sábado, 31 de julho de 2010

Inglaterra: Jibóia de quase dois metros à solta


Jibóia desaparecida de 1,8 metros é perigosa

A polícia britânica lançou um alerta aos moradores de Wickford, no leste da Inglaterra, depois de uma jibóia com 1,8 metros ter fugido da casa do seu dono, através da janela da casa de banho.

De acordo do o jornal ‘G1’, as autoridades pediram aos moradores que não se aproximem da cobra gigante caso a encontrem.

A jibóia-constritora, comum em florestas tropicais, pode viver até 30 anos e, apesar desta ainda não ter atingido a fase adulta, pode ser perigosa pois mata a sua presa por asfixia, apertando-a ate à morte.

O animal alimenta-se de aves e mamíferos até ao tamanho de um coelho, por isso as autoridades alertam para o perigo que correm animais pequenos.


Espécie mais velha do mundo pode-se recriar com apenas 1 animal


Apenas um Triops cancriformis pode por centenas de ovos e recuperar população do animal, sem necessidade de parceiro

Cientistas afirmam ter descoberto duas colónias de Triops cancriformis, espécie que seria a mais velha viva no planeta, em Caerlaverock, no Reino Unido. Os especialistas acreditam que possam existir mais populações "escondidas" do crustáceo considerado em risco de extinção. A descoberta revelou algumas peculiaridades sobre o estilo de vida de estranho e primitivo ser que pode, segundo os investigadores, recriar toda a população a partir de um único animal. As informações são do site do Telegraph.

Fósseis indicam que o Triops continua igual ao que era há 200 milhões de anos. O animal adaptou-se para viver em piscinas naturais temporárias. Quando estas secam, os adultos morrem, mas deixam ovos que podem sobreviver por anos até a água reaparecer.

Cientistas da Universidade de Glasgow, que descobriram as colónias, afirmam que encontraram ovos do crustáceo em lama de piscinas na região de Caerlaverock. A lama foi secada, novamente molhada e colocada em pequenos aquários. Em poucas semanas, os investigadores espantaram-se ao encontrar um pequeno animal a nadar num dos tanques.

Em 2004, o cientista Larry Griffin descobriu uma colónia isolada a centenas de quilómetros numa piscina natural em Caerlaverock. "Na época, parecia que a colónia de Caerlaverock era vulnerável, isolada do passado e presente da população (do animal). (...) Mas agora nós sabemos como essa curiosa criatura sobrevive, nós percebemos que há uma boa chance de haver uma população maior", diz Griffin sobre a descoberta.

"Triops crescem rapidamente e produzem centenas de ovos em apenas poucas semanas. A água em que eles vivem pode secar, mas os ovos podem sobreviver na lama por muitos anos. (...) Eles têm as partes reprodutivas masculinas e femininas, portanto, apenas um ovo é necessário para regenerar toda a população", diz o cientista.

fonte: Terra

Animal parte perna e passa por cirurgia de 3 horas no zoo


Cirurgia colocou pinos na perna do animal

O zoológico do Estado do Rio Grande do Sul, na cidade de Sapucaia do Sul, realizou uma cirurgia de mais de três horas em um fêmea guanaco (Lama guanicoe). O animal estava com dores numa das pernas e com dificuldade de locomoção, o que levou a um exame que detectou uma fratura no osso. As informações são da Fundação Zoobotânica do Estado.

A operação, divulgada nesta quinta-feira, foi realizada no dia 15 e implantou com sucesso pinos na perna do guanaco. O período de recuperação deve durar, no total, cerca de três meses. O animal está num ambiente restrito, no qual deve permanecer por aproximadamente 30 dias, quando passará por novos exames. O guanaco deve passar por exames mensais e, após 90 dias, deve ter os pinos retirados da perna.

Participaram da cirurgia a equipa do professor Marcelo Alievi, do Hospital de Clínicas da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), com a participação do anestesista Alexandre Polydoro. Acompanharam o procedimento as médicas veterinárias Raquel Von Hohendorff e Maria do Carmo Both e tratadores do Hospital Veterinário do Zoo.

O guanaco é uma espécie da família Camelidae. Pesa entre 60 e 75 kg e vive cerca de 30 anos. Quando adulto, pode gerar somente um filhote por parto, sendo que a gestação dura de 345 a 360 dias. O herbívoro pode ser encontrado no Peru, Bolívia e Chile, nas regiões de estepe. Segundo a fundação, no zoológico a espécie está bem adaptada, com registo de nascimentos bem sucedidos.

fonte: Terra

Bolsão de água dentro de glaciar ameaça vale francês


Um bolsão de água suficiente para encher 20 piscinas olímpicas, retido dentro de um glacial no monte Blanc, pode estourar a qualquer momento, provocando uma grave ameaça contra um vale dos Alpes franceses, disseram autoridades nesta quinta-feira.

O Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS, na sigla em francês) disse que, se forem libertados, os 65 mil metros cúbicos de água descobertos dentro do glaciar Tête-Rousse podem destruir tudo no seu caminho, inclusive aldeias vizinhas e quase 900 casas.

Uma catástrofe destas já aconteceu na área em 1892, matando 200 pessoas.

A descoberta foi feita num monitoramento de rotina no glaciar. "Não esperávamos encontrar esse bolsão de água", disse Christian Vincent, engenheiro geofísico do CNRS.

"Esta ocorrência é muito rara. A água nos glaciares normalmente é drenada naturalmente, por gotejamento. Neste caso, o glaciar aprisionou uma água muito fria, e ameaça explodir por causa da pressão. Ela agora parece uma panela de pressão", disse Vincent.

As autoridades disseram ter alertado 3.000 moradores, e o presidente de camara da vizinha Saint Gervais, Jean-Marc Peillex, explicou que entre meados de Agosto e Outubro serão perfurados drenos verticais a partir do alto do glaciar para bombear a água retida.

fonte: Terra

Filhote de leopardo raro passa por check-up na Alemanha


Restam apenas 44 leopardos de Amur a viver em liberdade

Um filhote de leopardo de Amur (Panthera pardus orientalis) passou por um check-up médico nesta quinta-feira no zoológico de Leipzig, na Alemanha. A fêmea nasceu no dia 24 de Junho, tem 2,8 kg e está bem. A subespécie é rara - restam apenas 44 animais que vivem em liberdade. As informações são da agência EFE.

Segundo o WWF, a situação do leopardo de Amur é complicada devido à perda de seu habitat e do conflito com humanos. A subespécie, ao contrário de seu "primo" mais conhecido que vive na savana africana, pode ser encontrada no leste asiático, principalmente na Rússia.

A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), classificou o animal como "criticamente ameaçado".

Características físicas

Ainda de acordo com o WWF, o leopardo de Amur tem várias características que a distinguem de outros felinos. O pelo, por exemplo, tem 2,5 cm no verão, mas, no inverno, chega a 7 cm de comprimento. Além disso, a pelagem fica clara com o frio e nas estações mais quentes fica mais amarela e avermelhada.

