ter nada além de suas coordenadas geográficas, e foi desenvolvido e testado por Puthoff e Targ, com financiamento da CIA.

O documento de 13 páginas recém-publicado no site oficial da CIA conta sobre uma dessas sessões com Swann em que ele supostamente transferiu sua consciência para o planeta Júpiter.

O experimento era controlado por Harold Puthoff e, de acordo com o relato, durante o experimento Swann, usando o poder de seu pensamento visitou o planeta distante. O experimento é datado de 27 de abril de 1973.

De acordo com Swann, no espaço à direita da sala ele conseguia ver Júpiter, localizado a muitos milhões de quilômetros de distância.


Sonda parapsicológica experimental no planeta Júpiter

Ele podia ver como ele estava brilhando com uma luz ofuscante. Ele podia olhar para ele de todas as direções de seu olhar mental. No início, tudo era visto em miniatura e, em seguida, tudo de repente se expandiu.

"Essas visões estão dentro de mim e, em seguida, do lado de fora. Há um tom amarelado no espaço e se veem objetos escuros através dele. Será que são outras luas de cores ou densidades contrastantes? Me parece que há 17, algumas ainda desconhecidas dos cientistas da Terra, muito mais perto de Júpiter e também surge o sentimento que alguns deles têm sido e estão sendo gerado pela ação conclusiva e vulcânica no interior…", disse Swann, de acordo com o documento.

O parapsicólogo também "viu" anéis ao redor de Júpiter, mas ele disse que eles não eram tão perceptíveis como os de Saturno.

Mais tarde, em 1979, a sonda espacial Voyager confirmou a existência dos Anéis de Júpiter, contudo, a hipótese de sua existência foi apresentada pelo astrônomo soviético Sergei Vsekhsvyatsky na década de 1960.

Talvez tenha sido Swann quem forneceu à CIA informações sobre antigas civilizações em Marte.

O projeto Stargate foi lançado em 1970, depois de a CIA descoberto que a União Soviética estaria gastando até 60 milhões de rublos por ano para pesquisa em psicotrônica.

Esta conclusão foi feita pela CIA com base em um livro publicado por dois jornalistas do Canadá, Sheila Ostrander e Lynn Schroeder, que visitaram a União Soviética no início da década de 1970. Os autores continuam até hoje publicando livros sobre parapsicologia.

Depois de quase três décadas, a CIA concluiu que o programa Stargate não deu resultados tangíveis e seus líderes foram suspeitos de ajuste de dados em vários experimentos aos seus objetivos.

Mais tarde, se tornou público que Harold Puthoff, que, de acordo com suas próprias declarações, também tinha a habilidade de "visão remota", a obteve depois de alcançar o mais alto nível de iluminação na classificação da Igreja da Cientologia.

Outro membro desta igreja é Ingo Swann, que, por sua cooperação com a Cientologia, foi expulso da Associação Americana de Parapsicólogos (ASPR) em 1972.

Alguns especialistas em inteligência argumentaram que as ações de Puthoff e Swann faziam parte da chamada "Operação Branca de Neve" da Igreja da Cientologia, que visava introduzir 5.000 agentes em uma variedade de agências governamentais, incluindo nas fileiras das Forças Armadas dos EUA.

fonte: Sputnik News

Humanos podem ter chegado ao continente americano há 130.000 anos


Um novo estudo - controverso - publicado na revista Nature esta quarta-feira, conclui que o Homem chegou às Américas mais de 100.000 anos antes do estimado até agora.

De acordo com um grupo de investigadores da Califórnia, pedras partidas e ossos de mastodonte provam que houve atividade humana na região muito tempo antes dos 20 mil anos habitualmente considerados para o Homo Sapiens. 

A nova hipótese coloca ainda duas outras dúvidas imediatas: quem seriam esses Homens e como chegaram ali?

O estudo levanta a possibilidade de hominídeos, como os Neandertais ou um grupo conhecido como Denisovanos ou hominídeo de Denisova, tenham de alguma forma chegado à América do Norte vindos da Ásia e prosperado. Outras hipóteses admitem que possam ter vindo do Alasca.

