terça-feira, 31 de julho de 2012

Septuagenária alemã encontra cobra com 4 metros na casa-de-banho


Uma septuagenária alemã encontrou uma pitão real com mais de quatro metros de comprimento na casa-de-banho. O insólito caso ocorreu no domingo na região da Baviera.

Segundo a agência de notícias AFP, a mulher, uma reformada de 74 anos, chamou a polícia, mas quando os agentes chegaram, o animal desapareceu no ralo da sanita.

Foi necessário pedir a intervenção dos bombeiros que, através da injeção de grandes quantidades de água na sanita, obrigaram a cobra a sair do seu refúgio. O animal foi recolhido por um especialista em repteis que estima que a pitão tenha cerca de dois anos.

A polícia procura, agora, o dono do animal, que é pouco ofensivo para os seres humanos.

fonte: Os Bichos

Morre após sexo com cinco esposas


Homem foi forçado a fazer sexo com as seis mulheres 

Um nigeriano morreu na semana passada depois de ter feito sexo com cinco das suas seis esposas. O homem sofreu uma paragem cardíaca quando mantinha relações sexuais com a quinta mulher.

Ononko Onoja, residente na região de Benue State, era um homem rico e estimado na sua comunidade, tendo casado por seis vezes. Na semana passada, quando voltava de uma festa, foi surpreendido por cinco mulheres a manter relações sexuais com a esposa mais nova.

As cônjuges mais velhas ameaçaram-no com facas e paus e obrigaram-no a cumprir as funções matrimoniais também com elas.

Onoja ainda tentou resistir, mas não acabou por não ter alternativa. Da mais nova para a mais velha, o homem foi obrigado a manter sexo com as mulheres.

Mas, quando estava com a quinta mulher, sofreu uma paragem cardio-respiratória fatal. “O meu marido parou de respirar. Elas saíram do quarto a rir. Quando viram que eu não conseguia reanimá-lo, fugiram”, contou a mulher mais nova em declarações ao ‘Nigeria Daily News’.

As autoridades nigerianas já detiveram duas mulheres, mas as outras conseguiram fugir.


Luz da London Eye controlada pelos utilizadores do Twitter


A London Eye vai iluminar-se consoante o que as pessoas comentam no Twitter

A famosa roda gigante de Londres vai ter um espetáculo de luzes cujas cores variam consoante o que se diz, de bem ou de mal, no Twitter sobre os Jogos Olímpicos.

A London Eye, a conhecida roda gigante de Londres, vai ter um espetáculo de iluminação controlado pelos utilizadores do Twitter. As luzes vão traduzir os sentimentos das pessoas em relação aos Jogos Olímpicos, e para fazer parte do evento basta fazer uso da "hashtag" #Energy2012.

Todos os dias, às 21h, a roda ilumina-se em tons de dourado se houver uma maioria de "tweets" positivos sobre os Jogos.

Se prevalecerem os "tweets" negativos, a London Eye fica em tons de roxo. A cor correspondente à neutralidade será o verde.

A análise dos "tweets" será feita recorrendo a um algoritmo criado para o efeito e serão controlados todos os termos relacionados com os Jogos Olímpicos. A iniciativa partiu do britânico Daley Thompson, ex-atleta olímpico, que pretende inspirar os que agora participam na competição.



Homem cura problema nos olhos após ver um filme


O homem começou a ver bem logo nos primeiros minutos de "Hugo"

Um homem de 67 anos que não tinha visão em profundidade passou a ver a três dimensões após ir ao cinema ver o filme "Hugo", em 3D.

Bruce Bridgeman, um neurocientista da Universidade da Califórnia, curou uma condição que o afetava desde criança com uma ida ao cinema. O homem de 67 anos sofria de estrabismo e nunca tinha visto o mundo a três dimensões e com profundidade, como seria normal, mas ainda assim decidiu ir ver um filme em 3D.

Segundo a BBC, logo nos primeiros momentos do filme "Hugo", de Martin Scorcese, a visão de Bridgeman mudou, conseguindo então perceber as diferenças de profundidade nas imagens do ecrã. A alteração nos olhos do neurocientista manteve-se quando este saiu da sala de cinema, e Bridgeman tem, agora, uma visão como qualquer outra.

"Eu fiquei espantado ao ver um candeeiro a destacar-se em relação ao fundo. Árvores, carros, até as pessoas são mais vívidas do que aquilo que alguma vez conheci" relatou Bridgeman numa carta publicada pelo blogue de um neurocientista.

O cérebro torna possível a visão a três dimensões pois envia imagens ligeiramente diferentes para cada olho. É a combinação das duas imagens que faz com que os seres humanos tenham a noção de profundidade.

Uma das teorias é que o cérebro de Bridgeman já tinha capacidade para ver o mundo em 3D, e que as características do filme despertaram essa capacidade. "Hugo" foi um dos poucos filmes realizados em 3D de raiz.

fonte: Jornal de Noticias

Cientistas identificam nova estirpe do vírus da gripe em focas

Vírus registou mutação e afecta o sistema respiratório destes mamíferos

Vírus registou mutação e afecta o sistema respiratório destes mamíferos (Foto: Nigel Treblin/AFP) 

Um grupo de cientistas identificou uma nova estirpe do vírus da gripe que já matou mais de 160 focas bebés ao largo da costa Nordeste dos Estados Unidos e que se teme que venha a ter também consequências nos humanos.

A nova estirpe do vírus H3N8, segundo os investigadores da Escola de Saúde Pública de Mailman da Universidade de Columbia, parece derivar de uma outra forma que circulava nas aves, mas que agora atingiu estes mamíferos marinhos em Nova Inglaterra. As análises aos corpos que deram à costa permitiu perceber que as focas – quase todas com menos de seis meses – tinham pneumonias graves.

A investigação, publicada no mBio, uma revista científica da Sociedade Americana de Microbiologia, explica que as autoridades começaram a ficar preocupadas ainda em Setembro de 2011, quando várias focas apareceram mortas. Autópsias a cinco corpos permitiram detectar pneumonias e lesões em todas elas compatíveis com uma infecção por um vírus da gripe, que veio a identificar-se como uma nova estirpe do H3N8.

“Quando os testes iniciais revelaram a presença de um vírus da gripe aviária, fizemos uma pergunta óbvia: como é que este tipo de vírus saltou das aves para as focas?”, explicou Simon Anthony, autor principal do estudo. O grupo sequenciou o genoma desta estirpe e percebeu que o vírus em causa descende de uma forma que circulava nas aves da América do Norte desde 2002 e que sofreu agora mutações, conseguindo atingir o sistema respiratório das focas.