As rosetas da subespécie são maiores que a maioria dos leopardos e têm bordas grossas. As pernas também são mais curtas, o que os cientistas acreditam ser uma adaptação para caminhar na neve. Machos adultos têm, em média, entre 32 kg e 48 kg, mas podem chegar a 75 kg. As fêmeas normalmente pesam entre 25 kg e 43 kg.

fonte: Terra

Peixes gigantes do rio Mekong podem desaparecer, diz WWF


Pescadores tailandeses exibem um peixe-gato gigante de 292 kg


Na imagem, um pescador do Camboja exibe um animal de 102 kg da espécie Catlocarpio
siamensis

O projecto para construção de uma série de barragens no rio Mekong, o maior do sudeste asiático, poderá causar a extinção de um dos maiores peixes de água doce do mundo, advertiu o Fundo Mundial para a Natureza (WWF). De acordo com a organização, há pelo menos 50 espécies migratórias de peixes no Mekong. A construção poderá modificar de forma irreversível o ecossistema do rio. As informações são do jornal El Mundo.

Os peixes-gato, que podem medir até 3 metros de comprimento, poderão desaparecer se essas estruturas separarem os locais de desova, compreendidos em diversos trechos do rio que atravessa a China, o Laos, a Tailândia e o Camboja. O animal, considerado o terceiro maior do mundo, parte do Camboja para fazer a desova no norte da Tailândia ou em Laos. A WWF teme que as barragens impeçam este movimento.

Segundo a WWF, um quarto dos peixes gigantes do planeta vive no Mekong, um rio de 4,8 mil km de comprimento, que abriga, também, a raia pastenaga cujo peso pode atingir os 600 kg. A construção de uma barragem na província de Sayabouly, no norte do Laos, uma das onze previstas no curso inferior do Mekong, é "uma ameaça à sobrevivência" do peixe-gato, cujo número diminuiu 90% em 20 anos, afirmou a organização.

fonte: Terra

Urso resgata filhote preso em rede de pesca no Alasca


O filhote ficou preso na rede que havia sido deixada sobre a vegetação atrás da casa do pescador

Um urso resgatou seu filhote que estava preso numa rede de pesca na cidade de Anchorage, capital do Estado americano do Alasca.

O urso ficou preso na grande rede, que havia sido deixada sobre a vegetação alta atrás da casa do pescador Dane Harvard.

O pescador tentou ajudar a mãe a libertar o urso, puxando a rede com seu veículo. Eventualmente, a fêmea conseguiu rasgar a rede de pesca e resgatar o filhote, sob o olhar de outro urso pequeno.

fonte: Terra

Argentinos criam plantas resistentes ao frio e à seca


Um grupo de analistas argentinos criou plantas transgénicas capazes de suportar o frio, a seca e a salinidade excessiva dos solos com o objectivo de aplicar esta tecnologia à agricultura. A capacidade de suportar condições meteorológicas extremas e a salinidade está presente em um gene do girassol isolado por especialistas do Instituto de Agrobiotecnologia do Litoral (IAL) e implantado depois em plantas experimentais.

Segundo informaram os especialistas ao jornal La Nación, o resultado foi uma planta com estrutura genética modificada capaz de suportar as piores condições que podem atacar as lavouras. O projecto é realizado junto com o Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica (Conicet) dentro do programa de desenvolvimento de um girassol transgénico. O instituto de biotecnologia, ligado à Universidade Nacional do Litoral argentino, já havia isolado e patenteado o gene de girassol denominado HaHB4 que confere às plantas tolerância à seca, a salinidade e ao ataque de insectos. Agora, isolou e implantou em cultivos experimentais outro gene, denominado HaFT, que acrescenta características de protecção ao congelamento.

"Conseguimos benefícios importantes como melhorar o comportamento das plantas frente às condições de seca e salinidade", indicou Raquel Chan, directora do projecto. "Os estudos básicos comprovaram que este gene interfere nas vias de resposta das temperaturas de congelamento e, ao introduzi-lo como transgénicos em outra planta, gerava uma tolerância a estas temperaturas abaixo de zero", acrescentou. O gene foi introduzido em espécimes de Arabidopsis, planta cuja estrutura genética pouco complexa a torna ideal para a experimentação em biotecnologia.

Os exemplares modificados "sobrevivem ao tratamento (de condições extremas) numa percentagem muito maior do que as não modificadas", apontou Chan ao detalhar que as experiências foram feitas a temperaturas de 4 graus e 8 graus. "Não são plantas que possam ser mantidas congeladas, mas que são capazes de tolerar o congelamento por algumas horas, algo similar ao que ocorre nos campos durante as madrugadas no inverno", esclareceu.

A investigadora disse que agora enfrenta o desafio de levar essa modificação biotecnológica para o trigo, soja e o milho, cujas estruturas genéticas são muito diferentes as do modelo experimental. "Sabemos que muitos dos mecanismos moleculares estão conservados entre as plantas, como os da resposta ao estresse, que é o que nós estudamos", afirmou Chan.

A Universidade do Litoral e o Conicet assinaram um convénio com a empresa inglesa Plant Bioscience Limited (PBL), que actua como intermediária para obter financiamento para o desenvolvimento de projectos em biotecnologia.

fonte: Terra

Estudo indica que cães imitam movimentos dos donos


Cientistas investigaram a habilidade de imitação dos cães com uma série de experiências com testes simples de abertura de portas

Um estudo da Universidade de Viena, na Áustria, sugere que os cães "imitam automaticamente" os movimentos de seus donos. Esta imitação automática seria uma parte crucial da aprendizagem social a respeito de humanos, diz a pesquisa, que também revela pistas sobre como este tipo de aprendizagem evoluiu.

Os cientistas austríacos afirmam que o fenómeno - no qual a visão do movimento de outro corpo faz com que o observador se movimente da mesma forma - é evidente em muitos outros animais. O estudo, liderado pela cientista Friederike Range, também sugere que a forma com que as pessoas interagem e brincam com seus cães enquanto eles crescem modela a habilidade do animal para a imitação.

"Não é algo espontâneo. Os cães precisaram de muito treino para aprender isto", disse Range.

Abrindo portas

Range e seus colegas investigaram a habilidade de imitação dos cães com uma série de experiências com testes simples de abertura de portas.

Os investigadores austríacos construíram uma caixa com uma porta na frente, que poderia ser aberta com um puxador.

Os donos dos cães então demonstraram como abrir a porta aos animais, usando a mão ou a boca.

"Quando os donos usaram a mão, o cão tinha que abrir a porta com a pata para conseguir uma recompensa", disse Range.

Quando o dono abria a porta usando a boca, o cão tinha que usar a mesma técnica. "Um segundo grupo de cães tinha que aprender o método alternativo - se o dono usava a mão, eles tinham que usar a boca, e quanto o dono usava a boca para abrir a porta, os cães tinham que usar a pata", explicou a cientista à BBC.

