domingo, 29 de janeiro de 2012

Adolescente é sacrificado na Índia


Um adolescente de 14 anos morreu vítima de um sacrifício ritual no sul da Índia nas mãos de um grupo de moradores que acreditavam que a morte do menino levaria a um tesouro escondido, informou uma fonte policial.

O jovem Ganesh foi sequestrado em frente a sua casa na cidade de Nirmal na região de Andhra Pradesh, por um homem identificado como Raju que agora está preso, disse Mahesh, um inspetor da polícia local.

"O adolescente foi sacrificado porque os assassinos pensavam que ao matá-lo poderiam descobrir um tesouro repleto de ouro escondido no forte de Amavasya", disse Manesh.

"Raju disse que o tinha vendido a um homem chamado Prabhakar para evitar a acusação de assassinato, mas ele parece ter sido um dos autores do crime", disse o inspetor.

De acordo com fontes policiais o corpo de Ganesh foi encontrado no Forte de Shyamgarh, na periferia de Nirmal no distrito de Adilabad. As forças de segurança procuram mais oito pessoas envolvidas no crime.

Segundo dados oficiais, em 2009 foram registadas 186 mortes violentas relacionadas com "bruxaria", um termo que muitas vezes inclui rituais de morte.

A maioria dos sacrifícios humanos estão em zonas muito pobres da Índia, especialmente no norte e leste, onde ainda há práticas quase erradicadas, vinculadas a correntes minoritárias associadas ao hinduísmo, como o Tantrismo.


Homem acusa duendes de violarem sua esposa


Um homem está a acusar cinco duendes de abusarem sexualmente de sua esposa, na cidade de Bulawayo, no Zimbábue. Malibeni Mhlanga contou à polícia que comprou os cinco bonecos a um curandeiro local.

Segundo ele, três duendes foram "mortos" durante uma cerimónia de exorcismo, mas outros dois ainda continuam "vivos".

Mhlanga alegou que adquiriu o goblins para acumular riqueza, mas nada aconteceu. Alguns de seus vizinhos disseram que suas esposas também estavam a ser abusadas sexualmente pelos gnomos da noite.

Por causa disso, dezenas de moradores se reuniram na casa de Mhlanga, na última terça, exigindo que ele fosse expulso da aldeia onde vive.

"Estou procurar ajuda para assegurar a remoção ou destruição desses duendes, já que eles estão afetando nossas vidas diárias. Desde que chegaram aqui, não conseguimos mais viver em nossas próprias casas", disse ele.

"Eu urino sangue todos os dias, enquanto os duendes mantêm relações sexuais com minha esposa o tempo todo."

A mulher de Mhlanga confirmou que vem sofrendo "abusos" por parte dos espíritos.

"Ele anda como uma cabra, e quando faz sexo comigo, eu muitas vezes me sinto cansada e cuspo sangue", disse ela.


Decoradores levam susto ao descobrir gato mumificado em reforma de casa


George Hartley e o gato mumificado encontrado numa casa do século XVIII durante a reforma

DUPLA ESTAVA REMOVENDO O TETO QUANDO DESCOBRIU O FELINO. 'ACHO QUE ELE ESTAVA LÁ HÁ MAIS DE 100 ANOS', DISSE GEORGE HARTLEY.

Uma dupla de decoradores levou um susto após encontrar um gato mumificado Numa casa do século XVIII que passa por reforma em Knaresborough, North Yorkshire, no Reino Unido, segundo o jornal inglês "Daily Mail".


Mumificado: Muito parecida com a descoberta de Hartley, trabalhadores na Abadia de Woburn ficaram chocados ao descobrir este gato mumificado, que se acredita ter sido enterrado para proteger a abadia


Espíritos malignos: Um gato mumificado paira sobre o bar do pub The Nutshell em Bury St Edmunds, Suffolk, para manter afastadas as coisas más

Andrew e George Hartley estavam removendo o teto para avaliar as reformas que seriam necessárias quando descobriram o felino dentro do telhado.

"Ele estava bem preservado. Acho que estava lá há mais de 100 anos", disse Hartley.

"Segundo o folclore, diz-se que os gatos eram colocados nas paredes das propriedades como uma espécie de amuleto de boa sorte", disse a srª Hartley, acrescentado, "gatos mortos eram colocados nas casas para supostamente afastar os maus espíritos". "Durante o trabalho de reforma, também encontramos restos de cebolas secas ao redor da casa, novamente sinais para afastar espíritos indesejáveis".

Fonte: G1

Crocodiliano é descoberto em São Paulo


Ele era um animal "bastante esquisito", nas palavras do paleontólogo Alexander Kellner, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Viveu na era dos dinossauros, mas não era um dino; tinha o formato de um crocodilo mas, diferentemente dos de hoje, tinha curiosos "chifres" no crânio.

"Não existe nada parecido com ele", diz Kellner. E nenhum ser vivo hoje descende desse animal "crocodiliano" - semelhante a crocodilos - encontrado perto de Presidente Prudente (SP).

Descrito agora na revista "Zoological Journal of the Linnean Society", ele recebeu o nome Caryonosuchus pricei, do grego "cáryon", protuberâncias (os "chifres"), e "souchus", crocodilo.

Animais como esse eram comuns no Brasil durante o período geológico Cretáceo superior, entre 83,5 milhões a 65,5 milhões de anos atrás.

Antes desse período, os continentes estavam unidos na Pangeia, dividida numa parte sul (Gondwana) e uma norte (Laurásia). Mas, com o processo de deriva continental, as partes foram se afastando. O que viria a ser a América do Sul ficou em certo isolamento no Cretáceo.

"Isso permitiu aos crocodilianos ocuparem nichos ecológicos específicos", diz outro coautor do estudo, Diógenes de Almeida Campos, do Museu de Ciências da Terra do Departamento Nacional de Produção Mineral, do Rio.

Os "jacarés" de então "faziam de tudo": havia espécies que comiam insetos, outras tinham habitats marinhos, outras eram carnívoros predadores ou comedores de carniça - ou ambas as coisas, o que parece ser o caso do Caryonosuchus pricei. A variedade desses animais mostra como a fauna no Brasil do Crétaceo era diversificada.

"Ele tinha dentes fortes e serrilhados, ótimos para mastigar ossos e ter acesso ao tutano", afirma Campos. "Tinha dentes triangulares possantes com lâminas voltadas para fora numa mandíbula e para dentro na outra, bons para cortar, quebrar ossos e atacar outros animais", completa Kellner.

E nem tão grande assim: só se conhecem dentes, a parte anterior do crânio e a mandíbula inferior do animal, o que indicaria um comprimento de até 1,2 metro.

Ou seja, não era uma ameaça aos grandes dinossauros. "Convivia com eles, cada qual na sua", diz Campos.

Isso indicaria que poderiam ter comportamento semelhante ao das hienas. Além de comedoras de carcaças, elas atacam em bando à noite. Teriam os crocodilomorfos dessa espécie hábitos semelhantes? Ainda não é possível saber.

E para que serviam os "chifres"? "Essa é a grande pergunta", diz Kellner. Poderiam ser um meio de ajudar as espécies a se distinguirem entre si ou ter alguma função ainda desconhecida.

Fonte: Folha.com

'Rato monstro' deixa moradores apavorados no Zimbábue


ROEDOR PESARIA CERCA DE DEZ QUILOS, SENDO MAIOR DO QUE UM GATO. 'NA MINHA VIDA NUNCA VI UM RATO TÃO ENORME', DISSE AUGUSTINE UGALO.