O estudo foca fragmentos de osso antigos encontrados em 1992 durante reparações de uma estrada na área suburbana de San Diego. 

A descoberta parou a construção. E o paleontologista Tom Demeré, do Museu de História Natural de San Diego, liderou uma escavação do local ao longo de cinco meses.

A sua equipa descobriu dentes, chifres e ossos de um antigo parente dos elefantes, chamado mastodonte (mammut americanum), junto a grandes pedras partidas e desgastadas.

Tinha sido tudo coberto por um pó fino deixado por água corrente. Mas Deméré achou que as rochas eram demasiado grandes para terem chegado ali trazidas pelo antigo riacho.

"Pensávamos em explicações possíveis para este padrão e voltávamos sempre à hipótese de que poderiam estar envolvidos humanos ", refere Deméré. 

Chegada anterior a 20.000 anos

Nos anos 1990, tentativas de datar o marfim sugeriram que este tinha 300 mil anos mas Deméré manteve-se cético. Considerava que os seus colegas tinham usado um método de datação problemático e a idade indicada parecia também muito improvável para seres humanos viverem na Califórnia - mesmo se atualmente alguns estudos indicam datas anteriores à normalmente indicada.

Ao longo da última década, pesquisas arqueológicas e estudos de ADN moderno e antigo chegaram ao consenso de que os seres humanos povoaram as Américas há 20 mil anos, vindos da Ásia, tendo chegado ao Alasca através de uma ligação terrestre existente no estreito de Bering. Há 15 mil ou 14 mil anos alcançaram o extremo oposto na América do Sul.

Alguns estudos referem que os seres humanos chegaram antes dos 20 mil anos apontados. Mencionam locais onde foram encontradas pedras que parecem instrumentos assim como grandes ossos animais com desgastes aparentemente provocados por humanos. Muitos cientistas permanecem céticos sobre estas hipóteses.

Entre os pesquisadores que defendem uma data anterior para a chegada de Homens à América estão os dois co-autores de Deméré no estudo agora publicado: Kathleen Holen e o marido, Steven Holen, são arqueólogos no Centro para a Pesquisa do Paleolítico Americano, em Hot Springs, no Dakota do Sul. 

Ambos publicaram já estudos sobre diversos locais no Midwest onde alegam existirem provas da presença humana com até 40.000 anos. Quando ouviram falar do mastodonte de San Diego, o casal Holen visitou Deméré em 2008, para ver os vestígios encaixotados. 

"Estávamos a olhar para algo muito, muito antigo, mas tinha os mesmos padrões de fratura que tínhamos visto antes", afirma Kathleen. Os ossos pareciam ter sido colocados numa grande pedra que servia de bigorna e batidos com uma rocha usada como martelo, referem.


A datação

A equipa sustenta que as pedras recuperadas no local foram usadas ou para extrair a medula óssea dos ossos do mastodonte ou para fazer ferramentas de osso mais delicadas.

Não há também marcas óbvias de cortes no osso, o que sugere que o animal não foi morto nem desmembrado pela sua carne.

O artigo da Nature refere que, usando novos métodos, mais recentes, os investigadores tentaram de novo determinar a idade do local. Não foi fácil. 

Por um lado não podiam usar radiocarbono nos restos do osso do mastodonte, pois este não possuía proteína de colagénio com carbono. Um segundo método era demasiado impreciso. 

Uma terceira técnica, que mede níveis relativos de urânio radioativo e thorium presente no osso, sugeria que os restos tinham 130 mil anos.

"Tenho a certeza que muitos dos nossos colegas vão mostrar-se muito céticos. Estou à espera disso. Isto é muito, muito mais antigo do que a maioria dos arqueólogos esperam ver hominídeos na América do Norte", reconhece Steven Holen. "Até eu digo isso". 