Aprendizagem

Os cães que tiveram que imitar a mesma acção que os donos aprenderam a tarefa muito mais rapidamente do que aqueles que tiveram que fazer o contrário.

Isto mostra que os cães tinham uma predisposição para imitar os movimentos de mão/pata ou boca/focinho. Range também notou que, devido ao facto de os cães possuírem um corpo muito diferente das pessoas, eles também tinham que interpretar o que viam.

"Este tipo de aprendizagem tem vantagens evolucionárias óbvias para os animais", afirmou a investigadora. "Eles podem aprender a respeito de certos aspectos da vida sem ter que aprender por tentativa e erro, o que sempre é mais arriscado."

fonte: Terra

ESO divulga novas imagens de estrela brilhante


A WR22 aparece no centro da imagem composta por filtros vermelho, verde e azul do instrumento de observação

O Observatório Europeu do Sul, ESO, divulgou nesta quarta-feira novas imagems obtidas com o instrumento Wide Field Imager, situado no Observatório de La Silla, Chile, da estrela brilhante WR 22 e sua "vizinhança colorida". A estrela situa-se na região da Nebulosa de Carina.

O corpo celeste faz parte de um sistema de estrelas duplas e a sua massa é de pelo menos 70 vezes maior que a do Sol. Embora a estrela esteja a mais de 5 mil anos-luz de distância da Terra, é tão brilhante que pode ser observada a olho nu, se dispusermos de boas condições de observação.

As estrelas de grande massa morrem novas e algumas delas emitem, ao final das suas vidas, uma radiação tão intensa que liberam matéria para o espaço milhões de vezes mais depressa que as estrelas relativamente calmas, como é o caso do Sol. Estas estrelas raras, muito quentes e de grande massa são conhecidas como estrelas Wolf-Rayet, nomeadas pelos dois astrónomos franceses que primeiro as identificaram em meados do século XIX.

A WR 22 é um corpo celeste excepcionalmente brilhante. Associada à Nebulosa de Carina, também conhecida como NGC 3372, e a zona exterior desta imensa região de formação estelar. Situada no sul da Via Láctea forma o colorido pano de fundo desta imagem.

fonte: Terra

Quase 100 anos depois de naufrágio, Titanic terá mapa em 3D


A expedição vai elaborar um mapa tridimensional do navio "Titanic"


Esta imagem feita por computador reproduz o momento da catástrofe com o navio Titanic


Nesta foto de 1912, o navio britânico Titanic parte para a viagem que termina em tragédia

Uma expedição que começa dentro de um mês vai elaborar um mapa tridimensional do navio "Titanic", cujo naufrágio está perto de completar um século, informou nesta terça a imprensa americana.

A empresa RMS Titanic, que pagará pela expedição submarina, anunciou que a empreitada irá durar 20 dias e levará os equipamentos de tomada de imagens a mais de três mil metros de profundidade.

O naufrágio do luxuoso transatlântico - anunciado como "insubmergível" em sua partida, no dia 10 de Abril de 1912 em Southampton, Inglaterra - ocorreu após sua colisão com um iceberg durante sua viagem inaugural, matando 1.522 pessoas.

Com as imagens recolhidas no local da tragédia, descoberto há 25 anos, a equipe criará um mapa tridimensional da embarcação que, eventualmente, será mostrado ao público. A expedição usará câmeras e sonares para inspecionar uma área de quase 16 quilómetros quadrados na qual estão dispersos os restos do navio.

Os expedicionários começarão suas tarefas no dia 18 de Agosto, dia em que sairão da cidade canadense de St. John. Há três semanas, o cineasta James Cameron afirmou que a versão 3D do filme "Titanic" (1997), dirigido por ele e vencedor de 11 Oscars, estará pronto no centenário do naufrágio, em 2012.

Cameron fez o anúncio durante a comemoração dos 100 anos da atriz Gloria Stuart, narradora da história de amor do filme.

fonte: Terra

Zoo alemão divulga 1ª imagem de filhote de elefante


O filhote, ainda sem nome, passeou com Califa pelo cercado dos elefantes e encontrou-se com os outros dois filhotes, Saphira e Nuka, e suas mães

O zoológico de Hannover, na Alemanha, divulgou a primeira imagem do filhote da elefanta Califa nascido recentemente no parque. O pequeno, ainda sem nome, é o terceiro elefante asiático a nascer este ano no zoo alemão. As informações são da agência EFE.

O filhote passeou com Califa pelo cercado dos elefantes asiáticos e encontrou-se com os outros dois filhotes, Saphira e Nuka, e suas mães.

Segundo o site do zoo, os elefantes são os mamíferos terrestres mais pesados do mundo e um elefante asiático adulto pode pesar até cinco toneladas e medir de 2,40 a três metros de altura. A espécie é menor que o seu parente africano, que pode pesar até seis toneladas e medir de cinco a sete metros.

fonte: Terra

Ameaçada de extinção no Brasil, arara reproduz-se na Espanha


A ave é a quinta a nascer na Espanha, uma vitória ambiental para esta espécie extinta em seu habitat natural

Um filhote de plumagem azul brilhante que aprende timidamente a comer é a quinta arara Spix a nascer na Espanha, uma vitória ambiental para esta ave extinta em seu habitat natural, a caatinga brasileira, da qual só existem 73 exemplares no mundo.

Nascida em Março, a ave pertence ao governo brasileiro que encomendou há 20 anos à ONG Loro Parque Fundación o projecto específico de recuperação da espécie, no qual o centro radicado na ilha espanhola de Tenerife investiu mais de US$ 720 mil.

Como resultado, já conta com oito exemplares. Rafael Zamora, biólogo do Departamento de Conservação do centro, explica em entrevista à Agência Efe que a Loro Parque Fundación é a maior reserva genética do mundo de psitácidas (papagaios, araras, periquitos, cacatuas, papagaios e periquitos), com um criadouro único com mais de 4,1 mil aves.

Por ano, no centro nascem 1,5 mil pássaros. Para o biólogo, o mais importante é que o centro representa um marco da reprodução de espécies extintas no ambiente natural.

É o caso da arara Spix, também conhecida como ararinha azul, extinta desde 2000 na caatinga brasileira, uma floresta primitiva de clima árido. Nessa região vivia espécie de tom azul único na natureza, de aparência frágil e delicada e que pode viver até 50 anos.

Curiosamente, o último exemplar em liberdade desapareceu pouco tempo após ser descoberta a espécie, devido às capturas. Foi então que o governo brasileiro encomendou a Loro Parque Fundación a recuperação da espécie, pois o centro tinha tido sucesso na reprodução de outras aves e em seu país de origem havia casais em cativeiro que não conseguiam se reproduzir.