Por isso, e tendo em consideração a recente histórica da gripe das aves (H5N1) e da gripe A (H1N1), os cientistas temem que agora chamada gripe das focas (H3N8) venha a representar um perigo para a saúde pública se sofrer alguma mutação que lhe permita infectar pessoas. O H5N1 continua a ser raro, mas já matou quase metade das pessoas infectadas desde a primeira pandemia, que surgiu em Hong Kong em 1997. A Organização Mundial de Saúde contabilizou 606 casos humanos de gripe aviária desde 2003, dos quais 357 foram mortais, de acordo com um relatório de Junho. 

“As nossas descobertas reforçam a importância de vigiar a vida selvagem para prever e prevenir pandemias”, acrescentou, num comunicado, W. Ian Lipkin, da mesma universidade. “O vírus da sida, a síndrome respiratória aguda, o vírus do Nilo Ocidental e da gripe são exemplos de infecções emergentes que tiveram origem em animais.”

fonte: Público

Nova sonda lunar chinesa irá abrir caminho para mais pegadas humanas na Lua


A missão chinesa incluirá a alunagem de um módulo 

No próximo ano, a China vai lançar a sua terceira sonda lunar para efectuar estudos científicos. A missão representará a primeira aterragem na história do país de um aparelho na Lua e deverá permitir deixar novas pegadas humanas no solo lunar por volta de 2020.

“Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade”, dizia Neil Armstrong, em 1969, acompanhado por Buzz Aldrin, quando pela primeira vez os seres humanos pisaram o solo lunar. Talvez em 2020 o discurso se repita, então em versão chinesa, com a terceira sonda lunar que a China está a planear enviar para o espaço, na segunda metade de 2013, a preparar esse caminho.


Segundo a imprensa oficial chinesa, a missão, a que foi dado o nome de Chang’e-3, faz parte de um ambicioso programa e vai incluir a alunagem de um módulo para realizar uma série de estudos científicos. A missão incluirá ainda o regresso de uma sonda para a Terra, informou esta segunda-feira a agência noticiosa Nova China.

A China tinha já enviado as sondas Chang’e-1, em 2007, e Chang’e-2, em 2010, que depois de colocadas em órbita tinham efectuado observações do satélite natural da Terra.

Com a nova missão, o país pretende afirmar-se como uma grande potência espacial, recuperando o atraso em relação à Rússia e aos Estados Unidos da América, sobretudo em voos tripulados.

Em Junho, a China tinha já conquistado terreno em matéria espacial ao enviar a primeira mulher ao espaço a bordo da missão Shenzhou IX.

fonte: Público

Revelado o segredo do OVNI que sobrevoou a abertura dos Jogos Olímpicos






Já existe uma explicação para o OVNI que foi gravado voando sobre o estádio olímpico de Londres durante a abertura dos Jogos na sexta-feira.

Embora alguns estivessem apostando na presença de uma nave espacial, a verdade é que uma empresa está por trás do fenómeno.

Conhece o clássico dirigível da Goodyear ? Bem, era o mesmo dirigível , mas a empresa decidiu tirar o logotipo porque não tem os direitos para anunciar durante o evento desportivo.

O encarregado de dar a conhecer a verdade foi ao site Examiner.com, que realizou uma investigação sobre o que era a estrutura.

A Goodyear do Reino Unido postou no Facebook na noite de sexta-feira a trajetória de voo de um "dirigível que iria gravar a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos naquela noite". No entanto, o dirigível seria diferente daquele que todos conhecem, o que finalmente aconteceu.

fonte: Publimetro

Restos encontrados nos Pirineus demonstram extinção súbita dos dinossauros


Fêmur de saurópode, Universidade Autônoma de Barcelona

Um estudo dos restos de uma espécie de dinossauros encontrados nas montanhas dos Pirineus reforça a hipótese de que a extinção destes animais não foi gradual, mas repentina, como consequência do impacto de um asteroide sobre a Terra.

A descoberta paleontológica e sua posterior análise demonstraria que estes exemplares mantiveram sua diversidade até a extinção final, há 65 milhões de anos e, portanto, que seu desaparecimento não foi gradual como dizem certas teses, informou nesta terça-feira o Instituto Catalão de Paleontologia (ICP).

A revista científica "Paleo 3" publicou em sua última edição os resultados da análise dos fósseis de dinossauros saurópodes encontrados nos Pirineus, uma cordilheira localizada na fronteira entre Espanha e França.

O estudo indica que os saurópodes - dinossauros herbívoros de pescoço e cauda longos e andar quadrúpede - que viveram no final do Cretáceo na Europa mantiveram sua diversidade até a extinção, cerca de 65 milhões de anos, ao contrário das teorias gradualistas.

O trabalho de pesquisa, realizado por especialistas espanhóis da Universidade de Zaragoza e da Universidade Autónoma de Barcelona, junto com especialistas franceses e italianos, reforça a hipótese de que a extinção dos dinossauros pôde ter sido brusca e repentina devido ao impacto de um asteroide na Terra e ao desajuste meio ambiental causado pelo evento.

Os investigadores, dirigidos por Bernat Vila, da Universidade de Zaragoza e do ICP, estudaram os ossos de fêmur achados em jazidas dos Pirineus e no sul e sudeste da França, áreas que no final do Cretáceo faziam parte da chamada Ilha Ibero-Armoricana, um antigo arquipélago que existiu no sul da Europa, assinalaram as fontes.

Os autores destacam que a extinção dos dinossauros é um dos factos mais relevantes da história da vida na Terra ao se relacionar com o impacto de um grande objeto extraterrestre.

No entanto, apontam, há poucos lugares no mundo com um registro fóssil de dinossauros que coincide com o limite do Cretáceo.

A maior parte da informação registada até a atualidade se baseava no abundante e bem conhecido registo fóssil de dinossauros do oeste da América do Norte, enquanto o que tinha acontecido no resto do planeta era bastante desconhecido.

No trabalho publicado agora faz-se pela primeira vez um estudo exaustivo dos fósseis de dinossauros saurópodes da Europa nos últimos milhões de anos do Cretáceo.

Neste sentido, o artigo demonstra que os Pirineus constituem um lugar ideal para responder se o impacto do asteroide foi a causa da extinção dos dinossauros ou não.

fonte: UOL

Como deixar as pessoas mais supersticiosas


A despeito de todos os avanços (e de todo o reconhecido potencial) da ciência, as pessoas têm uma certa tendência a buscar explicações sobrenaturais para fenómenos que elas não compreendem – ao invés de supor que há razões mais plausíveis que ainda não tenham sido descobertas.

Assim, não é por acaso que simpatias e superstições não tenham desaparecido do mundo moderno. “Nós argumentamos que as características dos rituais são produtos de um sistema cognitivo evoluído”, aponta a professora de psicologia Cristine Legare, da Universidade do Texas em Austin (EUA). 