Um rato capturado no ano passado numa casa em Harare, no Zimbábue, deixou os moradores apavorados com seu tamanho.

O roedor pesaria cerca de dez quilos, sendo maior do que um gato, segundo o site de notícias local "Bulawayo 24".

Augustine Ugalo contou que o rato foi apanhado a correr dentro da casa e chegou a atacar uma das pessoas que tentavam capturá-lo.

"Na minha vida nunca vi um rato tão enorme. Ele não tinha medo de seres humanos", destacou Ugalo.

Segundo ele, a caçada para tentar matar o "rato monstro" demorou mais 30 minutos.

Fonte: G1

Sonda Kepler descobre mais 11 sistemas planetários


Posições orbitais dos planetas nos sistemas com múltiplos planetas em trânsito.Nos sistemas agora encontrados existem pelo menos 26 exoplanetas

A missão Kepler, da NASA, continua a descobrir exoplanetas a um bom ritmo. A agência espacial norte-americana confirmou a existência de onze novos sistemas planetários dos quais fazem parte, pelo menos, 26 planetas. Estes orbitam relativamente perto das suas estrelas e têm 1,5 vezes o tamanho da Terra chegando alguns a ser maiores que Júpiter.

Observações futuras determinarão quantos deles são rochosos, como o nosso, e quantos possuem densas atmosferas gasosas. As órbitas dos 26 têm entre seis e 143 dias de duração. Todos eles estão mais perto da sua estrela do que Vénus do Sol. 

Cada um dos sistemas confirmados contém entre dois e cinco planetas. Alguns deles estão tão próximos entre si que as suas forças gravitacionais fazem com que acelerem ou retardem as suas órbitas.

Cinco dos sistemas (Kepler-25, Kepler-27, Kepler-30, Kepler-31 e Kepler-33) contêm pares de planetas em que o que se encontra mais próximo da estrela completa duas órbitas à volta da mesma enquanto o outro faz apenas uma.

O que tem mais planetas é o Kepler-33, uma estrela mais velha e massivo do que o Sol, à volta da qual giram cinco planetas, entre 1,5 e cinco vezes o tamanho da Terra. Todos eles estão mais próximos da sua estrela do que Mercúrio do Sol.

2300 candidatos a confirmar

Em apenas dois anos, a missão Kepler já confirmou a existência de 60 planetas num pequeno espaço do céu e dispõe de uma lista de 2300 candidatos. Antes de o projecto começar conheciam-se 500 planetas extra-solares um todo o universo.

Estes resultados confirmam que a nossa galáxia, a Via Láctea, está densamente povoada de planetas de todos os tamanhos e órbitas. A técnica utilizada pela sonda espacial consiste em medir repetidamente as mudanças de luminosidade de mais de 150 mil estrelas para detectar a passagem dos planetas à sua frente.

Quando isto acontece, os instrumentos da sonda são capazes de captar a pequena sombra que o novo planeta projecta sobre outros.


Abalo no Haiti pode ser aviso de novos sismos devastadores


O sismo que destruiu grande parte da capital do Haiti, há dois anos, poderá ser a manifestação de um novo ciclo de atividade sísmica com futuros tremores de terra devastadores, concluiu uma investigação publicada na quinta-feira nos EUA.

Segundo os autores do estudo, citado pela agência AFP, os arquivos históricos revelam uma atividade sísmica frequente nas Caraíbas nos últimos 500 anos, mais particularmente na ilha de Hispaniola, partilhada pelo Haiti e pela República Dominicana.

Sismólogos apoiaram-se em numerosos relatos de destruições provocadas por diferentes tremores de terra para avaliar a sua intensidade, a sua situação geográfica e amplitude e, assim, elaborar um modelo.

No estudo, publicado no Boletim da Sociedade Americana de Sismologia, os autores descrevem uma série de sismos devastadores ocorridos no século XVIII na falha de Enriquillo, que atravessa a ilha de Hispaniola de este a oeste.

Um abalo de magnitude 6,6 ocorreu em 1701 no Haiti, muito próximo do epicentro do violento sismo de 12 de janeiro de 2010, de magnitude 7,0, que matou mais de 200 mil pessoas. De acordo com os cientistas, as descrições dos abalos e da sua intensidade são semelhantes.

A 03 de junho de 1770 registou-se um tremor de terra de magnitude 7,5, a oeste da zona do sismo de 2010, que ocorreu após 240 anos de pausa sísmica.

Para William Bakun, do Instituto de Geofísica norte-americano e um dos coautores do estudo, a falha Enriquillo "parece novamente ativa".

Os especialistas aconselham, por isso, o Haiti e a República Dominicana a prepararem-se para sismos de uma intensidade semelhante aos que se verificaram.

fonte: DN

sábado, 28 de janeiro de 2012

Criado router que permite controlar o cérebro


Uma pequena empresa norte-americana está a testar em animais um dispositivo que permite alterar, em tempo real, a atividade dos neurónios através de comunicações sem fios

A Kendall Research ainda não foi além do fabrico de protótipos, mas já começou a gerar controvérsia, com o desenvolvimento de implantes cerebrais que recorrem à optogenética para proceder a alterações de comportamentos nos portadores desses dispositivos.

Segundo os pressupostos da optogenética, é possível alterar geneticamente células, a fim de as dotar de uma capacidade de reação à luz. Os investigadores da Kendall Research pegaram nestes mesmos princípios e desenvolveram um dispositivo com três gramas de peso que deve ser usado junto à cabeça da cobaia. O protótipo tem incorporados LED e díodos de laser e ainda um implante cerebral que permite encaminhar as fontes de luz para os neurónios de um animal.

De acordo com a Technology Review, o protótipo conta ainda com um controladores de comunicações sem fios que permitem a conexão entre o cérebro do animal (ou o implante que tem no cérebro...) e um computador que se encontra a alguns metros de distância. O fornecimento de energia elétrica também é feito através de uma rede sem fios, usando supercondensadores que se encontram perto dos animais.

A capacidade de conexão com máquinas no exterior já levou os responsáveis da Kendall Research a classificar o protótipo como «um router do cérebro».

Apesar de inovador a vários níveis, o denominado “router cerebral” dificilmente se livra da polémica. Além de questões éticas relacionadas com a possibilidade de alterar o estado e as funções executadas pelos neurónios, os protótipos da Kendall Research podem padecer de limitações técnicas que são típicas deste novo campo do saber. Segundo alguns especialistas em neurologia, as técnicas de optogenética ainda não permite alterar de forma consequente e lógica o funcionamento dos neurónios.


Cientistas revelam primeiras imagens 3D do vírus da gripe


Equipa japonesa conseguiu reproduzir estrutura interna do vírus influenza em 3D, através de um microscópio de eletrões.

É um avanço cientifico que se pode vir a revelar essencial no desenvolvimento de terapias mais eficazes no tratamento da gripe.

Uma equipa de cientistas da Universidade de Tóquio conseguiu reproduzir as primeiras imagens 3D do interior do vírus da gripe (influenza), no âmbito de uma investigação para compreender melhor os fatores por detrás do maior perigo do vírus: a sua capacidade de mutação.

Para conseguir as imagens essenciais para o projeto, o grupo japonês usou um microscópio de eletrões com grande poder de ampliação para fotografar a estrutura interna do vírus, que permitiu captar 120 fotos tiradas de diferentes ângulos e depois combinadas para obter um efeito 3D.