O Brasil realizou a troca de exemplares na ilha, também em cativeiro, e há 14 anos nasceu a primeira arara Spix em Tenerife, uma fêmea que agora é a mãe do filhote. O biólogo comenta que Tenerife é o local perfeito para estas aves pelo clima ameno e porque reproduz as mesmas condições do habitat natural, com uma dieta adequada e inclusive mais rica que em liberdade, pois oferecem as aves maior variedade de sementes e outros nutrientes.

fonte: Terra

Em caminhada, cosmonautas integram módulo científico à ISS


Os cosmonautas russos Fyodor Yurchikhin e Mikhail Kornienko concluíram nesta terça-feira com sucesso uma saída ao espaço para acabar de integrar o módulo russo Rassvet à Estação Espacial Internacional (ISS), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

"Às 14h54 no horário de Moscovo (7h54 de Brasília) retornaram à estação e fecharam as comportas", declarou à agência oficial russa Itar-Tass o porta-voz do CCVE, Valeri Lindin.

A caminhada espacial, que começou às 1h11 (de Brasília) teve duração de 43 minutos além da previsão inicial. Durante a permanência na parte externa da ISS, Kornienko e Yurchikhin instalaram uma nova câmera de televisão no casco do módulo Zvezda, que será utilizada para gravar os acoplamentos dos cargueiros europeus ATV ao segmento russo da plataforma.

Os cosmonautas russos conectaram ainda dois cabos ao módulo científico Rassvet, que permitirão o acoplamento em regime automático a essa unidade das naves tripuladas Soyuz e os cargueiros Progress. Esta foi a quarta saída de Yurchikhin ao espaço. Em 2007, ele fez suas primeiras três caminhadas durante seu segundo voo espacial. Já Kornienko teve a primeira experiência.

fonte: Terra

Falha mecânica e humana causou fracasso de manobra na ISS


Problemas com canais de comunicação e um erro dos cosmonautas, que apertaram erradamente um botão, causaram o fracasso do acoplamento do cargueiro russo Progress M-06M à Estação Espacial Internacional (ISS), no último dia 2 de Julho.

O director do programa de voo do segmento russo da plataforma, Vladmir Soloviov, explicou em entrevista colectiva concedida nesta terça-feira que a comissão "chegou à conclusão de que as causas (do incidente) foram duas".

Soloviov acrescentou que houve uma falha no sistema de comunicações que controlava a manobra automática. Além disso, também aconteceu o erro dos cosmonautas, que apertaram um botão que não deviam.

Segundo o director, inicialmente, por interferências no canal de comunicação de onda curta, foram emitidas duas mensagens de que havia algo funcionando erradamente. No entanto, de acordo com Soloviov, para a interrupção da manobra de acoplamento, é preciso uma terceira ordem, que foi dada pelos tripulantes da ISS que apertaram o botão de operação à distância.

"Eu não responsabilizaria os cosmonautas. É possível que esse botão não esteja suficientemente protegido para evitar ser acionado acidentalmente. Talvez seja necessário colocar uma tampa", disse Soloviov, citado pela agência russa Interfax.

O director afirmou que estes imprevistos "ensinam muito" e que "já há algumas ideias para proteger o regime de operação a distância da intervenção não autorizada da tripulação". Dois dias depois do acoplamento abortado, o Progress M-06M, com 2.630 quilos de carga, se acoplou com sucesso à ISS, manobra que foi realizada de forma automática.

A tripulação actual da plataforma orbital é integrada pelos cosmonautas russos Aleksandr Skvortsov, Fiodor Yurchikhin e Mikhail Kornienko e pelos astronautas americanos Doug Wheelock, Shannon Walker e Tracy Caldwell. A Estação Espacial Internacional é um projecto com um custo de US$ 100 mil milhões, com participação de 16 países.

fonte: Terra

Após milhões de anos, fósseis raros são achados no Peru


O paleontólogo Rodolfo Salas trabalha no laboratório do Museu de História Natural de Lima

Ao sul de Lima, nos desertos de Sacaco e Ocucaje, fósseis tão estranhos como cartilagens de tubarão, barbas de baleias, penas e escamas emergem após terem permanecido milhões de anos aprisionados entre os sedimentos.

Estas áreas áridas da região de Ica (200 quilómetros ao sul de Lima) são as jazidas fósseis de vertebrados marítimos do Mioceno (entre 23 e 5 milhões de anos de antiguidade) mais ricas do mundo, assegura à Agência Efe o paleontólogo peruano Rodolfo Salas em seu laboratório no Museu de História Natural da capital peruana.

Os amantes da paleontologia têm perante si todo um universo de fósseis raros, incrustados em rochas que contam a evolução de organismos ao longo de um período que remonta em alguns casos a até 40 milhões de anos atrás.

"Ocucaje não é um 'parque jurássico', é miocénico e cenozóico, mas não por isso menos interessante ou espetacular", afirma Salas, convencido de que o lugar ainda esconde "joias" únicas no mundo.

Entre os restos que já estão catalogados e expostos no museu, destacam-se as mandíbulas e vértebras de cartilagem fossilizadas de um tubarão "muito lindo", porque normalmente só se recuperam seus dentes e seu tecido se deteriora com facilidade, como explica o investigador.

Um caso controvertido foi o dos golfinhos com aparência de morsa, que fez os especialistas enfrentarem toda uma "crise de identidade animal": eles encontraram um ser que tinha a anatomia de um golfinho e características de morsa, com presas muito longas, um focinho muito curto e fossas nasais na parte dianteira.

Segundo Salas, este exemplar único foi encontrado nos anos 90 em Sacaco, o mesmo deserto onde também se conservaram penas e escamas, e inclusive carapaças e cascos de tartarugas vinculadas à tartaruga-caixão, um animal enorme.

Estes répteis têm um esqueleto que se solta logo após a morte, por isso não costumam fossilizar, salvo nestas áreas de propriedades tão particulares, explica Salas.

Na opinião do paleontólogo, que trabalhou na região durante 15 anos, o segredo da boa conservação dos fósseis está no ambiente marinho "muito superficial e de águas quentes" no qual viveram aqueles seres, onde não havia muito oxigénio e as partes moles apodreciam lentamente.

Com o tempo, os animais foram conservados sem "perturbações" e quando o mar retrocedeu muitos sedimentos se acumularam sobre as rochas até formar um deserto, em que os paleontólogos lutam para proteger os restos das mudanças de temperatura, dos ventos e da erosão.

Ao longo dos 50 quilómetros de sua parte mais extensa, Ocucaje oferece aos amantes da paleontologia a possibilidade de resgatar seres como uma preguiça aquática, um animal terrestre incomum que "preferiu" viver na água durante um tempo para se alimentar de algas marinhas.

Há semanas o investigador publicou junto a outros cientistas um estudo na revista Nature sobre o fóssil do Leviathan melvillei, antecessor das baleias modernas e considerado o maior depredador marinho que percorreu os oceanos há 12 milhões de anos.