Junto com um de seus alunos de graduação, André Souza, ela realizou um estudo para analisar como os brasileiros vêem as simpatias.

Para os 162 participantes, eles descreveram uma série de rituais similares, porém com determinadas variações (como presença de ícones religiosos, repetição de passos ou número de itens necessários). Em seguida, pediram aos participantes que opinassem sobre a suposta eficácia de cada simpatia.

Nessas análises, três elementos tiveram maior peso: o número de etapas, a repetição de procedimentos e a duração total do ritual.

Para fins de comparação, os investigadores fizeram um estudo similar com 68 moradores dos Estados Unidos, de diversas crenças e situações socioeconómicas. 

Embora muitos deles não acreditassem, de fato, nas simpatias, eles mostraram certa inclinação a acreditar naquelas que tinham mais procedimentos e repetições. Vale lembrar que outros tipos de rituais e superstições são bem aceitos em boa parte do país.

Essa pesquisa pode dar base para novos estudos sobre como as pessoas veem lógica no sobrenatural, mesmo sem evidências concretas.

fonte: Hypescience

As estrelas de rock e os extraterrestres


Durante a atuação dos Porno for Pyros, no Festival de Woodstock, em 1994, o vocalista Perry Farrell começou a falar do caos, resultante dos círculos nas colheitas, concluindo o seu discurso com a frase: "O caos é bonito!". 

Farrell, como muitas estrelas de rock, é um apaixonado pela temática extraterrestre, mas manteve o silêncio quanto à inspiração por detrás de temas como "Cursed Male".

Novas fontes de inspiração ? Produto de uma imaginação fértil ? Exploração dos limites da compreensão humana ? Influência das drogas ? 

Todos eles factores possíveis de explicar a maleabilidade dos roqueiros, e a aderência a este tipo de fenómenos, ainda inexplicáveis, gerando uma mitologia que arrasta numerosos seguidores, transformando-se em matéria-prima ideal para a criatividade.

O líder dos Muse, Matt Bellamy, transportou para o álbum da banda, "Origin Of Symetry", de 2001, ideias baseadas no livro "The Twelfth Planet", de Zecharia Sitchin, no qual se referia serem os seres humanos "clones geneticamente programados por uma raça-superinteligente, do planeta Nibiru, para extraír ouro da Terra. 

Bellamy, durante a tourne do disco, relatou uma experiência extraterrena que o seu médico atribuiu à desidratação causada pelo consumo excessivo de alcool.

Na biografia "Starman", de Paul Trynka, o músico David Bowie participou, em 1968, em serões semanais de meditação e avistamentos OVNI, no apartamento da sua companheira de então, a cantora Lesley Duncan. 

Posteriormente, o trabalho "The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars", de 1972, condensou as experiências anteriores, relatando a missão do alienígena Ziggy Stardust no planeta Terra e a formação da sua banda rock, Spiders from Mars, e posterior suicídio. 

Alguns anos mais tarde, Bowie encarnaria o papel do extraterrestre Thomas Jerome Newton, no filme "The Man Who Fell To Earth".

Ainda nos anos 70, bandas que fizeram da ligação ao ocultismo e à ficção científica o seu modus operandi, assinaram algumas músicas sobre o fenómeno. 

Os norte-americanos Blue Öyster cult destacaram-se dos restantes através de canções como "E.T.I. (Extra Terrestrial Inteligence)" mas, no final da década, John Lennon confessou ao seu assistente pessoal, Frederic Seaman, que tinha avistado um OVNI da janela do seu apartamento, em Nova Iorque, no mês de Agosto de 1974. "O objeto era grande, luminoso e pairava sobre o rio Hudson sem fazer nenhum ruído". 

Poucos dias antes de ser assassinado, em 1980, Lennon gravou a faixa "Nobody Told Me", na qual, entre outros aspectos da sua vida pessoal, abordava o episódio relatado.

Personalidades como Frank Black (Pixies), um fã confesso de discos voadores e da base secreta norte-americana, Área 51, no Nevada, ou Dave Grohl (Foo Fighters), transpuseram, em temas como: "Monkey Gone To Heaven" ou "Down In The Park", respectivamente, o espírito new age que percorreu grande parte dos anos 90. 

E do qual não é possível olvidar o papel catalizador, no renascimento do interesse pelo fenómeno, desempenhado pelos agentes Fox Mulder e Dana Scully, na série "Arquivos X" "X-Files".

É possível encontrar resquícios do tema na música de expressão portuguesa na ópera rock de 1978, "10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte", do músico José Cid ou em canções como "Ouro de Tolo", de Raul Seixas. 

De qualquer modo, o grau fantástico da fenomenologia e a curiosidade de que se revestem os contactos (reais ou não), com extraterrestres, continuará a despertar o interesse dos artistas e a vontade de escrever músicas imaginativas.


A cultura moderna nasceu em África há 44 mil anos?

Entre os objectos datados, há vários paus gravados e um pedaço de cera de abelha

Entre os objectos datados, há vários paus gravados e um pedaço de cera de abelha (Cortesia de Francesco d'Errico e Lucinda Backwell) 


Artefactos descobertos por arqueólogos são semelhantes aos produzidos ainda hoje pelos povos primitivos San, que habitam a África do Sul há milhares de anos (Foto: Lucinda Backwell/Universidade de Bordeaux)

A nossa visão das origens da modernidade intelectual e tecnológica humana tem ultimamente sido abalada por várias descobertas. Primeiro, foi a confirmação de que algumas das pinturas feitas pelo Homo sapiens na Gruta Chauvet, em França, tinham 30 mil anos - isto é, eram muito mais antigas do que toda a arte pré-histórica conhecida. Depois - e ainda mais inesperada - veio a notícia de que pinturas encontradas em várias grutas de Espanha, algumas delas com 40 mil anos, terão sido feitas por neandertais. Enquanto a primeira descoberta fazia recuar em 10 a 15 mil anos a emergência da modernidade cultural da nossa espécie, a segunda retirava-nos pioneirismo em matéria cultural.

Agora, uma série de novos resultados, revelados hoje em dois artigos na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, poderão mesmo pôr em causa o facto de a modernidade humana ter nascido exclusivamente na Europa. Uma equipa internacional de cientistas descobriu que, há 44 mil anos, um dos povos da África do Sul, os San - que ainda hoje lá vivem, sendo também conhecidos como bosquímanos (termo que no entanto é considerado pejorativo) -, já dava todos os sinais culturais e tecnológicos de modernidade.