Solução no fio

Esta experiência permitiu aos cientistas nipónicos descobrirem oito segmentos de genes ligados por uma substância em fio.

A equipa acredita que é esta a substância responsável pela capacidade de mutação do vírus influenza, a razão pela qual nunca se conseguiu erradicar a gripe.

Uma das grandes doenças ainda por conquistar no mundo atual, a gripe é responsável anualmente por 250 a 500 mil mortos anuais, valores que podem chegar aos milhões em anos de pandemias, como acontece com a gripe espanhola de 1918, ou o H1N1 em 2009.

Apesar de nos países desenvolvidos a vacinação ser comum, a capacidade de adaptação do vírus influenza tem-se revelado um desafio para os cientistas na busca de um método de tratamento mais eficaz.

fonte: Expresso

Veja como podemos ficar se evoluir – mos para enfrentar os efeitos da poluição


1. Olhos. A fim de suportar o contacto com substâncias poluentes na atmosfera, o olho humano será menor, semelhante ao do porco. Uma membrana transparente (que agora pode ser encontrado no canto interno do olho), será maior e irá servir como uma segunda pálpebra.

2. Nariz. Aumentará de tamanho e terá um sistema de compartimentos e filtros para melhor limpar o ar. Pela mesma razão, os pêlos do nariz se tornarão mais densos e longos.

3. Pulmões. Aumentará de tamanho e vai ser mais ligado ao sistema circulatório, o que permitirá a extração do ar de uma pequena quantidade de oxigênio.

4. Fígado. Sua capacidade de limpar o sangue vai aumentar drasticamente se tornando mais eficaz na filtragem de substâncias venenosas.

5. Pele. Torna-se mais brutal, com áreas de calcificação para evitar queimaduras de poluentes químicos na atmosfera.

6. Apêndice. Deixam de ter uma função superficial, ajudando a transformar todo tipo de vegetal em alimento (uma vez que a carne se tornará imprópria para consumo devido à poluição).

7. Estrutura óssea. Será mais frágil e mais leve, devido à relativa falta de vitamina D (redução da quantidade de luz solar e má alimentação).

8. Cabelo. Desaparecerá devido a um forte aquecimento global.

9. Orelhas. O aumento da poluição sonora irá conduzir à formação de dobras nas orelhas, tornando-as mais semelhantes ao cão. Uma pessoa poderá levanta-las para ouvir melhor e abaixa-las para reduzir o ruído de fluxo.

10. Temperamento. O homem vai ser um pouco louco. Isto será, devido à presença de substâncias tóxicas nos produtos alimentares (que conterá uma alta percentagem de mercúrio).

11. Aparelhos respiratórios. Imediatamente após o nascimento, o homem precisará de uma unidade especial de respiração, que irá ajudá-lo à sobreviver às primeiras semanas de vida.

12. Rins. Vai adquirir uma nova função – a extração de água da urina e conservação de água no organismo. Em vez de fluído, a pessoa vai urinar uma espécie de purê, composto de ácido úrico e substâncias tóxicas.

Ainda bem que não viveremos até que essas mudanças possam acontecer, se é que Darwin estava certo e realmente isso acontecerá, mas o melhor jeito mesmo é diminuir os efeitos da poluição desde já.

fonte: Mundo Louco

Molécula que ataca doenças como Alzheimer ou cancro descoberta em Portugal


Um estudo coordenado por uma investigadora da Universidade do Minho descobriu uma molécula-chave que «abre novas perspectivas» no tratamento de doenças como Parkinson, Alzheimer, hipertensão hereditária e cancro.

«Este estudo abre novas perspetivas no tratamento destas e de outras doenças», sublinha Sandra Paiva, da Escola de Ciências da UM.

Como explica, as células produzem proteínas responsáveis pela entrada dos nutrientes disponíveis ou preferidos e destruindo as proteínas que não são necessárias.

Naquele estudo, foi descoberta uma molécula-chave envolvida no processo de destruição de proteínas na célula.

«Quando a molécula recebe informação da presença de determinado nutriente, destrói então os transportadores indesejáveis», acrescenta.

Segundo Sandra Paiva, os resultados deste estudo representam «um grande avanço» na compreensão dos mecanismos de degradação de proteínas.

«Os defeitos nestes mecanismos estão associados a doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, à hipertensão hereditária e ao cancro. Este estudo abre novas perspectivas no tratamento destas e de outras doenças», sublinha.

Lembra que as células de cancro, por exemplo, «necessitam de muita energia e ao conseguirmos reduzir o número de transportadores podemos de algum modo privá-las de alimento, tornando-as mais sensíveis à quimioterapia».

Este trabalho utilizou como modelo um microrganismo, a levedura do pão ou da cerveja, que é fácil de crescer em laboratório e partilha uma grande semelhança dos seus genes com os genes em humanos.

A investigação foi realizada por uma equipa coordenada por Sandra Paiva e por Sebastien León, do Instituto Jacques Monod da Universidade de Paris.

A equipa inclui ainda Neide Vieira, Margarida Casal, Carina Cunha e Jéssica Gomes, todas da UMinho, e outros investigadores das universidades de Paris e Madrid.

A investigação acaba de ser publicada no conceituada revista Journal of Cell Biology e foi premiada no 2011 Nature Cell Biology Poster Prize Winners, na Croácia.

Sandra Paiva recebeu o American Club Annual Award 2001 e tem 15 artigos publicados em revistas científicas.

fonte: Sol

Física pode provar que existem vários “eus” vivendo a mesma vida que nós


Como sabemos a física não é tão fácil de se compreender, esse post é muito uma prova disso mas tentamos o simplificar, para que fique com melhor compreensão e também um pouco mais normal.

Se você conseguisse viajar para o espaço numa velocidade inimaginável para nossos padrões, você chegaria numa galáxia como a Via Láctea, iluminada por uma estrela igualzinha ao Sol, um planeta com atmosfera, mares e continentes, assim como a Terra. Entre seus habitantes, estão primatas desenvolvidos, que construíram grandes cidades. A sua cidade está lá. Sua casa também. Ei, quem é aquele lendo um artigo sobre universos paralelos num computador, sentado igualzinho a você? Se você parou para pensar, saiba que seu outro “eu” acaba de fazer a mesma coisa.

Nada disso é ficção científica. A mecânica quântica consegue comprovar que existem inúmeras pessoas iguais a você. Podemos recorrer a uma teoria bem mais simples e antiga, a do Big Bang, que já permite entender que o nosso universo não é o único. A partir desta constatação, é possível concluir que existem outros, idênticos aos nossos.

O mais longe que a luz das estrelas consegue viajar até nós é por 13,7 biliões de anos, data que remonta ao nascimento do Universo. Ou, em termos de distância, 4 x 1023 quilómetros. Mas isso não quer dizer que não exista nada depois. Significa apenas que o restante está além do que conseguimos ver hoje com nossos telescópios. Mas sabemos que os outros universos estão lá, e que eles surgiram da mesma forma, e ao mesmo tempo, que o nosso.

Estamos, portanto, dentro de uma bolha, no meio de um infinito número de outras bolhas — que, por sua vez, tiveram seus próprios Big Bangs e seguem leis da física idênticas às nossas. Pequenas diferenças nas condições iniciais de surgimento devem ter gerado universos com galáxias e estrelas dispostas de outra forma. Mas existem outros que tiveram exatamente o mesmo processo de gestação e geraram clones de tudo o que conhecemos.