No entanto se a ideia é só observar os restos como torcedor, algumas agências de turismo organizam visitas ao deserto de Ocucaje, indica à Efe o diretor de Património do Instituto Nacional em Ica, Rubén García.

No entanto, adverte, por enquanto a falta de orçamento impede que sejam levados a cabo projectos para valorizar Ocucaje, onde, além disso, há carência do controle e vigilância necessário em uma zona bastante extensa, de difícil acesso e com risco de ser depredada.

fonte: Terra

Rochas de Marte podem ter fósseis de 4 mil milhões de anos, diz estudo


A equipa estava a analisar a área conhecida como Nili Fossae quando fez a descoberta

Investigadores americanos identificaram rochas que, acreditam, poderiam conter restos fossilizados de vida em Marte. A equipa de investigadores identificou rochas antigas da Nili Fossae, uma das fossas existentes na superfície do planeta.

O trabalho dosinvestigadores revelou que essa vala em Marte é equivalente a uma região na Austrália onde algumas das mais antigas evidências de vida na Terra haviam sido enterradas e preservadas em forma mineral.

A equipa, coordenada por um cientista do Instituto para Busca de Inteligência Extraterrestre (Seti, na sigla em inglês), da Califórnia, acredita que os mesmos processos hidrotermais que preservaram as evidências de vida na Terra podem ter ocorrido em Marte na Nili Fossae.

As rochas têm até 4 mil milhões de anos, o que significa que elas já existiam nos últimos três quartos da história de Marte.

Carbonatos

Quando, em 2008, cientistas descobriram carbonatos nessas rochas de Marte, provocaram grande alvoroço na comunidade científica, já que os carbonatos eram procurados havia tempos como prova definitiva de que o planeta vermelho era habitável e que poderia ter existido vida por lá. Os carbonatos são produzidos pela decomposição de material orgânico enterrado, se esse material não é transformado em hidrocarbonetos.

O mineral é produzido pelos restos fossilizados de carapaças e ossos, e permite uma maneira de investigar a vida que existia nos primórdios da Terra. Na nova pesquisa, publicada na última edição da revista especializada Earth and Planetary Science Letters, os cientistas avançaram a partir da identificação dos carbonatos em Marte.

Missão da Nasa

O coordenador do estudo, Adrian Brown, usou um instrumento a bordo de uma missão da Nasa estudar as rochas da Nili Fossae com raios infravermelhos. Eles depois usaram a mesma técnica para estudar rochas na área do noroeste da Austrália chamada Pilbara.

"Pilbara é uma parte da Terra que conseguiu se manter na superfície por uns 3,5 mil milhões de anos, ou três quartos da história do planeta", disse Brown à BBC.

"Isso permite a nós termos uma pequena janela para observar o que estava acontecendo na Terra em seus estágios iniciais", explicou. Os cientistas acreditam que micróbios formaram há mil milhões de anos algumas das características distintivas das rochas de Pilbara.

O novo estudo revelou que as rochas da Nili Fossae são muito semelhantes às rochas de Pilbara em sua composição mineral. Brown e seus colegas acreditam que isso mostra que os vestígios de vida que possa ter existido no início da história de Marte podem estar enterrados nesse local.

"Se havia vida suficiente para formar camadas, para produzir corais ou algum tipo de bolsões de micróbios, enterrados em Marte, a mesma dinâmica que ocorreu na Terra pode ter ocorrido ali", disse. Por isso, segundo ele, que os dois locais são tão parecidos.

Pouso

Brown e muitos outros cientistas esperavam que poderiam logo ter a oportunidade de estudar mais de perto as rochas de Nili Fossae. O local havia sido marcado como um potencial local de pouso de uma nova missão para Marte, a ser lançada em 2011 pela Nasa.

Mas o local foi posteriormente considerado muito perigoso para um pouso e acabou removido da lista da Nasa em junho deste ano. "O robô da Nasa acabará por visitar outro local interessante quando pousar, mas esse local é o que deveríamos ver para descobrir se havia vida nos primórdios de Marte", lamenta Brown.

fonte: Terra

Morre na Argélia o condor mais velho do mundo


Héctor

Héctor, um centenário condor da cordilheira dos Andes e o mais velho do mundo, morreu esta segunda-feira no zoológico de El Hamma de Argel, informou nesta quarta-feira a imprensa argelina.

Héctor havia sido trazido dos Andes por um mecenas francês, Joseph d'Ange, que, em 1900, criou, junto com a esposa, o zoo de Argel. Segundo o veterinário Faysal Haffaci, a longevidade da ave se explicava por sua constituição física, alimentação e, sobretudo, pelo clima em torno do parque. Media 107 cm de altura por 3,25 m, com 15 kg.

fonte: Terra

YouTube estende até 15 minutos o limite máximo de duração dos vídeos


Os vídeos passarão agora a ter como limite máximo de duração 15 e não 10 minutos

O portal de partilha de vídeos mais popular da Internet respondeu assim às várias solicitações dos utilizadores ao anunciar ontem, no seu site oficial, a ampliação da duração dos conteúdos.

A mudança do limite máximo surge na sequência de uma melhoria técnica que permite agora à empresa norte-americana o armazenamento de vídeos com duração até 15 minutos.

Numa pequena nota de imprensa, Joshua Siegel, director de produto da empresa, garante que o YouTube usou “recursos significativos” e outras “ferramentas poderosas” para conseguir instituir o novo limite máximo.

Com o anúncio, o YouTube, que pertence à Google desde finais de 2006, lançou também uma nova iniciativa, embora pontual - “15 minutos de fama”.

A empresa vai destacar na página web de partilha de conteúdos os seis melhores vídeos com 15 minutos enviados até à próxima quarta-feira.

No comunicado, Joshua Siegel diz ainda que o YouTube vai continuar a desenvolver ferramentas para proteger os direitos de autor quer dos pequenos, quer dos grandes produtores de vídeo do mundo inteiro.

fonte: Público

Museu do Côa é “a gravura que nós 
deixamos às gerações futuras”


O novo museu do Côa foi hoje inaugurado

“Se o museu tiver no futuro tanta gente como hoje, está garantido.” A afirmação de um dos convidados, ao meio-dia de ontem, para a inauguração do Museu do Côa dá conta da multidão que desafiou o sol e se deslocou a Vila Nova de Foz Côa para participar na abertura de um equipamento há muito esperado no Douro.

O primeiro-ministro, dois ministros e outros tantos ex-ministros, dois secretários de Estado, governadores civis e presidentes de câmara, além de deputados, responsáveis de vários organismos públicos, locais e nacionais, e ainda... a embaixatriz dos EUA e representantes da província espanhola de Castela e Leão marcaram presença na cerimónia. Mas havia também habitantes da região, que não quiseram desperdiçar a oportunidade de saudar o primeiro-ministro, aplaudi-lo e dedicar-lhe música de festa pela Banda de Freixo de Numão.