Até aqui, o consenso era que, em África, as sociedades modernas de caçadores-recolectores só teriam surgido há 10 mil a 20 mil anos. Mas Francesco d"Errico, da Universidade de Bordéus, França, e colegas tornaram a datar os objectos encontrados numa gruta habitada pela cultura San - a gruta de Border, nos montes Libombos, na fronteira entre a África do Sul e a Suazilândia - e fizeram recuar a idade desses objectos em pelo menos... 24 mil anos. "A datação e a análise do material arqueológico descoberto na gruta de Border permitiu-nos demonstrar que muitos elementos da cultura material que caracterizam o estilo de vida dos caçadores-recolectores San faziam parte da cultura e da tecnologia dos habitantes do local há 44 mil anos", diz em comunicado Lucinda Backwell, co-autora, da universidade sul-africana de Witwatersrand.

Isto significa que a emergência da modernidade em África (que se verificou no período designado por "Idade da Pedra Tardia") terá coincidido com o Paleolítico Superior na Europa, altura em que o Homo sapiens chegou ao continente europeu. "O nosso trabalho prova que, na África do Sul, a Idade da Pedra Tardia começou muito mais cedo do que imaginávamos e ocorreu mais ou menos em simultâneo com a chegada dos humanos modernos à Europa", diz Paola Villa, outra co-autora, da Universidade do Colorado, EUA.

As novas datações, salientam os cientistas, mostram para além da dúvida que, há uns 44 mil anos, as pessoas que viviam na gruta utilizavam tecnologias tradicionalmente conhecidas como sendo da cultura San. "Enfeitavam-se com cascas de ovos de avestruz e conchas de animais marinhos, gravavam anotações nos ossos", diz Lucinda Backwell. "Fabricavam finas pontas com osso, que utilizavam como furadores ou para fazer setas. Uma dessas pontas tem uma espiral gravada que está cheia de ocre vermelho, muito semelhante às marcas que os San fazem para identificar as setas quando caçam."

Num pau de madeira decorado, os cientistas descobriram aliás resíduos de ricina, um potente veneno - e o mais antigo indício da utilização de veneno até agora descoberto. E também uma bola de cera de abelha, misturada com resina de eufórbia (uma planta tóxica) e talvez com ovo, embrulhada em fibras vegetais. "Este composto complexo, utilizado para fixar as pontas das setas ou as ferramentas a uma haste, foi directamente datado e tem 44 mil anos", diz ainda Lucinda Backwell. "É o vestígio mais antigo de sempre da utilização de cera de abelha."

Os autores pensam que terá sido o povo San a desenvolver e espalhar a cultura humana moderna pelo mundo. Mas, ao mesmo tempo, como frisa Paola Villa, "as diferenças tecnológicas e culturais entre a África do Sul e a Europa mostram que os povos dessas duas áreas escolheram caminhos radicalmente diferentes de evolução técnica e social". E concluem que, de facto, ainda não existem dados suficientes para determinar as trajectórias, eventualmente múltiplas, da expansão mundial da modernidade humana.

fonte: Público

Cientistas fazem primeira foto de macaco de nariz arrebitado na China



População da espécie 'Rhinopithecus strykeri', descoberta em 2010, foi agora encontrada na China. Cientistas não sabiam que o animal vivia no país.

Investigadores chineses divulgaram a primeira evidência de que uma população do recém-descoberto macaco de nariz arrebitado, Rhinopithecus strykeri, vive na China. Até o momento, especialistas não haviam sido capazes de fotografar a espécie. As imagens foram publicadas no periódico American Journal of Primatology.

Acreditava-se que o animal, descoberto em outubro de 2010, vivia apenas em Mianmar, no sul da Ásia. Mas cientistas do Programa de Conservação Natural da China encontraram a espécie numa floresta da província de Yunnan, na China.

"A população desta espécie é difícil de estimar, mas acreditamos que seja inferior a 100 indivíduos", disse Yongcheng LongLong, que coordenou a expedição.

Os caçadores locais afirmam que o macaco é fácil de encontrar quando está chovendo, já que espirram quando a água da chuva entra em seu nariz arrebitado.

O animal tem ainda pele escura em quase todo o corpo, sendo somente algumas partes brancas. A cauda é relativamente longa, aproximadamente 140% do seu corpo. Estas características, descritas na pesquisa de 2010, foram confirmadas pelas fotos atuais.

De acordo com os investigadores, encontrar o Rhinopithecus strykeri na China dá um pouco mais de esperança para a sobrevivência do animal.

A espécie, porém, ainda é considerada criticamente ameaçada de extinção, devido ao alto nível de ameaças e a uma população muito pequena. 

fonte: Época

Tumba de possível príncipe Maia é encontrada no México por alemães


Vaso de cerâmica encontrado serviria como caneca para tomar cacau, bebida da aristocracia da sociedade Maia; homem retratado nela seria jovem ou príncipe (Foto: Projeto Arqueológico Uxul/Universidade de Bonn)

Achado foi feito na cidade de Uxul, perto da fronteira com a Guatemala. Placas e vasos de cerâmica com desenhos e inscrições estão preservados.

O túmulo de um aparente príncipe maia foi descoberto no México por arqueólogos alemães, após quatro anos de escavações.

O achado ocorreu na cidade de Uxul, perto da fronteira com a Guatemala, onde trabalham cientistas da Universidade de Bonn em parceria com o Instituto Nacional de Antropologia e História mexicano.

No interior da câmara funerária, que tem cerca de 1300 anos, estavam os restos de um jovem enterrado de costas e com os braços cruzados. Em volta dele, havia quatro placas e cinco vasos de cerâmica decorados com pinturas ou molduras, todos bastante preservados.

Para cobrir o crânio do morto, foi usado um prato pintado no famoso estilo do códice Maia, com desenhos e hieróglifos. As paredes da cripta foram construídas em pedra bruta, e a câmara tem os traços típicos dessa antiga civilização.

Num dos vasos, hieróglifos apontam a possível identidade do morto, que seria um jovem ou príncipe. Porém, a localização do túmulo e a ausência de marcadores de status, como jóias de jade, indicam que ele era um homem da família real que não estava na linha direta de sucessão ao trono.

Uxul x Calakmul

Desde o ano passado, as escavações na região se concentram no complexo do palácio real, que fica ao sul das principais praças do centro de Uxul. O túmulo é da época em que o domínio da dinastia Kaan, da cidade de Calakmul, sobre o povo de Uxul já havia terminado.

O complexo tem 120 metros de largura por 130 metros de altura, e consiste em pelo menos 11 edifícios que cercavam cinco pátios. 

A obra foi construída por volta de 650 d.C., época em que a dinastia de Calakmul estendia sua influência sobre as chamadas Terras Baixas, que abrangem, além do México, a porção norte da América Central, como Guatemala, Honduras e Belize.

O objetivo do projeto, liderado pelos professores alemães Nikolai Grube e Kai Delvendahl, é entender o processo de centralização e colapso das estruturas hegemónicas da civilização Maia nas chamadas Terras Baixas. Os arqueólogos também avaliam as ligações que existiam entre as cidades de Uxul e Calakmul.