Os processos que formam universos são os mesmos. Eles podem ter sido misturados em quantidades um pouco diferentes, mas não existem combinações suficientes para garantir que todos sejam únicos. Houve momentos em que o processo se repetiu exatamente da mesma forma, e assim surgiram universos idênticos aos nossos. Se eles são iguais, lá está outra Terra, outros seres humanos como nós. É esquisito, até mesmo contraintuitivo, mas já pode ser comprovado pela física.

A noção de que existem múltiplos “eus” vivendo a mesma vida que nós no mesmo momento apresenta uma questão filosófica importante:temos controle sobre nossas vidas ou nosso destino já está decidido desde que nascemos? Se temos controle, como é possível que todos os outros “eus” tomem as mesmas decisões juntos?

É, essas informações nos fazem crer que mesmo achando tudo isso uma loucura, em certas partes o texto pode ter sim algum sentido, mesmo que você não acredite, e também achar que a física é sem dúvida bem mais complicada do que pensamos, quem sabe um dia poderemos a compreender com um pouco mais de clareza e assim tirarmos nossas próprias conclusão sobre os factos apresentados por ela.

fonte: Mundo Louco

Cientistas criam laser que aquece matéria a 2 milhões de graus


Cientistas anunciaram a criação do laser de raio-X mais potente já feito até agora, capaz de aquecer a matéria a até 2 milhões de graus Celsius - mais quente do que a coroa do Sol.

Embora muita gente só associe os raios laser a leitores de CD´s e canetas usadas para atrapalhar a visão de jogadores de futebol, eles são essenciais para o estudo de muita coisa: da composição de planetas ao entendimento de vírus.

Quanto menor o comprimento da onda do laser, menor o tamanho das coisas que podem ser "vistas" com ela.

Em trabalho publicado na "Nature", cientistas descrevem a criação da primeira versão atómica de laser de raio-X, que dispara mais energia e em comprimento de onda mais preciso do que qualquer outro já feito.

"Investigadores usarão esse novo tipo de laser para todo tipo de coisa interessante, como trazer à tona detalhes de reações químicas ou poder assistir, em tempo real, às moléculas biológicas trabalhando", disse Nina Rohringer, que liderou o trabalho.

O superlaser foi desenvolvido usando gás neon e um superacelerador de partículas, na Califórnia.

O feixe foi usado para aquecer um fragmento de alumínio, mais fino do que uma teia de aranha, à temperatura de 2 milhões de graus Celsius.

Isso deu origem a uma matéria densa quente que só está presente em lugares extremos, como no centro de estrelas.

Possuir amostras disso em laboratório pode ajudar os cientistas a entender melhor as condições dentro desses astros e também no centro de planetas gigantes no nosso Sistema Solar e além, dizem os autores.

fonte: Folha.com

Cientistas criam material que torna objetos em 3D invisíveis


Cientistas americanos conseguiram pela primeira vez criar um material que permite envolver um objeto tridimensional e fazê-lo invisível sob qualquer ângulo.

Os autores da pesquisa publicada no "New Journal of Physics" assinalam que, embora já tenha sido possível ocultar objetos em duas dimensões, seu estudo mostra como os objetos comuns podem ser envolvidos em seu ambiente natural e desaparecer sob os olhos dos observadores em todas as direções e desde todas as posições.

Os investigadores utilizaram um método conhecido como "cloaking plasmonic" (disfarce plasmónico) e com o material conseguiram ocultar um cilindro de 18 centímetros dentro do espectro eletromagnético das micro-ondas, mas não até a luz visível. Com isso, fazer alguém desaparecer seguirá possível, ao menos por enquanto, apenas para cineastas de Hollywood.

Na apresentação de seu feito, os especialistas explicaram que as pessoas são capazes de ver objetos porque os raios de luz ricocheteiam nos materiais e nossos olhos são capazes de processar a informação.

Devido a suas propriedades únicas, o metamaterial plasmónico usado nesta pesquisa tem o efeito de dispersão frente a materiais de uso quotidiano, causando a "invisibilidade em todos os ângulos de observação", segundo explicou o professor Andrea Alu, cientista do Departamento de Engenharia Eléctrica e Informática da Universidade de Austin (Texas).

O desafio de sua equipa agora é ocultar um objeto em três dimensões usando a luz visível.

fonte: Folha.com

Bebé nasce sem sangue e sobrevive em hospital do Reino Unido


Oliver Morgan, hoje com 15 meses e saudável, nasceu sem sangue no hospital da cidade de Maidstone, no Reino Unido, depois que um vaso sanguíneo de sua mãe, Katy, se rompeu na 37ª semana de gravidez. Com uma transfusão de sangue diretamente no cordão umbilical e massagem cardíaca, os médicos salvaram Oliver, que chegou a ficar 25 minutos sem batimentos cardíacos. 

fonte: Terra

Inglaterra: moeda do século I seria usada para pagar bordéis


A moeda de bronze do século I encontrada há mais de um ano nas proximidades do rio Tamisa era, segundo os especialistas, uma forma de pagamento nos bordéis do Império Romano, informou nesta quinta-feira o Museu de Londres.

A peça tem um tamanho similar ao de uma moeda de dois euros e numa de suas faces é possível ver um casal, enquanto na outra aparece inscrito o número 15 em algarismos romanos. Apesar de sua antiguidade, reproduz bastante nitidamente a imagem de uma mulher deitada num sofá ao lado de uma figura masculina, aparentemente durante um acto sexual.

Os analistas do Museu de Londres, onde está sendo exibida a moeda, acreditam que este tipo de objeto era trocado por sexo e que o número que aparece no reverso da moeda é o preço do serviço prestado. A curadora do museu, Caroline McDonald, afirmou que se trata de um objeto arqueológico "perfeito, sexy e provocativo", embora demonstre que a vida de uma escrava romana não era muito feliz.

"Este tipo de objeto pode nos ajudar a gerar debates sobre temas relevantes para a cidade e seus visitantes", continuou. A peça foi encontrada na margem do Tamisa no outono de 2010, por um homem com um detector de metais.

fonte: Terra

Vampira teria atacado hospital africano


Enfermeiras de um hospital no Zimbábue estão aterrorizadas e não querem mais trabalhar depois que uma de suas colegas testemunhou o que ela jura ter sido um ataque de uma vampira.

De acordo com o que foi apurado, a enfermeira-testemunha estava fazendo sua ronda pelos pacientes do hospital quando, por volta das 3h00 da madrugada, teve um susto ao se deparar com uma criatura maligna em forma de mulher.

A enfermeira diz que a vampira estava com a boca cheia, sugando sangue do braço de um dos pacientes.

A testemunha não identificada citada por um jornal de lá diz que a enfermeira conseguiu tocar o alarme e, logo em seguida, desmaiou e, agora, se recupera lá mesmo, nas instalações do Gweru Provincial Hospital.

O superintendente do hospital, Fabian Mashingaidze, diz que a história toda é uma baita de uma lorota.

- Eu asseguro a vocês e ao público em geral que nenhum incidente desta natureza aconteceu no hospital da província de Gweru. Isso foi inventado por gente que está delirando.

fonte: Arquivo UFO

Novo avistamento de UFO no Reino Unido



De acordo com um novo vídeo publicado recentemente no YouTube, um avistamento no início de Janeiro mostra algumas luzes estranhas nos céus do Reino Unido. De acordo com as testemunhas – 3 meninos – que aparecem na filmagem, os objetos brilhantes apareceram por volta das 3h da manhã e puderam ser vistos durante 6 minutos. 

fonte: Arquivo UFO

UFO nas mãos da Força Aérea americana?