“O Museu do Côa é um lugar cosmopolita e um equipamento sofisticado, de grande beleza arquitectónica, muito bem implantado na paisagem”, concordaram, nas suas intervenções, José Sócrates e Gabriela Canavilhas, depois de uma visita-guiada 
às exposições e ao edificio projectado pelos arquitectos Camilo Rebelo e Tiago Pimentel.

Entre a sua intervenção na sessão e as declarações aos jornalistas, a ministra da Cultura justificou por que é que o Governo decidiu, anteontem, constituir uma fundação – a Côa Parque – em vez de uma sociedade anónima para a gestão do museu e do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC). É a melhor solução, disse, “para se abrir a instituição aos sectores privados, para ter um conjunto mais alargado de sinergias”. Canavilhas disse ainda que a fundação salvaguardará, “absolutamente”, tudo o que está consignado na criação PAVC, nomeadamente a área protegida de 20 mil hectares que o constitui. Neste processo intervirá também o Ministério do Ambiente: no seu discurso, a ministra Dulce Pássaro anunciou que um dos fundadores será a Administração Regional da Bacia Hidrográfica do Douro, com sede em Mirandela.

Soube-se também ontem, pela intervenção do director do Igespar, Gonçalo Couceiro, que a actual directora do PAVC, Alexandra Cerveira Lima, não quer continuar no cargo após o fim do seu mandato, em Setembro.

Congratulando-se com a conclusão e inauguração do museu, o presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa lamentou o tempo que demorou a concretização do projecto. “É um exemplo do que não deve ser feito”, disse o autarca social-democrata, realçando o esforço das populações locais para a conquista deste património.

José Sócrates respondeu, lembrando que o museu faz parte de um valioso programa de investimento governamental na região. “Raros políticos têm a oportunidade de lançar uma obra e depois vir inaugurá-la”, disse Sócrates, lembrando ter sido ele, enquanto primeiro-ministro do anterior Governo, em 2006, que adjudicou a construção do museu. Mas elogiou também o envolvimento no processo da sua ex-ministra da Cultura Isabel Pires de Lima, e também de um ministro anterior dum governo PSD-PP, Pedro Roseta, presente no auditório.

É preciso reconhecer o valor” desta cadeia de decisores políticos que levaram à concretização do Museu do Côa – “ele é a gravura que nós deixamos às gerações futuras”, concluiu José Sócrates.

fonte: Público

Sismo de magnitude 6,4 no golfo de Moro


Um sismo forte de magnitude 6.4 na escala de Richter abalou hoje a região do golfo de Moro, nas Filipinas, anunciou o Serviço Geológico norte-americano.

Desconhece-se se o abalo provocou vítimas ou danos materiais.

O sismo ocorreu às 15:31 locais (08:31 em Lisboa), a uma profundidade de 618 quilómetros.

O epicentro localizou-se 128 quilómetros a sudoeste de Cotabato e a 151 quilómetros a sudeste de Zamboanga, na ilha filipina de Mindanao.


Sismo de magnitude 5.7 causa 110 feridos


Um sismo de magnitude 5.7 na escala de Richter atingiu hoje o Nordeste do Irão, causando pelo menos 110 feridos, um deles grave, e a destruição de várias aldeias, informaram as agências noticiosas iranianas.

As equipas de salvamento estão a retirar as pessoas dos escombros, depois do abalo que ocorreu às 18:51 (14:51, na hora de Lisboa) e que teve o seu epicentro entre as cidades de Baygh e Torbat-Heydarieh, precisou o diretor da célula de crise da província de Khorassan Razavi, Javad Erfanian.

O tremor de terra foi sentido nas cidades de Machhad, Khaf, Torbat-Heydarieh e Ghonabad e, segundo o presidente do município de Torbat-Heydarieh, Mojtaba Sadeghian, causou pelo menos 110 feridos, um deles grave.

A possibilidade de serem encontrados mortos entre os escombros "é grande", adiantou.

Só no distrito de Torbat-Heydarieh, 50 a 100 por cento das aldeias ficaram destruídas, estimou, por sua vez, o vice-presidente Bahram Soltani, citado pela agência Isna.

Na semana passada, um sismo de magnitude de 5.8 provocou um morto e várias dezenas de feridos numa região pouco populosa do Sul do Irão.


Canadá descobre navio perdido há 155 anos


Mudança climática está a criar passagem do Noroeste. Achado tem valor político

Arqueólogos canadianos descobriram os restos afundados de um navio britânico desaparecido há 155 anos. O HMS Investigator está ligado a uma das sagas da exploração marítima, a busca da passagem do Noroeste, mas participou numa das mais famosas tragédias do Árctico, a procura da expedição perdida de John Franklin. O navio de 422 toneladas foi abandonado em 1855, após dois anos preso no gelo. A maioria da tripulação foi salva por navios da Royal Navy, mas os cientistas também encontraram as tumbas de três marinheiros vitimados pelo escorbuto.

A expedição arqueológica canadiana tinha acabado de chegar à ilha Banks, no mar de Beaufort, norte do Canadá, para um trabalho de duas semanas, mas 15 minutos depois de colocar o sonar na água encontrou ecos que indicavam um achado. O navio está a oito metros de profundidade e a madeira encontra-se bem preservada.

A epopeia árctica do Investigator (ao lado, uma gravura da época) começou em 1848, quando o navio de 36 metros foi comprado e reforçado no casco. A expedição partiu em 1853, comandada por Robert McClure, com a missão de encontrar a mítica passagem do Noroeste, um canal navegável pelo norte, que pouparia semanas na navegação entre Europa e Ásia. Mas havia outra tarefa: saber o que acontecera à expedição de John Franklin, que partira em 1845 em busca da passagem do Noroeste, com 128 homens a bordo.

Hoje, sabe-se que a expedição de Franklin acabou de forma catastrófica e lenta. O gelo destruiu os navios e os homens tentaram regressar a zonas habitadas. Alguns indícios contam uma história macabra de canibalismo e de envenenamento com chumbo (da comida enlatada, ao tempo uma perigosa inovação).

A expedição do Investigator quase teve o mesmo destino, mas McClure foi salvo no último momento, acabando por ganhar um prémio monetário pela descoberta da passagem do Noroeste.

Esta não existia na época. Em breve existirá devido às mudanças climáticas e aos efeitos que estas produzem no gelo do Árctico. Para o Canadá, a descoberta arqueológica tem grande importância política, pois reforça a soberania do país sobre esta parte do Árctico, que em tempos de águas livres de gelo ganhará uma importância estratégica que nem os exploradores do século xix podiam imaginar.


Falhas no bónus do efeito de estufa


Num século, a temperatura do planeta subiu 0,76 graus e os glaciares estão a derreter. Estas alterações climáticas, e seus efeitos, estão a ser estudadas. E se os cientistas estão de acordo para a necessidade de diminuir o efeito de estufa artificial, a verdade é que este fenómeno natural contribui para tornar a Terra habitável ao fazer que a temperatura média seja de 15 graus e não 18 negativos. Nas últimas semanas foram vários os sinais de que o tempo está cada vez mais extremo: da Rússia aos EUA.