Paredes da cripta foram construídas em pedra bruta (Foto: Projeto Arqueológico Uxul/Universidade de Bonn)

Em 2011, seis painéis esculpidos foram descobertos durante as escavações da escadaria sul do maior edifício, chamado "Estrutura K2". Quatro desses painéis retratam reis de Calakmul jogando bola.

As semelhanças na arquitetura dos centros e dos palácios de Uxul e Calakmul fazem os investigadores acreditarem que Uxul, originalmente um reino independente e menor, possa ter sido temporariamente governado e habitado por membros da dinastia Kaan, durante uma expansão política e militar.

Após algumas gerações, uma família dominante local teria voltado ao poder e, no início do século IX, Uxul foi quase totalmente abandonada.

fonte: G1

Ingleses especulam sobre Ovni na abertura das Olimpíadas





Suposto Ovni teria sobrevoado o Parque Olímpico durante a abertura / Foto: Reprodução

Os jornais britânicos reproduziram um vídeo caseiro divulgado pelo site Examiner.com de um suposto Ovni (Objeto Voador Não Identificado) durante a Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, realizada na última sexta-feira (dia 27) no Estádio Olímpico. Especula-se que o vídeo tenha sido feito por um utilizador de um grupo na web chamado de "MrScipher". 

Enquanto os fogos de artifício queimavam no céu da capital do Reino Unido, marcando o momento em que a pira olímpica foi acesa, um objeto oval, metálico e iluminado teria sido filmado perto do Estádio Olímpico.  

Alguns veículos defendem que a suposta nave é um helicóptero usado por algum veículo de comunicação para a transmissão. No entanto, o Daily Mail sustenta que o dirigível usado pela NBC para a transmissão americana não tem as mesmas formas do objeto flagrado. 

Por sua vez, o Huffington Post publicou que algumas casas de Londres receberam apostas sobre Ovnis que iriam aparecer naquela noite. 

fonte: Terra

Jovem é atingido por pássaro na montanha-russa mais alta do mundo





Tudo o que Shane Matus, de 12 anos, queria era se divertir com boa dose de adrenalina na montanha-russa mais alta do mundo, no parque Six Flags, em Jackson Township (Nova Jersey, EUA). 

Mas o jovem foi surpreendido por um "corpo estranho" e acabou atingido no pescoço e no rosto por um pássaro em alta velocidade.

"Quando fui atingido, eu pensei 'que porcaria é essa?' Alguém lançou uma bola ou coisa parecida? E aó comecei a cuspir penas", contou o adolescente, segundo reportagem da rede NBC.

Do passeio, a melhor lembrança de Shane foram as marcas do encontro com o pássaro... cortes e queimaduras.


Escorpiões invadem apartamentos na China


Parecia uma cena saída de um filme de terror, os moradores de um complexo de apartamentos, na cidade de Shenzen, na China, que faz fronteira com Hong Kong, acordaram com centenas de escorpiões, que invadiram suas casas.

Um morador contou ao jornal Weird Asia News, que acordou assustado com um escorpião rastejando sobre seu corpo. Quando ele acendeu a luz, ele encontrou muitos escorpiões rastejando por todo o quarto.

Os moradores acreditam que um grupo imobiliário, na tentativa de despeja-los, para construir no local um novo empreendimento imobiliário, está por trás da terrível horda de 110 escorpiões achados nos apartamentos. 

Os moradores disseram ter visto um homem carregando um balde grande, ele teria saído caminhando do escritório do grupo imobiliário, e teria despejado os escorpiões em janelas abertas. 

A empresa nega, alegando que seu negócio foi fechado com uma empresa de construção civil e que não haveria necessidade de forçar as expulsões. 

Os apartamentos invadidos pelos escorpiões estão programados para a demolição, mas os proprietários ainda não assinaram nada, eles estão à espera de assentamentos de compensação. A polícia e os moradores passaram 24 horas a caçar os escorpiões.

fonte: Vírgula

Outro 'animal estranho' é encontrado em praia nos EUA






Animal foi achado em Seal Beach, no estado da Califórnia

Criatura foi achada em Seal Beach, na Califórnia. Karen Summers disse que nunca havia visto nada igual.

Depois de um animal estranho encontrado debaixo da ponte do Brooklyn, em Nova York (EUA), outra "criatura estranha" voltou a gerar especulações entre os americanos. A nova descoberta ocorreu numa praia em Seal Beach, no estado da Califórnia.

Em entrevista à emissora de TV "KTLA", a americana Karen Summers disse que a carcaça do animal não se parecia com nada que ela já tinha visto.


Ela avisou o Departamento de Obras Públicas, que retirou o animal da praia na última sexta-feira. Summers contou que os operários não conseguiram identificá-lo também.

fonte: G1

Crer em maluquices é parte da natureza humana, afirma céptico


Americano Benjamin Radford, editor da revista cética "Skeptical Inquirer", em palestra

Investigador paranormal Ben Radford esteve em debate na Folha.

REINALDO JOSÉ LOPES

Benjamin Radford, investigador de supostas ocorrências paranormais e editor da revista americana "Skeptical Inquirer", confessa sem muito constrangimento que tem um carinho especial pelos chupa-cabras, supostos monstros destruidores de rebanhos da América Latina. 

Já os contactos com pessoas que acreditam piamente ter sido sequestradas por extraterrestres não foram tão divertidos, ao menos na experiência desse "céptico profissional". "Eles são a minha maior fonte de ameaças de morte", contou ele em debate na Folha na última sexta. 

Radford participou de uma conversa com leitores do jornal, em mesa-redonda sobre pensamento crítico, cepticismo e ciência na qual também estavam presentes Kentaro Mori, editor do site "Cepticismo Aberto", e este jornalista. 

MISSÃO: ENTENDER

Nascido no Novo México e formado em psicologia, Radford, 41, faz parte do quadro de editores da "Skeptical Inquirer" desde 1997, período durante o qual também ajudou a investigar supostos fenómenos que a ciência não conseguiria explicar - de fantasmas a monstros em lagos - Estados Unidos afora. 

Ele recusa, porém, o rótulo de desmancha-prazeres ou de pessoa de cabeça fechada. "Minha missão não é desmascarar ou desmistificar os fenómenos, mas tentar entendê-los", diz. A formação em psicologia, segundo ele, ajuda a levar em conta as predisposições da mente humana que acabam levando as pessoas a acreditar de forma pouco crítica em supostos fenómenos sobrenaturais. 

"Eu acho que essas crenças sempre continuarão connosco, elas são parte da condição humana", resume. 