Olhe para esta foto que, a princípio, pode ser declarada como fraude pela posição das sombras, desde que o UFO esteja em cima do avião. Estaria a força aérea americana testando protótipo de discos voadores? Se real, seria um movimento corajoso para os pilotos esgueirar-se num avião utilizando algo com tecnologia alienígena. No entanto, pelo que sabemos, o Projeto Aurora ainda existe.

fonte: Arquivo UFO

UFO verde é filmado em Tulsa, Oklahoma



Registrado em maio de 2011, um avistamento em Tulsa, Oklahoma, EUA, tem ganho um certo destaque na comunidade ufológica. O vídeo mostra um UFO verde brilhante registrado próximo a uma tempestade. Segundo entusiastas, este UFO é um dos registros mais bonitos, principalmente por mostrar bem seu verde neon. 

fonte: Arquivo UFO

Fantasma capturado em foto antes da demolição


Os trabalhadores de uma empresa de demolição levaram um susto após fotografar uma figura fantasmagórica olhando através da janela de uma pousada abandonada em Kendal, Cumbria.

A imagem tem uma semelhança estranha com a Sra. Frances Grimshaw, uma pessoa que trabalhava na pousada e ficou por horas na mesma janela aceitando reservas.

David Grimshaw, um ex-residente na propriedade, disse que estava convencido de que a figura é o fantasma de sua mãe, que morreu há quase um ano aos 87 anos.

Ele acredita que seu espírito pode ter aparecido para protestar contra a demolição de Meadowbank House, casa que ela particularmente adorava.

"Essa é a minha mãe e eu estou totalmente convencido - Ninguém mais usaca óculos, brincos grandes e um vestido com um laço na frente", disse ele.

"Ela costumava ficar naquele quarto por horas no telefone – ela fazia a recepção da pousada e as reservas a partir de lá."

"Ela teria ficado horrorizada se soubesse que a casa estava sendo demolida”.

Robert Johnson, 38 anos, supervisor de demolição de Heysham, tirou a fotografia da casa pouco antes de ser derrubada, no início desta semana, mas somente depois percebeu a figura fantasmagórica.

"Cheguei em casa e mostrei a minha esposa que viu a mulher", disse ele.

"Você pode ver as jóias dela e tudo. Eu sempre fui um céptico, mas eu vou ter que acreditar em fantasmas agora."

Um colega, Stuart Shan, 34 anos, de Blackburn, disse: "Um dia antes da foto, enquanto estávamos tirando as coisas de dentro prédio, eu notei o lustre balançando por conta própria.

"Cheguei a dizer que me sentia estranho lá. Meus cabelos estavam em pé quando vi a foto. Eu acredito que é um fantasma."

Dave Armstrong, empreiteiro que ajudou na demolição, disse não poderia explicar a imagem da mulher. "Havia apenas um muro preto atrás da janela, não havia características visíveis ou qualquer coisa com uma cor de pele."

fonte: Arquivo UFO

Misterioso avião robótico está no espaço há 10 meses


Em março do ano passado, a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF, na sigla em inglês) lançou um avião robótico, não tripulado, para circular a órbita terrestre numa missão de 270 dias. Ou seja, ele deveria ter voltado ao solo no início de dezembro. Janeiro já está encerrando, no entanto, e o Boeing X-37 continua no ar. Mas por que esse prazo se prolongou?

A tarefa do avião X-37 B é testar a eficácia de materiais reutilizáveis no espaço, para futuras empreitadas da NASA. Como se trata de testes materiais, os especialistas afirmam que ele deve ficar mais tempo em órbita justamente para se submeter a testes de resistência e durabilidade.

Além do material em si, novas tecnologias de operação de máquinas espaciais não tripuladas estão sendo postas à prova. Em outras palavras, os cientistas querem ver até que ponto os componentes do avião aguentam em funcionamento. Como se trata de um projeto das forças armadas, há quem diga que o projeto tenha secretamente ambições bélicas, mas isso não é confirmado pelos americanos. O facto é que o avião segue operando.

Dessa maneira, a data de retorno do X-37 B à superfície terrestre continua sendo uma incógnita. Nem mesmo os desenvolvedores do projeto podem precisar, actualmente, um prazo para o encerramento das actividades do avião.

fonte: HypeScience

Descoberto o primeiro mamífero iridescente do mundo


A iridescência – um fenómeno luminoso causado por diferentes formas de refração da luz, que forma um arco íris na superfície – acaba de ser detectada na pele de toupeiras douradas.

Além dos “olhos brilhantes” dos mamíferos nocturnos, a descoberta marca a primeira evidência de iridescência em mamíferos. E outra surpresa: as toupeiras douradas são completamente cegas.

“Elas são muito sedosas, e tem quase uma aparência metálica e brilhante, com cores que vão do azul ao verde”, comenta o coautor do estudo, Matthew Shawkey.

Shawkey pensou em estudar as toupeiras douradas depois que uma aluna dele, Holly Snyder, escreveu sua tese sobre a iridescência. Snyder é a autora principal do novo estudo.

Para que ele fosse realizado, os cientistas pegaram pelos de quatro espécimes da toupeira. Usando equipamentos altamente tecnológicos, como microspia de electrões, eles analisaram as estruturas dos pelos, até os mínimos elementos.

E eles determinaram que os pelos são sim iridescentes. Em seguida, descobriram que cada pelo tem um formato achatado com pouca escala cuticular, o que oferece uma superfície boa para a reflexão. As escalas formam camadas múltiplas de luz.

Modelos ópticos sugerem que essas camadas agem como refletores que produzem a cor a partir da interferência da luz. A sensitividade desse mecanismo explica a variedade de cores.

O que permanece um mistério é porque animais cegos têm esse pelo tão cativante.

Os ancestrais das toupeiras tinham visão, então é possível que a iridescência seja uma herança desses tempos. “Entretanto, esses animais já estão consideravelmente longe de seus ancestrais, então tem que haver algum tipo de pressão seletiva, para manter sua cor intacta”, comenta Shawkey.

Outra possibilidade é que o pelo afasta predadores. Mas Shawkey diz que o brilho “os deixaria mais atraídos”, gerando o efeito inverso. As toupeiras não são venenosas, então a coloração não serve como aviso de perigo.

Os investigadores realmente pensam que a iridescência é um produto da composição do pelo, já que sua estrutura permite aos animais uma boa circulação pela lama e areia.

“Muitas das nanoestruturas que produzem as cores iridescentes têm propriedades não ópticas, como rigidez e repelimento da água”, explica Shawkey. “No caso das toupeiras, claramente não há uma função de comunicação, então é um produto do pelo”.

A iridescência existe há pelo menos 50 milhões de anos, desde que besouros com essa coloração única foram descobertos. Um pássaro iridescente, com pelo menos 40 milhões de anos, também foi documentado, assim como antigas conchas. Hoje alguns pássaros, cobras e peixes apresentam o fenómeno.

No futuro, Shawkey e sua equipa esperam estudar melhor a iridescência, e enter sua função nas toupeiras e em outros espécies. 

fonte: HypeScience

Fóssil animal de 500 milhões de anos atrás mostra sistema de alimentação bizarro




Investigadores descobriram recentemente uma estranha criatura em forma de tulipa eternizada em fósseis de 500 milhões de anos.

O animal se alimentava atrás de um “filtro”, tinha um corpo em forma de tulipa e uma haste que o “ancorava” no fundo do mar.

Os fósseis que continham esses animais foram descobertos numa camada rochosa nas Montanhas Rochosas canadenses.