Discutir o tempo - meteorológico, claro - é sempre um tema favorável para uma conversa de circunstância, mas a meteorologia também tem o dom de suscitar discussões apaixonadas. Sobretudo desde que o tempo parece andar avariado. Ora chove de tal forma que em poucas horas transbordam ribeiras ora faz um frio de rachar e a seguir fica um calor como já ninguém se lembrava. Anedotário à parte, há factos concretos: a temperatura média global do planeta aumentou no último século 0,76 graus Celsius, os glaciares no hemisfério norte estão realmente a derreter e a encolher, o Árctico, com o gelo oceânico a diminuir todos os anos um pouco mais, estará em breve irreconhecível se a tendência continua. E parece que vai continuar. Serão as alterações climáticas de que tanto se fala?

Os cientistas são cautelosos. Tudo parece apontar nesse sentido, além do mais, com uma inequívoca assinatura humana. Mas o clima e a meteorologia são muito complexos, e a dinâmica da atmosfera também, tal como a sua relação com os oceanos e a vegetação que cobre os continentes. E depois há fenómenos regionais, como o "nosso" anticiclone dos Açores ou o El Niño, que influem na meteorologia global conforme os seus humores. Por isso, afirmam os cientistas, é preciso continuar a estudar tudo isto e, à cautela, diminuir os gases com efeito de estufa causados pelas actividades industriais humanas, para impedir que isto aqueça mais ainda. É aqui, no efeito de estufa, que bate o ponto. Em última análise, é ele que permite vida na Terra.

Funciona assim: alguns gases, que existem em pequeníssima quantidade na atmosfera, retêm uma parte do calor que o planeta recebe do Sol. Entre esses gases está, por exemplo, o famoso dióxido de carbono (CO2). Eles são responsáveis por a Terra ter uns confortáveis 15 graus positivos, de média global de temperatura, em vez de rolar no espaço, congelada e desprovida de vida, com uma temperatura média de 18 graus negativos.

Foi em 1827 que um francês chamado Joseph Fourier fez contas e percebeu que devia haver algo na atmosfera da Terra que retinha todo este calor. Mas só em 1959 o irlandês John Tyndall percebeu o que se passava. Foi ele que descobriu o efeito de estufa. Outro facto concreto: desde a revolução industrial, a concentração de CO2 na atmosfera aumentou para níveis nunca vistos. É juntar dois mais dois. Há motivo para preocupação e à cautela é melhor reduzir emissões.


Tribunal russo ordena bloqueio de acesso ao Youtube


Um tribunal regional russo ordenou hoje, quinta-feira, o bloqueamento do acesso ao Youtube por ter um vídeo alojado cujo conteúdo foi considerado "extremista"

O tribunal de Komsomolsk-on-Amur, situado na região de Khabarovsk, ordenou a um fornecedor local de Internet, a empresa Rosnet, que interrompesse o acesso ao site Youtube, de três bibliotecas on-line e ainda de um site que aloja páginas já apagadas da rede.

O vídeo em causa, denominado “Russia for Russians” fazia parte da lista federal do ministério da justiça, no que respeita a materiais extremistas a serem banidos.

Os outros sites em questão - Web.archives.org, Lib.rus.ec, Thelib.ru e Zhurnal.ru - continham cópias do livro “Mein Kampf”, da autoria do ditador alemão Adolf Hitler.

A decisão já foi contestada por várias pessoas, que usaram ferramentas on-line como blogs para expressarem a sua revolta. Um blogger escreveu: “Russia, em 2015, o Youtube será banido em todo o lado”. Um outro comentador utilizou o Twitter para se expressar: “O Youtube foi obrigado a compreender que a Rússia, Paquistão e a Coreia do Norte têm muito em comum”.

A empresa que deverá bloquear o Youtube também não se mostra satisfeita com a situação. Um engenheiro revelou que a empresa aconselhou o tribunal a contactar directamente os sites em questão para pedirem a remoção do conteúdo ofensivo da rede, mas sem sucesso. A empresa Rosnet irá apelar à decisão do tribunal.

Apesar na Rússia os internautas gozarem de uma liberdade quase total, foi aprovado em Outubro um pacote de leis que confere novos poderes aos serviços de segurança russos, no que respeita o encerramento de sites.

Este bloqueio regional pode ser considerado contraditorio, visto que presidente Dmitry Medvedev lançou, recentemente, um canal próprio de partilha de vídeos on-line.

Irão, China, Paquistão e Turquia são exemplos de países que bloquearam o Youtube.


Identificada raiz do cancro da próstata


Investigadores do Jonsson Comprehensive Cancer Center da UCLA (universidade da Califórnia) identificaram pela primeira vez o tipo de células que estão na origem do cancro da próstata e afirmam que a sua descoberta pode dar origem a meios de diagnóstico da doença mais eficazes, bem como a novos tratamentos.

Publicado na edição de hoje da revista Science, o estudo que foi realizado pela equipa coordenada pelo médico e investigador Owen Witte, demonstrou que as células basais que existem no tecido da próstata podem tornar-se cancerosas em ratos aos quais a actividade do sistema imunitário foi suprimida.

A descoberta foi surpreendente, uma vez que se pensava até agora que as células em que se originava este tipo de cancro eram outras: as células luminais, que fazem parte do revestimento da próstata. Os tumores malignos naquele órgão tinham semelhanças com esse tipo de células.

"A ideia dominante é que o cancro da próstata surge destas células luminais, porque estes tumores têm padrões que fazem lembrar essas células", explicou o coordenador da equipa. Mas sublinhou, "conseguimos produzir cancros a partir de células basais e isso permite-nos agora investigar a sequência dos acontecimentos genéticos que dão origem à doença, descobrir os sinais nas células que estão implicados nelas e assim identificar potenciais alvos para novas terapias".

O estudo, segundo afirma a própria equipa, "diz que as células basais desempenham um papel importante no processo de desenvolvimento dos tumores malignos da próstata e por isso devem passar a ser um foco adicional para o desenvolvimento de novas terapias".


Árvores portuguesas desvendam clima do passado


Um laboratório novo, dois grupos e uma floresta para caracterizar. Depois de estudados, carvalhos e pinheiros vão mostrar que tempo fazia cá há 400 anos

A operação é simples. Sofia Leal vai rodando uma espécie de broca manual, bem até ao centro do tronco da árvore, insere em seguida um estilete no orifício e, com muito jeitinho, recolhe um finíssimo cilindro de madeira. Depois é tempo de retirar a broca, rodando-a agora para o lado contrário, o que produz um som inesperado, de madeira seca, como uma porta a chiar, mas muito mais alto. Não há problema, "ela não grita", diz a jovem investigadora a sorrir.