DELÍRIO DE DAWKINS

Talvez por ter isso na cabeça, Radford afirma não ficar muito à vontade com a associação entre conhecimento científico e ateísmo defendida por alguns dos mais influentes divulgadores de ciência do mundo, como o zoólogo britânico Richard Dawkins. Para Radford, "forçar as pessoas a escolherem um lado, ou a ciência ou a religião, pode ser contraproducente, e discordo de Dawkins nesse ponto". 

"Não gosto da posição binária, de estar comigo ou contra mim. Se você é religioso, para mim tudo bem. Vou continuar dormindo de noite sem problema e não vou tentar converter você", declarou. 

Ele afirma conhecer cépticos muito rigorosos que, mesmo assim, acreditam em Deus. "Por outro lado, é preciso reconhecer o trabalho fantástico em favor da ciência que Dawkins faz ao explicar a teoria da evolução para o público", ressalta. 

Durante a conversa, ele se revelou pessimista em relação à popularidade atual do pensamento crítico e da ciência. "Uma coisa que claramente não está dando certo é a educação", disse ele. "Precisamos fazer com que o pensamento crítico seja uma ferramenta para a vida, ensinada nas escolas, como parte integrante das disciplinas." 

O clima descontraído do debate permitiu até uma exibição pública de tatuagens inspiradas pela ciência: um dos presentes na plateia resolveu mostrar o desenho de um átomo em seu pulso, o que levou Radford a mostrar a tatuagem de um microscópio em seu peito. 

"Acho que o microscópio é um bom símbolo do que tento realizar com meu trabalho", explicou ele. 


Múmia de criança é encontrada em Unaí, Minas Gerais


Desde a década de 70, a região do município de Unaí é estudada pelo Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB). O local possui um sítio arqueológico riquíssimo, que atrai investigadores de todo o Brasil e do mundo desde 1950.

Há registos de ocupação na região desde 10.250 a.C., e foi na Gruta de Gentio II em que o habitante mais antigo de Unaí foi encontrado. 

Em 1987, uma criança embalsamada, com o corpo relativamente conservado, foi encontrada na gruta. Datada de aproximadamente 8.430 a.C., os restos mortais foram encontrados envoltos numa rede de algodão primitiva, com outros objetos.

Não é conhecido muito sobre os povos que habitavam a região de Unaí. Cogita-se que eram tribos próximas aos incas, em busca de melhores condições de clima e de terra para plantio. 

Essa suposição é embasada pelos teares, ferramentas e máquinas de moagem de grãos que as tribos utilizavam, muito avançadas para a época.

A múmia está hoje no IAB do Rio de Janeiro, e os outros objetos encontrados com o corpo foram para a Universidade Federal do Mato Grosso, responsável pelas primeiras descobertas em Unaí. 

Segundo a turismóloga da prefeitura, Jordana do Vale, não há previsão nem condições para que esse património seja abrigado pelo município.


Arqueólogos encontram estátua humana 'barbuda' na Turquia


Escultura encontrada na Turquia mostra figura humana com barba e cabelos encaracolados (Foto: Jennifer Jackson/Universidade de Toronto)

Arqueólogos num sítio de escavação no sudeste da Turquia encontraram uma grande estátua representando um homem, com barba e olhos bem-preservados, feitos de pedras brancas e pretas. 

A peça encontrada possui a cabeça, o torso e os braços intactos, com 1,5 metros de altura aproximadamente.

Além da barba, o escultor desenhou cabelo encaracolado na escultura, numa série intrincada de "ondas" alinhadas linearmente no topo da cabeça. Os braços da estátua possuem braceletes esculpidos com cabeças de leão, de acordo com os arqueólogos.

Caso estivesse completa, com tronco, pernas e pés, a figura completa teria de 3,5 a 4 metros de tamanho, segundo os investigadores.

Encontrada enterrada, a peça fazia parte do complexo de entrada que dava acesso à cidadela de Kunulua, capital de um reinado que existiu entre mil e 800 anos antes de Cristo. Além da estátua, arqueólogos também acharam uma grande base de coluna semi-circular, decorada de um dos lados.

Os investigadores fazem parte da equipa internacional do Projeto Arqueológico de Tayinat. A nova descoberta dá amostras da tradição de esculturas da civilização que existia no local, afirma Tim Harrison, diretor do projeto e professor de arqueologia da Universidade de Toronto.

fonte: G1

Antigas estátuas de leões da Turquia intrigam arqueólogos






Após quase uma década desde o início dos estudos, duas grandes estátuas de leões asiáticos na Turquia ainda despertam a curiosidade de arqueólogos. As obras, sugerem os investigadores responsáveis, foram esculpidas entre 1400 e 1200 antes de Cristo (a.C.) – época em que os leões asiáticos, hoje extintos, ainda habitavam a região. Uma delas está localizada no vilarejo de Karakiz, e a outra num ponto a nordeste do local.

De acordo com os investigadores, essas obras foram criadas por artistas do Império Hitita, que dominou por séculos a grande parte da Anatólia (no extremo oeste da Ásia) até se dividir em várias cidades-estado, em 1180 aC.

Com cerca de 2 metros de comprimento na base e peso somado de quase 5 toneladas, as esculturas de leões sofreram a ação de saqueadores antes das buscas oficiais (iniciadas em 2002, seguidas por estudo de campo que continua até hoje). “Existe uma crença de que monumentos como estes guardam tesouros”, disse o investigador Geoffrey Summers, da Universidade Técnica do Oriente Médio (Turquia). Summers acredita que, numa caça ao tesouro, saqueadores dinamitaram as estátuas.

Em artigo publicado recentemente no American Journal of Archaeology, Summers e Erol Özen (outro  investigador envolvido nas buscas) discutem os possíveis significados culturais das esculturas. Curiosamente, não foram encontrados vestígios de habitações hititas próximos às obras, o que descarta a hipótese de que elas faziam parte dos portões de uma cidade ou de um palácio.

Por causa do peso, dificilmente poderiam ser transportadas. Assim, sugerem os investigadores, a resposta deve estar nas proximidades de onde foram encontradas. “É muito provável que os monumentos estariam associados a uma das muitas fontes próximas do local”, disse Summers. De acordo com outros estudos, o povo hitita era conhecido por atribuir valores sagrados à natureza e em especial à água, que consideravam um elemento purificador.

Mesmo com tantas análises, porém, as estátuas permanecem cercadas de mistério.

fonte: Hypescience

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Coliseu de Roma está a ficar inclinado


O Coliseu de Roma, um dos monumentos italianos mais conhecidos, sofreu um desnivelamento de 40 centímetros no lado sul, revelaram hoje as autoridades italianas, antes do início dos trabalhos de restauro do anfiteatro construído no século I.

A causa provável desta inclinação são as «vibrações» provocadas pelo tráfego automóvel, pelo metropolitano e pelos helicópteros que passam diariamente pela zona do monumento, um dos mais visitados a nível mundial, indicaram fontes ligadas ao Coliseu.