John McNabb, um arqueólogo especializado no Paleolítico, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, mostrou-se entusiasmado à revista Nature. "É uma descoberta espantosa e - se for genuína - muda tudo. Realmente muda os pressupostos completamente" afirma. 

"Suspeito que o estudo vai provocar muitas reações e a maior parte delas não vai ser de aceitação", vaticina o especialista.

Erella Hovers, uma arqueóloga que reviu o estudo para a revista, teve a mesma reação. Conta que começou por erguer as sobrancelhas quando o trabalho lhe chegou à caixa de e-mail. "Foi como: a sério?".

Após revisões comparativas dos dados, que demonstraram que bater em ossos de elefantes modernos com pedras produz padrões de estragos semelhantes aos marcados nos ossos do mastodonte, Hovers convenceu-se que estes foram criados por hominídeos na atual Califórnia.

"Isto é alucinante", afirma. "Levanta uma tonelada de perguntas porque não sabemos mais nada, exceto que aqui existiu uma qualquer espécie de povo nesta altura".

Afastar hipótese de ação da natureza

Também o método de datação, baseado em modelos simples de como o urânio se entranha no osso vindo da água, não tem falhas óbvias mesmo sendo simplista. 

"De forma geral, os resultados parecem ser tão bons como quaisquer outros", afirma Alistair Pike, um arqueólogo da Universidade de Southampton, especializado neste método de datação.

Já um especialista em ADN antigo, Pontus Skoglung, um geneticista de população da Universidade Médica de Harvard em Boston, Massachussets, refere que o estudo da relação da história evolutiva do mastodonte em causa com a de outros mastodontes poderá ajudar a estabelecer a idade do local.


"Se a descoberta se confirmar", acrescenta, "será uma das mais absolutas revisões da nossa visão do povoamento da Terra". 

Antes de invocar a ação humana, os investigadores terão contudo de afastar definitivamente a possibilidade do efeito de forças naturais nas pedras e nos ossos, avança David Meltzer, um arqueóloga da Universidade Metodista de Dallas, no Texas. 

"Se vamos atrasar a antiguidade humana no Novo Mundo em mais de 100 mil anos de uma penada, vamos precisar de o fazer com base num caso arqueológico bem melhor do que este", refere.

Quem seriam?

Entretanto, já há vários candidatos aos primeiros povoadores.

Os antepassados dos modernos humanos não-africanos deixaram aquele continente há menos de 100 mil anos mas migrações anteriores poderiam ter chegado à América do Norte referem Deméré e os seus colegas. 

Lembram a descoberta de dentes semelhantes aos do Homo-sapiens e com 100 mil anos na China e vestígios genéticos que ligam grupos de indígenas da Amazónia a habitantes de ilhas asiáticas e apontam uma possível migração anterior para as Américas.

Chris Stringer, um paleoantropólogo do Museu de História Natural de Londres, é mais favorável à hipótese de Denisovanos ou de Neandertais, já que ambos viveram na Sibéria do Sul há pelo menos 100 mil anos. Mas não há provas de que qualquer um dos dois pudesse sobreviver à viagem através do Ártico, da Sibéria para o Alasca.

"Muitos de nós querem ver provas que sustentem esta antiga ocupação, noutros locais, antes de abandonarmos o modelo convencional de uma primeira chegada de hominídeos dentro dos últimos 15 mil anos", afirma.

"Vamos começar a procurar", promete Deméré, já com intenção de escavar noutro local da Califórnia que a sua equipa estudou há alguns anos.

Já Steven Holen espera que outros cientistas se juntem à busca. "Mantenham os olhos abertos para estes tipos de materiais quando estiverem em campo", apela. 

"Não digam apenas 'não pode ser!'"

fonte: RTP Noticias

O fim está a chegar: Monge Macedónio prevê futuro catastrófico para a nossa civilização


Videntes em vários países falam sobre uma iminente Terceira Guerra Mundial, afirmando que o nosso tempo está chegando ao fim.

Efrem Filofejskij, monge do monte Athos, prevê tempos terríveis para o mundo. 