Chamado de Siphusauctum gregarium, a criatura tinha o comprimento de 20 centímetros e uma estrutura bulbosa que continha seu sistema de alimentação e intestino.

Segundo os cientistas, esse animal tinha um sistema de alimentação como nenhum outro animal conhecido. “O mais interessante é que este sistema de alimentação parece ser único entre os animais”, disse a investigadora Lorna O’Brien. “Os avanços recentes têm ligado muitos animais bizarros a membros de grupos primitivos de animais encontrados hoje, mas Siphusauctum desafia esta tendência. Não sabemos onde ele se encaixa em relação a outros organismos”, explica.

Siphusauctum vivia em aglomerados no fundo do mar, com algumas placas de fósseis contendo restos mortais de mais de 65 indivíduos.

Os investigadores descobriram mais de 1.100 espécimes individuais, dando a área o apelido de “canteiros de tulipas”.

fonte: HypeScience

Homem com dois corações sobrevive a ataque cardíaco


Em 2010, um homem chegou a uma sala de emergência em Verona, Itália, com falta de ar, sudorese, e pressão arterial baixa – problemas cardiovasculares, sem dúvida.

Os médicos que o atenderam viam sintomas semelhantes o tempo todo. Mas este homem tinha algo de muito diferente: dois corações. “Nunca tinha visto nada semelhante a este caso”, comentou o Dr. Giacomo Mugnai.

Os médicos descobriram que, alguns anos antes, o homem tinha sofrido um procedimento conhecido como transplante cardíaco heterotópico. Ao contrário de um transplante ortotópico, em que um órgão é removido e outro posto em seu lugar, um transplante heterotópico coloca um novo órgão ao lado de um doente.

Esse tipo de procedimento ocorre às vezes em pacientes cardíacos ou renais. Os cirurgiões podem deixar um rim ou coração no seu lugar se for muito difícil tirá-lo, ou se há esperança de recuperá-lo, após um período de tempo sendo ajudado pelo novo órgão.

No caso do italiano, a equipa de transplante tinha acasalado seu coração com um novo, pois o primeiro estava funcionando de forma mal. As câmaras e vasos sanguíneos dos dois corações se “casaram”, para que o novo coração apoiasse o antigo.

No entanto, há um risco nisso: o paciente pode desenvolver dois ritmos cardíacos independentes, especialmente num cenário onde um coração fica um pouco melhor.

Isso é o que aconteceu com o italiano de 71 anos de idade. No início, os médicos tentaram tratamento medicamentoso para corrigir o problema de disritmia, mas sua pressão arterial continuou a cair e, eventualmente, seus corações pararam, ele perdeu a consciência e parou de respirar.

Um choque com um desfibrilador cardíaco trouxe o homem de volta à vida. Em seguida, os cirurgiões substituíram seu marcapasso implantado, e o homem continua saudável hoje, ainda com dois corações.

Segundo os médicos, tais procedimentos são extremamente raros nos dias de hoje. Na década de 1990 e na década de 2000, as máquinas externas chamadas de dispositivos de assistência ventricular poderiam ser usadas para fazer o trabalho do segundo coração, mas eram enormes e muito caras.

Sendo assim, colocar um segundo coração era uma alternativa viável. Hoje, porém, os dispositivos reduziram de tamanho, e se tornaram gerenciáveis e portáteis. Felizmente, os médicos bem treinados que atenderam o italiano estavam conscientes de que algumas pessoas ainda andam por aí com dois corações. Será que isso tem alguma vantagem?

fonte: HypeScience

Os agroglifos: Fraude ou realidade?


Efeitos especiais, mensagens, sinais, advertências, tentativas de comunicação… ninguém sabe muito bem do que se trata, mas existem um pouco por todo o mundo. As formas geométricas nos campos de cultivo (agroglifos), as fotografias e vídeos de supostos avistamentos OVNIS e os chamados encontros do terceiro grau dão muito que pensar.

Os primeiros crop circles ou círculos nas plantações (trigo, canola e cevada), também conhecidos como agroglifos datam já de finais dos anos 70, época em que surgiram na Austrália. Em inícios dos anos 80 estes círculos também começaram a aparecer sobre os campos do sul de Inglaterra, em Wiltshire, Hamshire e Salsbury, entre outros locais.

Ao princípio as figuras eram simples círculos com três a oito metros de diâmetro, mas com o passar do tempo as figuras foram-se tornando maiores e mais complexas. De uma simetria perfeita.

A explicação para a formação destas figuras é extremamente controversa, sendo uma das explicações que poderiam ser fenómenos naturais produzidos pelo geomagnetismo terrestre ou fenómenos climatológicos.

Há também quem garanta que se trata apenas de uma fraude perpetrada por brincalhões. No entanto nem todos parecem estar convencidos sobre a origem humana destas figuras e atribuem-lhes origem extraterrestre.

As figuras são compostas por fragmentos matemáticos complexos, círculos, triângulos e espirais que se unem entre si e que supostamente contêm mensagens de alerta para a humanidade.

Para Jaime Maussan, um prestigiado jornalista e investigador do fenómeno OVNI, algumas imagens comprovam isso mesmo, como por exemplo nos campos de cultivo da Inglaterra onde foi filmado um agroglifo que parece ser um calendário maia.

Durante a sua participação na Cimeira Mundial OVNI, realizada na cidade do México, Maussan descreveu a citada imagem e falou das coincidências com as profecias maias e a polémica devido à aproximação do ano 2012.

Na parte central podia ser observado um meio arco que significaria de acordo com Maussan, o dia zero do calendário maia (20 de maio de cada ano) e apontou outras duas datas importantes: está previsto que a 20 de maio de 2012 haverá um eclipse parcial do sol e que estaria representado na mencionada meia-lua e o dia 6 de Junho de 2012 que será o trânsito de Vénus junto ao sol.

Durante a sua apresentação destacou também uma figura em código binário que apareceu no dia 28 Setembro de 2008 com a palavra ‘Beware’: que significa ‘cuidado com’, o que foi tomado como sendo uma advertência.

Nesta mesma cimeira participou o holandês, Bert Janssen, um dos homens que mais se tem dedicado à investigação sobre os símbolos que aparecem nos campos de cultivo da Inglaterra e que concorda com a teoria de que os extraterrestres estão a tentar enviar uma mensagem à humanidade. A questão é: Será isso possível?

Poltergeist, para além do filme


Os espectros de “Poltergeist”, um clássico do cinema dos anos 80 que tinha uns muito razoáveis efeitos especiais (para a altura), passaram do écrã da televisão (a que engoliu a pequena criança loira, de aspecto angelical, naturalmente) para a vida real e têm atormentado parte do elenco desse filme tão conhecido. Existem pessoas que afirmam mesmo que já desde a pré-produção do filme que este esteve rodeado por fenómenos inexplicáveis, ou no mínimo curiosos.

Os fenómenos paranormais não foram o único leitmotiv deste sucesso cinematográfico de Steven Spielberg em 1982, como também foram a razão e melhor definição para a rodagem desta fita, que na sua época fez muitos dormir com a luz do quarto acesa.

A primeira pessoa a prever a suposta maldição de “Poltergeist” foi, nem mais nem menos, que Shirley MacLaine, a qual rejeitou ser uma das protagonistas do filme, alegando que não era aconselhável abrir as portas da sua casa aos espectros.