Apesar do desnivelamento ter sido detectado pelos especialistas há cerca de um ano, os responsáveis pelo monumento optaram por só agora revelar a informação, uma vez que «não é preocupante».

Segundo as mesmas fontes, nos últimos dois meses uma equipa de peritos tem vindo a medir com sensores o comportamento da estrutura para confirmar as causas desta inclinação e determinar uma possível intervenção.

Esta intervenção poderá ocorrer de forma independente aos trabalhos de restauro do monumento, que deverão começar brevemente, indicaram os responsáveis.

Sobre os trabalhos de restauro, o ministro do Património Cultural italiano, Lorenzo Ornaghi, dará mais pormenores na terça-feira durante uma conferência de imprensa conjunta com o empresário italiano Diego de la Valle, responsável pelo financiamento do projecto.

Durante o processo, cuja realização deverá prolongar-se por três anos, o Coliseu de Roma não irá interromper a sua actividade e poderá ser visitado.

fonte: Sol

As melhores imagens da Terra vistas do espaço


Imagem da Austrália viste do espaço

O Serviço Geológico dos Estados Unidos selecionou as melhores imagens feitas pela Nasa da Terra vista do espaço e, com algumas manipulações de cor, lançou a série "Terra como arte".

Desde 1972, as imagens de satélite se transformaram uma referência para ajudar a ciência em pesquisas sobre o uso da terra e dos recursos naturais.

No entanto, esta galeria mostra que além da contribuição para a ciência, imagens de satélite revelam uma grande beleza, com paisagens sensacionais de vales, montanhas, ilhas e florestas.

As melhores imagens da Terra vistas do espaço

Outra imagem vista do espaço 

Foi pedido ao público que escolhessem as imagens favoritas entre mais de 120 fotos da coleção. Foram recebidos 14 mil votos e as fotos vencedoras estão acima.


As bandeiras das missões Apollo ainda estão de pé na Lua


A câmara da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da NASA captou imagens que se acredita serem das bandeiras deixadas pelas missões norte-americanas ao satélite da Terra. As bandeiras, exceto a da Apollo XI, conseguiram sobreviver às radiações e às temperaturas altas.

A LRO capturou imagens de muitos dos vestígios que as missões Apollo deixaram na superfície lunar. Quando em 2009 o satélite natural captou as primeiras imagens do local de aterragem do Apollo XI (20 de julho de 1969), a bandeira americana não foi vista. Os cientistas pensaram que esta tinha sido derrubada pelo veículo quando os astronautas deixaram a superfície.

As novas imagens deram a certeza de que as bandeiras norte-americanas ainda estão de pé, ao revelar sombras nos locais de desembarque, excetuando o da Apollo XI. O que pode vir a contrariar algumas teorias da conspiração segundo as quais o homem nunca foi à Lua.

Muito tem sido escrito sobre as bandeiras das missões Apollo. Um dos principais argumentos usados pelos amantes da teoria da conspiração em relação à viagem à Lua, que defendem que foi uma fraude do governo norte-americano, é que nas imagens existentes, a bandeira aparece a esvoaçar numa atmosfera onde não existe vento. A explicação dada é que os astronautas colocaram uma estrutura na parte superior da bandeira para que esta não caísse e para dar a sensação de movimento.

Os lugares onde estão espetadas bandeiras fazem parte de zonas da Lua preservadas. A lista inclui os locais de aterragem da Apollo e a cratera de impacto da sonda LCROSS, onde foi encontrada água. Astronautas e futuros turistas espaciais devem manter-se afastados desses locais.

fonte: Diário de Noticias

domingo, 29 de julho de 2012

Investigadores defendem que é possível enganar leitores de íris


Um grupo de investigadores da Universidade Autónoma de Madrid revelou que é possível replicar o olho humano para dar a volta aos leitores de íris, um dos métodos de identificação biométrica considerados mais difíceis de ultrapassar.

Os resultados da investigação foram desvendados na conferência Black Hat, um dos eventos mais populares da comunidade hacker e que está a decorrer em Las Vegas.

Segundo os investigadores, o método para ultrapassar este sistema de identificação foi conseguido através da recriação da imagem de uma íris a partir do código digital de íris reais armazenadas em bases de dados de segurança.

Durante a pesquisa a equipa da universidade espanhola afirma ter conseguido utilizar com sucesso a imagem impressa de uma íris num sistema de reconhecimento de íris bastante utilizado.

A taxa de sucesso ocorreu em 80 por cento das tentativas feitas, referiram os académicos durante a sua apresentação na conferência, avança a BBC.

As conclusões desta investigação estão a ser vistas com alguma atenção, pois é considerada a primeira vez que alguém conseguiu criar uma imagem bastante realista da íris humana para ultrapassar um sistema de identificação baseado nestes dados biométricos, considerados dos mais difíceis de enganar dado que cada código digital da íris contém cerca de 5 mil pedaços de informação.

fonte: Sol

Júpiter no centro das atenções das agências espaciais


A Agência Espacial Europeia começou a preparação de uma missão a Júpiter. O projeto JUICE, aprovado para realização em 2022, deve pesquisar tanto o próprio planeta-gigante, como seus “satélites gelados” – Europa, Ganimedes e Callisto. Os cientistas russos estudam a possibilidade de participação na missão, mas a realização destes planos depende do programa planetário precedente.

As tarefas da pesquisa de Júpiter, com ajuda da sonda europeia Juice, foram apresentadas na assembleia científica do Comité internacional para pesquisas cósmicas (COSPAR) que se realiza em Mysore (Índia), por Leigh Fletcher (Universidade de Oxford, grupo científico da JUICE). A missão da ACE JUICE, uma “versão reduzida” do projeto mais ambicioso EJSM, foi escolhida no âmbito da realização do programa Cosmic Vision como missão L-classe (L de large – grande)

Os europeus têm pela frente uma tarefa complexa. Inicialmente o projeto EJSM incluía dois satélites: JGO (AEE) para pesquisar Júpiter e Ganimedes e JEO (NASA) para pesquisa de Júpiter e Europa. Os japoneses também pretendiam se juntar à missão, com um engenho para estudo da magnetoesfera de Júpiter. Com isto surgia a possibilidade de estudo detalhado dos satélites do planeta, como também do próprio Júpiter.

Desde 2005, as sondas enviadas da terra têm visitado os maiores planetas do sistema solar somente “sobrevoando”: Cassini – Saturno, New Horizons – Plutão. Apenas recentemente foi a Júpiter a sonda americana Juno, orientada para o estudo da atmosfera do planeta. JUICE, desse modo, tem a finalidade de fechar a “brecha” formada nas pesquisas planetárias de planetas gigantes.