"Nosso tempo está a chegar ao fim. Esperam-nos tempos duros e perigosos para a nossa existência. O diabo está com raiva e abriu a sua boca, como um inferno, que está pronto para nos devorar. Feliz o que conseguir escapar", prevê Efrem. 

Não é só ele a fazer uma previsão tão dramática. O vidente Horacio Villegas, que previu a vitória de Trump, afirma que em 13 maio de 2017 começará a Terceira Guerra Mundial, fatal para a humanidade. 

Entre as fontes mais sérias está o marido da antiga vice-secretária de Estado dos EUA Viktoria Nuland, Robert Kagan, que augura um futuro catastrófico num artigo para o Foreign Policy

Segundo um arquimandrita ortodoxo de Odessa, a Terceira Guerra Mundial vai começar em um país pequeno, mas as suas consequências vão atingir a Rússia, os EUA e todo o mundo.

fonte: Sputnik News

O planeta mais próximo do Sol está morrendo


Os geólogos Kelsey Crane e Christian Klimczak da Universidade da Geórgia (EUA) avaliaram o ritmo de arrefecimento de Mercúrio e o tempo que levou o planeta menor e mais próximo do Sol a adquirir o tamanho que tem hoje.

O estudo, publicado na revista Geophysical Research Letters, informa que anteriormente a sonda MESSENGER (MErcury Surface, Space ENvironment, GEochemistry) encontrou na superfície de Mercúrio numerosas dobras, sinuosidades e fracturas, o que permite concluir sobre a actividade tectónica do planeta, pelo menos no passado.

Os primeiros dados sobre as alterações do tamanho de Mercúrio foram registados pela estação espacial Mariner 10. As saliências e reentrâncias tectónicas na superfície do planeta, segundo os cientistas, podem ter surgido devido ao arrefecimento de Mercúrio. No entanto, apenas agora os geólogos conseguiram estimar o período e a velocidade desses processos.

Os geólogos acreditam que a contração global do planeta começou há mais de 3,85 biliões de anos. A redução do tamanho do planeta é agora pouco perceptível. Mesmo assim, o raio de Mercúrio diminuiu em mais de cinco quilómetros.

Os pesquisadores acreditam que Mercúrio começou a “encolher” após um bombardeio de meteoritos, que terminou há 3,8 biliões de anos e durou aproximadamente 400 milhões de anos. O corpo celeste ainda está se modificando, mas a actividade tectónica praticamente parou e o campo magnético do planeta está cada vez mais fraco.

Mercúrio foi detalhadamente estudado apenas por duas sondas – a Mariner 10 e a MESSENGER. Em 2018 o Japão e a UE planeiam enviar uma terceira missão para Mercúrio, a BepiColombo, composta por duas sondas. Os primeiros resultados da missão ainda demorarão muitos anos a chegar à Terra — mesmo que o lançamento seja realizado em 2018, a estação alcançará o planeta apenas em 2025.

fonte: Sputnik News

Cientistas descobrem lagarta capaz de decompor sacos de plástico


Cientistas europeus descobriram uma lagarta que come sacos de plástico, o que poderá significar uma maneira de combater a poluição com plástico, um dos materiais mais difíceis de decompor que se conhece.

Cientistas europeus descobriram uma lagarta que come sacos de plástico, o que poderá significar uma maneira de combater a poluição com plástico, um dos materiais mais difíceis de decompor que se conhece.

A chamada traça da cera, cujas larvas são criadas para usar como isco para a pesca, é um flagelo para as colmeias de abelhas na Europa, e foi por coincidência que uma cientista que também é apicultora descobriu como podem acelerar a degradação do polietileno.

Quando Frederica Bertocchini, do Instituto de Biomedicina e Biotecnologia de Cantábria, em Espanha, limpava as larvas que vivem como parasitas da cera de abelha de uma das suas colmeias, pô-las num saco de plástico e reparou que, pouco tempo depois, apareceram buracos no saco.

A cientista experimentou então juntar cerca de cem lagartas com um saco de plástico comum de um supermercado britânico e verificou que os primeiros buracos apareceram ao fim de 40 minutos.