Ignorando as advertências de Shirley, começou a polémica rodagem do filme. A primeira afectada pela “cólera dos fantasmas” foi Dominique Dunne, que interpretava a personagem de Danna, a filha mais velha da família. A actriz garantiu estar a ser vítima de fenómenos paranormais em sua própria casa. No entanto, ninguém ligou ao caso e por isso ninguém conseguiu por isso deter o que era a crónica de uma morte anunciada: em 1982, pouco tempo após a estreia do filme, o noivo da jovem enlouqueceu e matou-a com 25 punhaladas.

Outras mortes tenebrosas não se fizeram esperar: Heather O’Rourke, que dava vida à cândida Caroline era entretanto diagnosticada com uma estranha doença no estômago, a qual lhe viria a causar a morte pouco tempo depois.

Em plena rodagem de segunda parte, Julian Beck falecia devido a um cancro no estômago. Também o actor de origem índia, Will Sampson, foi vítima da ira dos mortos, dando entrada em estado grave no hospital, apenas dez dia depois da estreia de “Poltergeist II“, de onde já não sairia vivo.

Procurando culpados… Quem sabe? Dizem os mais afoitos que o culpado de tanta tragédia foi o criador de “Parque Jurássico“, uma vez que Spielberg teria construído a sua produtora em cima de um antigo cemitério índio.

Verdade ou ficção? Seja como for, coincidência ou não, as mortes foram reais. A única que teve juízo no meio disto tudo ainda foi Shirley McLaine!


Médicos se surpreendem com olhos de chinês que brilham no escuro


Anomalia do menino permite que ele veja bem, até mesmo quando não existem fontes de luz no local.

Uma anomalia pouco comum está intrigando os médicos chineses que atendem o jovem Nong Youhui.

O garoto chinês nasceu com olhos azuis – o que é muito raro entre os chineses – e uma incrível capacidade de ver no escuro – o que é raro entre qualquer povo.

O mais fascinante é que os olhos do menino são como olhos de gato, pois brilham quando há pouca presença de luz.

O pai de Nong disse que, quando a criança era menor, os médicos falaram que os olhos do filho voltariam a ser pretos como o de qualquer outro chinês. Mas a criança cresceu e a anomalia não retrocedeu.

O grande problema, para Nong Youhui, é relacionado às situações em que a luz é muito forte, pois os olhos azuis dele bloqueiam pouca luminosidade. O caso vem sendo estudado há anos, mas ainda não há respostas concretas dos cientistas.

Fonte: Tecmundo

Porque ocorreram tantos grandes terremotos ultimamente?


Ultimamente, o que não faltam são notícias sobre desastres naturais, especialmente terremotos.

Estamos ficando loucos, ou realmente estamos experimentando um aumento na taxa de grandes terremotos recentemente?

Especialistas documentaram, por exemplo, que por um período de quase 40 anos (após o terremoto de magnitude 8,7 de fevereiro de 1965 no Alasca), o mundo não viu um único grande terremoto.

Já nos últimos 7 anos desde o final de dezembro de 2004, houve nada mais, nada menos que cinco grandes terremotos – fora os moderados ou pequenos.

Estes incluem três terremotos na Indonésia: um de 2004, em Sumatra (magnitude 9,1), outro em Nias em 2005 (8,7), e um em Bengkulu (8,5) em 2007, além do terremoto no Chile em 2010 (8,8) e o último no Japão em 2011, (9,0).

Bom, pode-se argumentar que isso é uma consequência de melhores instrumentos de medição de terremotos e melhores relatórios desses grandes terremotos.

Sim, isso é verdade. Em 1931, havia cerca de 350 estações sismológicas e, hoje, existem mais de 4.000 estações. Os instrumentos que os sismógrafos usam para medi-los também são muito mais sensíveis.

Graças à internet, agora é possível saber mais sobre terremotos em poucos minutos, ao invés de semanas.

Aliás, os terremotos têm um impacto muito maior hoje do que no passado. Você deve ter notado que o terremoto de 2010 no Haiti, de longe o mais mortal desastre natural na história do hemisfério ocidental, que matou mais de 200.000 pessoas, não está na lista acima.

Isso aconteceu porque a magnitude do terremoto, 7, não foi tão excepcional. Port-au-Prince foi apenas um infeliz desenvolvimento urbano com uma infraestrutura muito frágil que se agrupou em torno de uma falha geológica.

Os terremotos recentemente se tornaram muito mais proeminentes devido ao seu número de mortos. Podemos acrescentar a isso o efeito do “mundo malvado”, onde as coisas parecem muito pior devido a uma mídia mais voraz.

No entanto, apesar disso tudo “explicar” o aparente aumento recente no número de grandes terremotos, não explica o facto de que este sentimento já foi expresso antes.

Não somos os primeiros a se perguntar: “será que os terremotos aumentaram?”. As pessoas fizeram essa mesma pergunta nos anos 60, depois de um aglomerado de terremotos durante o período de 1950 a 1965.

Ou seja, a questão é: grandes terremotos podem se aglomerar no tempo?

Se sim, isso revolucionaria a nossa compreensão actual da tectónica, porque implicaria que um grande terremoto pode de alguma forma provocar outro a muitos quilómetros de distância, ou coisa parecida.

De certa forma, não é completamente irracional que um terremoto num lado da Terra possa desencadear outro do outro lado.

Quando um grande terremoto passa, a Terra literalmente vibra como um sino, às vezes por até um mês depois.

Terremotos menores se aglomeram no espaço e no tempo. Eles fazem isso de acordo com a lei de Omori, que diz que a frequência de tremores secundários após um grande terremoto decai inversamente com o tempo.

Isso é devido ao choque do grande terremoto que faz com que todas as outras falhas “escorreguem”. Então, talvez um terremoto no Chile possa realmente fazer com que uma falha no Japão também entre em atrito.

Os cientistas Charles Bufe e David Perkins analisaram as estatísticas e concluíram que na década de 1960, bem como agora, realmente houve aumento da taxa de terremotos.

Eles sugeriram que isso poderia ser provocado por um monte de coisas as quais nós, meros humanos, não entendemos direito, como pressão de poros transitórios induzidos por tensões dinâmicas de ondas sísmicas, ou oscilações livres da terra geradas por grandes terremotos distantes, entre muitas outras coisas.

O ponto é: grandes terremotos parecem se agrupar no tempo. E agora?

Apesar dos dados, das pesquisas, das análises, nós, seres humanos, temos mania de encontrar padrão onde às vezes não há nenhum. Então grandes terremotos se agrupam mesmo ou não?

Parece que, essencialmente, não. Bufe e Perkins analisaram apenas terremotos de magnitude 8,5, que é um limiar, ao invés de um número aleatório.

Se redefinirmos esse número, as estimativas mudam. As chances de haver uma lacuna enorme de grandes terremotos de 1965 a 2000, por exemplo, são muito pequenas. Verifica-se que a probabilidade de que 16 eventos em um intervalo de 111 anos contenham tal lacuna longa é de apenas 1,3%.

A grande questão é: às vezes coisas de baixíssima probabilidade acontecem, e isso não é necessariamente um padrão, é apenas algo muito difícil de acontecer, que aconteceu.

Isso não é o fim da história, no entanto. Apesar de, estatisticamente, grandes terremotos não se aglomerarem, ainda é possível que descobrir que um agrupamento existe, de forma empírica, ou, na falta disso, através de uma explicação mecanicista plausível.