A complexidade consiste em que um engenho deverá estudar tanto Júpiter como três de seus satélites: Europa, Ganimedes e Callisto. Segundo o esquema balístico da expedição apresentado, para o estudo de Júpiter, inclusive de suas altas latitudes, estão previstos 26 meses, depois do que o engenho mudará de órbita e irá pesquisar os satélites.

Debateu-se amplamente a tarefa de procurar nos satélites vestígios de vida ou de substâncias – predecessoras de organismos vivos. Mas também o próprio Júpiter não é menos interessante como laboratório cósmico para o estudo da dinâmica do líquido. Por isso, se Juno, que já se dirige ao planeta, irá estudar as camadas da atmosfera mais profundas, JUICE concentrar-se-á nas camadas superiores, tanto na vertical (estudo da transferência da energia, formação de nuvens) como na horizontal (os processos que ocorrem em diferentes latitudes, nas regiões polares e sua ligação com a magnetoesfera e auroras polares.) Mais uma questão em aberto são as variações da atmosfera. Para realização destas tarefas são necessários aparelhos que funcionem em amplo espectro de estudo eletromagnético (desde ultravioleta até ao diapasão de rádio) com alta resolução de espaço e tempo.

O projeto JUICE representa um certo interesse também para a Rússia, porque há aproximadamente dois anos, durante a elaboração da concepção do projeto EJSM, cientistas russos propuseram aderir a ele com engenho de desembarque no satélite de Júpiter – Europa. Em seu aspecto atual, o projeto JUICE não prevê uma permanência prolongada do engenho no Europa, por isso a Rússia terá também de rever o roteiro da missão: ou enviar um engenho que examinará tudo já no local, ou enviar a Ganimedes, que é considerado mais promissor do ponto de vista de buscas de vestígios de vida, ou condições para sua existência.

Aliás, deve-se entender que o engenho de desembarque no sistema de Júpiter é um projeto excepcionalmente complexo e não há muito tempo para sua realização. O próximo lançamento no âmbito do programa planetário russo está planeado para 2014 – é o projeto conjunto russo-indiano “Luna-Resurs”, que também inclui um engenho de desembarque russo. Adiante, segundo os planos anunciados recentemente pelo Roskosmos, até 2018 planeja-se realizar cerca de dez missões científicas e, inclusive, continuar o trabalho de pesquisa da Lua.

Será tudo isto compatível com o voo a Júpiter? Por um lado, a prática das agências mundiais mostra que, ao lado de missões de menor envergadura, ocorre a preparação de grandes projetos centrais – como pode ser o jupiteriano para a Rússia. Por outro lado na situação da Rússia, possivelmente, seria mais correto seguir o caminho da recuperação gradual da indústria, com lançamentos mais frequentes, porém menos complexos, com a elaboração consequente de diferentes sistemas.


Cientistas criaram primeiro modelo computorizado de um ser vivo

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A complexidade da vida tem impedido os cientistas de criarem modelos artificiais de seres vivos. Até agora.

Segundo o io9, um novo projeto científico deu origem ao primeiro modelo computacional completo de um organismo. Este é um primeiro passo em frente no sentido de criar vida artificial e uma grande conquista no domínio dos modelos computorizados de organismos vivos.

Até agora, este tipo de esforços tinha sido bastante limitado e básico devido à complexidade subjacente até aos organismos mais simples. Outro dos grandes desafios era perceber e documentar todos os variados “algoritmos” que um organismo vivo emprega.

Grande parte do trabalho de documentação já estava feito. Só faltava alguém que pegasse nele e começasse a modelar uma simulação de um organismo vivo.

Foi o que fez uma equipa de investigação de Standford liderada por Markis Covert, que pegou na informação de 900 trabalhos científicos para perceber todas as interações de cada molécula da mais pequena bactéria do mundo, a Mycoplasma genitalium. A bactéria tem apenas 525 genes, quando a E.Coli, por exemplo, inclui 4288.

Apesar da relativa simplicidade desta bactéria, a equipa teve de isolar mais de 1900 parâmetros para criar os equivalentes computacionais da bactéria. Isto deu origem a 28 “módulos” separados, cada qual governado por um algoritmo próprio. Estes módulos tiveram, depois, de ser configurados de modo a interagir corretamente entre si. O resultado foi uma simulação excecionalmente fiel da bactéria, que originou nova informação não conhecida anteriormente pelos biólogos.


Programa Frente a Frente, da TVE de Porto Alegre, gravado em 25 de junho de 2012, um dia após o Dia Mundial dos Discos Voadores


Cientistas descobrem três planetas com órbita parecida à do Sistema Solar



Três planetas orbitam a estrela Kepler-30 numa configuração semelhante à do nosso Sistema Solar, contrariando a dinâmica vista em muitos corpos na Via Láctea (Foto: Cristina Sanchis Ojeda/Nature)

Telescópio Kepler, da Nasa, obteve dados durante dois anos e meio. Em geral, gigantes gasosos na Via Láctea têm órbita distinta da nossa.

Três planetas fora do Sistema Solar – chamados exoplanetas ou planetas extrassolares – que orbitam uma estrela-mãe em situação semelhante à da Terra estão descritos na edição desta semana da revista científica “Nature”.

Essa observação lança uma nova luz sobre as condições que determinam a arquitetura de um sistema planetário.

No caso do Sistema Solar, o equador do Sol e o plano orbital dos planetas estão praticamente alinhados, o que seria consequência da formação dos corpos num único disco giratório gasoso. Isso permite, por exemplo, que possa haver luz e vida numa extensa área do planeta, como ocorre com a Terra.

Muitos sistemas de exoplanetas, porém, não apresentam esse mesmo arranjo. Corpos gigantes e quentes, semelhantes a Júpiter – o maior planeta do Sistema Solar –, estão muitas vezes desalinhados. Alguns têm até órbitas retrógradas, ou seja, giram na direção contrária à rotação de sua estrela principal.

Os cientistas suspeitam que grandes inclinações nas órbitas são resultado das mesmas interações dinâmicas que produzem planetas parecidos com Júpiter.

Desta vez, o astrofísico Roberto Sanchis-Ojeda e colegas analisaram o trânsito dos planetas Kepler-30b, Kepler-30c e Kepler-30d ao observarem manchas sobre a estrela Kepler-30, de massa e raio semelhantes aos do Sol, só que mais jovem e com rotação mais rápida que a da nossa maior estrela.

Os investigadores mostram que a órbita dos três planetas desse sistema está alinhada com o equador estelar. Além disso, a órbita do trio está alinhada uns com os outros, numa configuração parecida com a nossa. Nesse sistema, não há nenhum “Júpiter” quente e gasoso.

Os dados foram obtidos pelo telescópio Kepler, da agência espacial americana (Nasa), captados durante dois anos e meio, em 27 trânsitos dos planetas pela estrela.

fonte: G1

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