Após 12 horas, tinham desaparecido 92 miligramas de plástico, um ritmo muito superior ao que os cientistas já experimentaram com bactérias que conseguem consumir apenas 0,13 miligramas por dia.

“Se uma única enzima for responsável por este processo químico, a sua reprodução em grande escala com métodos biotecnológicos deverá ser possível”, afirmou Paolo Bombelli, da Universidade britânica de Cambridge, e o principal autor do estudo divulgado hoje na publicação especializada Current Biology.

O polietileno é usado principalmente em embalagens e representa 40 por cento dos produtos plásticos usados na Europa, onde 38% do plástico acaba em aterros sanitários.

Cerca de um trilião de sacos de plástico é usado todos os anos, representando um fardo enorme para o ambiente, uma vez que o plástico é altamente resistente e mesmo quando começa a decompor-se continua fragmentado e espalhado pelos ecossistemas.

Como as larvas conseguem comer plástico ainda não está completamente estudado, mas os investigadores sugerem que a decomposição da cera das abelhas e dos plásticos pelas larvas envolve um processo químico semelhante.

Frederica Bertocchini salientou que a cera é “um polímero, uma espécie de ‘plástico natural’ com uma estrutura semelhante ao polietileno”.

fonte: Observador

Como a Rússia guarda material extraterrestre?


O Instituto de Geoquímica e Química Analítica Vernadsky da Academia de Ciências da Rússia, localizado em Moscovo, é o maior depósito russo de material extraterrestre.

Como essa organização russa surgiu? Em 1749, alguns cientistas russos descobriram uma rocha de origem desconhecida nos arredores de Krasnoyarsk, na Sibéria. Mas só após duas décadas o encontro foi investigado pelo pesquisador alemão, Peter Simon Pallas, da Academia de Ciências de São Petersburgo. Após sua análise, descobriu-se que a rocha encontrada é de origem extraterreste.


Um funcionário do Instituto de Geoquímica e Química Analítica Vernadsky da Academia de Ciências da Rússia

No total, o Instituto conta com mais de 25.000 fragmentos de 1.600 meteoritos recolhidos de todo o território do país e do mundo, além de vários frascos com solo lunar, que foram recolhidos para a Terra pelas sondas soviéticas Luna-16, Luna-20 y Luna-24.

Qualquer pessoa pode levar um possível meteorito para ser estudado. Para que seja confirmado, os cientistas utilizam um microscópio de luz polarizada. Caso na verdade seja um meteorito e não uma rocha terrestre, serão incluídos num catálogo internacional de meteoritos.


Uma funcionária do Instituto de Geoquímica e Química Analítica Vernadsky da Academia de Ciências da Rússia

Não obstante, a composição mineral de um meteorito muda-se com o tempo, para ser mais preciso, os meteoritos contêm uma "esperança de vida" de cerca de 550 anos. Por isso, alguns deles precisam ser guardados num líquido especial para conservação.

Além de uma colecção de meteoritos como o Tatooine, que caiu em 27 de junho de 1931 na Tunísia e recebeu o nome da saga Guerra nas Estrelas de George Lucas, ou como o lendário meteorito Ensisheim, que caiu em 7 de novembro de 1492 na Alsácia, França, o museu do Instituto também guarda numerosos fragmentos de micrometeoritos extraídos de neve limpa. Para recolher esses fragmentos, os investigadores viajam para a Antárctida.


O navio do Instituto de Geoquímica e Química Analítica Vernadsky da Academia de Ciências da Rússia

Segundo notam os cientistas do Instituto de Geoquímica e Química Analítica Vernadsky, a análise química e mineralógica dos meteoritos pode ajudar na revelação da vida do Sistema Solar nas primeiras dezenas de milhões de anos, tais como, por exemplo, a formação dos planetas provenientes das névoas de gás e pó. 