Sofia Leal está habituada. Aquele procedimento "é inofensivo para a árvore", explica a investigadora do recém-inaugurado Centro de Dendrocronologia, do Instituto Superior de Agronomia (ISA). Quanto à amostra que acabou de recolher, ela é uma fonte de informação preciosa. Contém uma memória do clima e um calendário preciso sobre o passado e esse é todo um campo de estudo que está agora a iniciar-se em Portugal. A dendrocronologia e a dendroclimatologia - dendro é uma palavra grega e significa árvore.

Com um projecto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que se iniciou em Janeiro e vai durar três anos, a equipa de Sofia Leal e um grupo da Faculdade de Ciências de Universidade de Lisboa (FCUL), ligado ao SIAM (estudo das alterações climáticas no País), vão viajar até ao passado climático em Portugal através dessa informação contida nas árvores da floresta portuguesa (ver caixa).

"Estamos a contar conseguir ir até há 300 ou 400 anos", diz a investigadora do ISA. Qual seria a temperatura média de Verão nessa altura, quando por cá dominavam os Filipes, e depois, quando lhes sucedeu o rei D. João IV? Terá havido secas graves, ou eram regulares os padrões da chuva?

Conhecer o clima dessas épocas exige recurso a informação indirecta, e a metodologia mais fidedigna, está demonstrado, é a dos anéis de crescimento das árvores.

Ano após ano, à medida que crescem, as árvores guardam nas suas células informação sobre a temperatura, a precipitação, a humidade do ar e até a poluição do seu ambiente. Quem já viu um tronco de árvore cortado sabe que ele é feito de anéis concêntricos sucessivos. E cada anel corresponde, na maioria das árvores de clima temperado, a um ano de crescimento. É analisando e caracterizando as células de cada um desses anéis que os cientistas conseguem conhecer a informação climática que caracteriza cada um desses anos. E como as árvores de uma mesma floresta apresentam naturalmente um padrão idêntico fica assim estabelecida uma cronologia que permite depois estudos noutros áreas, como a arqueologia, para datação precisa de objectos de madeira, ou com madeira. Quando esteve a fazer o doutoramento nesta área, em Viena, Sofia Leal participou nos estudos de datação de um castelo, com esta metodologia. E também andou enfiada numa mina de sal, para recolher madeiras datadas da Idade do Ferro, com cerca de três mil anos.


sexta-feira, 30 de julho de 2010

Cerveja vendida no corpo de animais mortos


Animais servem de embalagem à nova cerveja

Uma cervejeira escocesa apresentou na semana passada uma nova marca, com 55 por cento de teor alcoólico e com um custo aproximado de 600 euros. O produto é quase exclusivo, uma vez que a empresa apenas criou uma dúzia de garrafas, mas o estranho é o modo como ela é apresentada: dentro do corpo de um animal morto.

Intituladas 'O fim da história', as 12 garrafas foram colocadas dentro de sete doninhas, quatro esquilos e uma lebre.

Esta acção promocional já foi duramente criticada pelos defensores dos direitos dos animais, que a classificaram como "uma táctica de marketing barato".

O volume de álcool desta cerveja, 55 por cento, faz com que seja considerada a bebida mais forte do mundo, à frente de vodka e whisky.


Análises a animais não detectam casos de vírus do Nilo


A Direcção Geral de Veterinária (DGV) anunciou não ter ainda encontrado qualquer animal infectado com vírus do Nilo Ocidental, na sequência de um caso provável de doença humano na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Desde que foi anunciado o caso, a DGV reforçou a vigilância a aves selvagens e cavalos, na zona onde reside o doente.

O vírus é transmitido ao homem através de picadas mosquitos infectados em aves selvagens, que são consideradas hospedeiros primários da febre do Nilo.

"Acidentalmente, os mosquitos infectados podem também transmitir a doença aos equinos, que sendo considerados hospedeiros finais do vírus, à semelhança das pessoas, não têm relevância na transmissão da febre do Nilo Ocidental", explicou à agência Lusa fonte oficial da Direcção Geral de Veterinária.

Desde 2006 até hoje, as autoridades analisaram cerca de 800 equinos e aves e não encontraram qualquer animal infectado com o vírus.

Relativamente ao caso da pessoa infectada esta semana anunciado pela Direcção Geral da Saúde, a autoridade veterinária adianta que foi definida uma "zona de vigilância a partir da residência da pessoa afectada".

Clinicamente, a maior parte das infecções humanas por vírus do Nilo são assintomáticas ou ligeiras, sendo que menos de um por cento dos doentes desenvolvem quadros graves com envolvimento do sistema nervoso central, como. meningite, encefalite ou meningo-encefalite.


Pegadas de répteis com 318 milhões de anos


Marcas são as mais antigas de répteis e foram feitas quando havia a Pangeia

As marcas estão em rochas junto à baía de Fundy, em New Brunswick, no Canadá. Datam de há 318 milhões de anos, do chamado período Carbonífero, de quando a Terra ainda tinha apenas um continente, a Pangeia. Foi nessa época que os répteis começaram a caminhar pela Terra. É isso que as marcas mostram.

As pegadas, que estão consideradas como as mais antigas que se conhecem de répteis, foram descobertas pelo paleontólogo Howard Falcon-Lang, da Universidade de Londres. Mas o seu estudo, que é hoje publicado na revista Paleogeography, Paleoclimatologty, Paleoecology, foi realizado em colaboração com Mike Benton, da Universidade de Bristol, e com outros investigadores canadianos.

As conclusões da equipa acabam por confirmar uma suspeita de longa data da comunidade científica: a de que os répteis foram os primeiros seres vivos a penetrar no interior dos continentes, por terra.

A antiguidade das pegadas foi importante para esta demonstração porque colocou no seu contexto temporal esta caminhada para o interior. Mas foi a localização das pegadas que se tornou decisiva. As rochas onde elas estão impressas mostram que aqueles répteis viviam em planícies secas junto de um rio, a centenas de quilómetros da região costeira.

"As pegadas são do período Carbonífero, quando um único supercontinente, a Pangeia, existia no mundo", explicou Howard Falcon-Lang, ao serviço de notícias de ciência Eurekalert.

"A princípio, a vida estava restrita aos pântanos costeiros, onde existiam florestas luxuriantes, que estavam cheias de fetos gigantes e de libélulas. No entanto, quando os répteis entraram em cena, levaram as fronteiras mais para diante, conquistando o interior seco dos continentes", adiantou o mesmo investigador.

Ao contrário dos seus primos anfíbios, os répteis não necessitam de estar sempre a regressar à água para respirar e essa vantagem deu-lhes autonomia para se embrenharem pelo interior, afastando-se cada vez mais da costa.

Esta mesma equipa já havia descoberto em 2007 pegadas de répteis semelhantes a estas na mesma região e sensivelmente da mesma altura. Mas as que agora são anunciadas poderão ser mais antigas ainda, segundo os próprios investigadores.


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