Outra coisa que pode corroborar uma hipótese de agrupamento de terremoto são mais dados. Se tivermos três terremotos de magnitude 8,5 no próximo ano, isso vai desequilibrar a balança para um agrupamento de terremotos. Dado que os últimos três terremotos de magnitude 8,5 mataram mais de 16.000 pessoas, essa seria uma prova bastante agridoce de que eles se aglomeram, não?

fonte: HypeScience

Não existe vida inteligente fora da Terra, segundo cientista


No ano de 1961, o estado americano de West Virginia recebia a primeira reunião do programa “Pesquisa por Inteligência Extraterrestre” (SETI, na sigla em inglês), que desde então tem reunido dados e evidências sobre a possibilidade de haver vida inteligente fora do planeta Terra. Mas hoje, mais de cinco décadas depois, ainda há cientistas que discordam firmemente dessas suposições.

A principal linha de raciocínio dos estudos como os do SETI é o seguinte: havendo manifestação de vida em outros planetas, ela evoluiria em determinado ritmo, bem como a raça humana está fazendo, e mais cedo ou mais tarde mandarão sinais de existência que seremos capazes de captar.

Um cientista britânico da Universidade de Londres, Nick Lane, tem uma teoria contrária. Ele explica, basicamente, que a vida avançada no formato que existe na Terra (desde os seres unicelulares) é algo extremamente raro que dificilmente poderia ser copiado.

Isso porque os seres vivos precisam, basicamente, de uma separação entre seu meio interno e o meio externo, o ambiente em que vivem. É preciso que cada um destes dois sistemas possa funcionar por si próprio. Ao longo dos biliões de vida na Terra, muitos sistemas vitais evoluíram, mas sempre houve essa membrana para fazer a distinção.

Existem células procariontes e eucariontes. Estas últimas, mais evoluídas, possuem uma membrana que separa o material genético, no núcleo, das demais organelas da célula. Mais fundamental do que isso, no entanto, foi o surgimento da mitocôndria, um evento chave que potencializou a possibilidade dos seres vivos da Terra de evoluir.

Sem a mitocôndria, de acordo com essa teoria do bioquímico britânico, jamais teríamos passado do estado celular primitivo. Foi um único ocorrido, ao longo de biliões de anos, que fez a diferença para que chegássemos ao ponto em que estamos. Para que outro planeta tivesse vida evoluída, do mesmo modo que aqui, seria preciso um evento equivalente para os seres vivos de lá.

E as chances disso acontecer, segundo o raciocínio de Nick Lane, seriam praticamente nulas. Em nosso planeta, ocorreu apenas uma vez em quatro biliões de anos. Logo, seria melhor não levantar tanta expectativa.

fonte: HypeScience

E se existissem outras espécies tecnologicamente avançadas?


Pense nisso: e se os Neandertais, que deixaram de existir apenas 28 mil anos atrás, não tivessem sido extintos e vivessem nessa mesma Terra?

Ou se, durante todos estes milénios que os humanos têm evoluído, uma criatura sem relação conosco tivesse evoluído mais, cognitiva e tecnologicamente?

Confira ainda outro cenário: o que aconteceria se os seres humanos se dividissem em duas espécies distintas – os gangsters originais (nós), e um outro ramo de sucesso evolutivo?

Essas são todas histórias perfeitamente possíveis que teriam resultado em duas espécies avançadas de terráqueos convivendo lado a lado hoje.

Nada disso aconteceu, mas poderia ter acontecido. E se tivesse acontecido? Iríamos dividir o pão com os nossos coabitantes da Terra, ou travaríamos uma batalha por ele?

“Neste mundo hipotético, haveria três possíveis relações entre os humanos e os ‘outros’”, disse William Harcourt-Smith, um paleontólogo do Museu Americano de História Natural.

O mais provável é que a competição por recursos iria levar a lutas constantes. “Dado o conhecimento de como os humanos se comportam dentro de suas espécies – infindáveis conflitos intertribais e guerras que, infelizmente, se arrastam há muitos milhares de anos – acho que sempre que os recursos se tornassem um problema, ou ideologias concorrentes se tornassem um problema, haveria um conflito”, explicou Harcourt-Smith.

Se uma das espécies fosse um pouco mais inteligente, mais forte ou desenvolvesse uma tecnologia melhor, a primeira acabaria por dizimar a última, uma reminiscência de seres humanos contra Neandertais.

Outra opção é, depois de dezenas de milhares de anos de confrontos entre seres humanos e “outros”, ninguém sai por cima, e as duas espécies caem gradualmente em direção ao equilíbrio, seja por preenchimento de regiões geograficamente separadas do globo, ou adaptando-se para precisarem de diferentes recursos.

Os outros podem desenvolver um apetite somente por peixes, por exemplo, enquanto seres humanos poderiam se especializar na criação de animais.

Em qualquer dos casos – se vivêssemos em diferentes regiões ou utilizássemos diferentes recursos – humanos e outros teriam desenvolvido sistemas culturais ensinados a evitar um ao outro.

Isso é o que outras espécies fazem sob as mesmas circunstâncias. “Se não há competição, as espécies simplesmente ignoram uma a outra”, disse ele. “Dois macacos que vivem na mesma árvore, por exemplo, se não estiverem indo atrás dos mesmos recursos, não interagem”.

E como esses “outros” seriam?

Como qualquer coisa, afinal, outra espécie poderia ter evoluído dos macacos, elefantes, golfinhos e outras criaturas, mas Harcourt-Smith acredita que há três características que os “outros” definitivamente precisariam a fim de ser tecnologicamente avançados.

“Primeiro, você precisa de habilidades cognitivas que lhe permitam construir coisas. Você deve ter planeamento e ser capaz de pensar fora do espaço e tempo num sentido abstrato, a fim de criar esse objeto”, disse.

Em segundo lugar, eles precisariam de uma forma de manipular objetos, com grande força e com grande fineza.

Nós administramos tudo com as mãos – estruturas surpreendentes que podem segurar objetos, executar tarefas que exigem grande delicadeza e destreza, etc. “Imagine que, em outra criatura, seus pés poderiam desenvolver essas habilidades incríveis, ou as suas línguas”, conta.

Por último, a transmissão cultural é essencial. É extraordinariamente raro encontrar um único ser humano que sabe como construir um computador a partir do zero, por exemplo.

Ao invés de reinventar a roda, os seres humanos passam conhecimento de uma geração para a seguinte. Temos também especialização do trabalho nas nossas sociedades, para fazê-lo funcionar mais eficientemente.

Para uma sociedade não humana alcançar progresso tecnológico similar, eles também necessitam de alguma forma sofisticada de comunicação.

Há mais um cenário que deve ser considerado: um outro grupo de terráqueos altamente inteligente pode um dia surgir?

De acordo com Harcourt-Smith, a longo prazo (milhões ou biliões de anos), não se pode fazer apostas. “Nós não sabemos como será o futuro – como outras espécies de mamíferos podem evoluir”, disse ele.

Para que isso aconteça, algum evento cataclísmico teria de fazer com que a população humana decaísse ou desaparecesse, a fim de limpar o caminho para um concorrente.

Alternativamente, um grupo de humanos pioneiros poderia aventurar-se no espaço e se estabelecer em outro lugar. O novo ambiente faria com que eles se submetessem a uma evolução rápida e, em seguida, cerca de 100.000 anos depois, eles teriam se tornado uma espécie distinta, que ainda poderia interagir com os humanos da Terra.

“A outra possibilidade é através das nossas próprias mãos: engenharia genética. Sabe-se lá o que é possível com isso, mas certamente é possível”, diz.

fonte: HypeScience

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