Um dos meteoritos mais impressionantes da colecção é o Efremovka, rico em cálcio e alumínio, representa a matéria mais antiga do Sistema Solar.

fonte: Sputnik News

Não somos únicos: cientistas apresentam 11 evidências da actividade extraterrestre


A equipe do projecto internacional Breakthrough Listen tinha analisado uma grande quantidade de dados e notou 11 acontecimentos que podem ser o resultado de actividade extraterrestre.

Os dados analisados foram publicados e estão disponíveis para todos no portal do projecto.

A informação foi obtida com uso dos telescópios terrestres GBT e Lick Observatory’s Automated Planet Finder nos EUA e Parkes Radio Telescope na Austrália. A análise dos dados foi realizada pelos especialistas do projetco SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre).

​Os sinais artificiais, segundo os autores, se distinguem dos sinais naturais. Os algoritmos elaborados pelos cientistas permitem distinguir os sinais terrestres e extraterrestres e determinar a sua localização.

Os analistas não excluem que qualquer dos 11 sinais mais extraordinários possa ser emitido por extraterrestres.

​O programa Breakthrough Listen é o maior projecto de busca dos sinais de civilizações extraterrestres.

fonte: Sputnik News

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Descobriram o antepassado das lagostas com 507 milhões de anos


A criatura tem o nome científico de Tokummia katalepsis

Paleontólogos identificaram fósseis, com 507 milhões de anos, de uma nova criatura marinha que podem clarificar a origem dos mandibulados, o mais abundante e diverso subgrupo de seres vivos na Terra ao qual pertencem moscas, formigas, lagostas ou centopeias.

Os fósseis foram identificados no Canadá por uma equipa da Universidade de Toronto e do Museu Real de Ontário, tendo as conclusões do trabalho sido publicadas esta quarta-feira na revista científica Nature.

A criatura, uma mistura de caranguejo, centopeia e raia na aparência e a que os paleontólogos deram o nome científico 'Tokummia katalepsis', é considerada "um novo e bem preservado" artrópode, grupo de animais invertebrados com membros segmentados e exosqueletos (que revestem a parte externa do corpo, como as escamas ou as carapaças) rígidos, assinala a universidade canadiana num comunicado.

A nova espécie documenta, pela primeira vez, em detalhe a anatomia dos antigos mandibulados, subgrupo dos artrópodes que possuem mandíbulas, usadas para agarrar, esmagar e cortar alimentos.

"Até agora, tínhamos apenas indicações dispersas de como os primeiros artrópodes com mandíbulas eram e nenhuma ideia de quais poderiam ter sido as outras características-chave que desencadearam a diversificação do grupo", assinalou o autor principal da investigação, Cédric Aria.

O 'Tokummia katalepsis', um nadador ocasional com cerca de 10 centímetros de comprimento, viveu num mar tropical e estava entre os maiores predadores do período Cambriano.

O seu corpo era constituído por mais de 50 pequenas patas, que terminavam em pinças como as dos caranguejos e estavam cobertas por uma estrutura semelhante a uma carapaça cuja forma faz lembrar uma raia. As duas pinças maiores, na parte dianteira do animal, serviam possivelmente para capturar presas na lama.

Os fósseis provêm de rochas sedimentares perto de Marble Canyon, no Parque Nacional de Kootenay, na Colúmbia Britânica, no Canadá, e foram descobertos numa campanha conduzida pelo Museu Real de Ontário, em 2014.

De acordo com o paleontólogo Cédric Aria, o estudo sugere que um número de outros fósseis do sítio Burgess Shale, como os das espécies 'Branchiocaris', 'Canadaspis' e 'Odaraia', formam com os de 'Tokummia katalepsis' um tipo de artrópodes parecidos com crustáceos (caranguejos, lagostas...) que pode agora ser "colocado na base de todos os mandibulados".

O depósito de fósseis Marble Canyon foi descoberto numa prospeção realizada pelo Museu Real de Ontário, em 2012, e faz parte do sítio Burgess Shale, património mundial desde 1980 e localizado entre os parques nacionais de Yono e Kootenay, nas montanhas rochosas canadianas.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...