domingo, 30 de setembro de 2012

Ovnis idênticos são vistos em pontos a 1600 quilómetros de distância



Dois ovnis idênticos foram avistados no Google Maps em regiões situadas a 1600 quilómetros de distância.

Os objetos avermelhados estavam visíveis, no aplicativo online, no céu de Jacksonville (Texas, EUA) e de Acoma Pueblo (Nova México, EUA). 

O primeiro ovni foi achado no Google Maps por Andrea Dover, que estava procurando um endereço no aplicativo, segundo noticiou a ABC News. 

Não ficou claro como a segunda imagem foi descoberta.

"Entramos em contato com o Google para saber se eles estavam cientes do objeto e não tivemos retorno deles", disse a KLTV-TV, afiliada da ABC.

Algumas teorias em Jacksonville apontam que o ovni se trata do brilho do sol na câmera do Google ou reflexo do símbolo de um restaurante do McDonald's.


Bezerra que nasceu com duas cabeças morre em Içara, SC



Facto diferente chamou a atenção dos moradores do interior do município de Içara

O caso é considerado raro por especialista e pode ser definido como uma mutação genética. Por isso, o animal deveria ser sacrificado, mas morreu antes, pois as chances de sobrevivência eram muito pequenas.

Quando percebeu que a vaca Beca estava parindo uma bezerra, seu Manoel Arino Espanhol correu pra ajudar. Foi aí que o agricultor teve uma grande surpresa, o filhote nasceu com duas cabeças.

O facto diferente chamou a atenção dos moradores do interior do município de Içara. Curiosos queriam ver o animal que tem duas cabeças. A bezerrinha da raça Brahman foi doada para os proprietários de uma agropecuária.

fonte: Band SC

Inseto que lembra rosto de Elvis Presley reaparece na Tailândia


Inseto já foi fotografado outra vez; fotógrafos afirmam que o animal lembra Elvis Presley (Foto: Reprodução)

Bicho já havia sido registado em Singapura. "Ainda bem que ele não voou", disse fotógrafo. 

Se Elvis não morreu, ele pelo menos continua fazendo aparições em forma de inseto ao redor do mundo.

Visto pela primeira vez por um fotógrafo em Singapura, o 'inseto Elvis' foi fotografado novamente, mas desta vez na Tailândia, de acordo com o jornal "Daily Mail".

O inseto, da família dos Pentatomoidea, foi registado pelo americano Darlyne Murawski. "Ainda bem que ele não voou", disse ele.

fonte: G1

Síndrome do Koro: o medo irracional de que os genitais estão encolhendo


Se você ouvisse falar que alguém está internado ou morreu porque achou que seu pénis ou seios estavam encolhendo, provavelmente não acreditaria. Mas isso pode acontecer.

Essa fobia, ou medo obsessivo, é uma ilusão específica de que os órgãos genitais estão encolhendo, ou retraindo no corpo, e de que, quando eles finalmente desaparecerem, você vai morrer. 

A síndrome do Koro – ou síndrome de redução genital, ou síndrome de Jinjin Bemar, ou síndrome de Suk Yeong – tem muitos nomes, porque abrange diversas culturas com línguas diferentes, mas é encontrada principalmente na China, Japão e Índia. 

Especula-se que o termo “koro” venha do malaio. Supostamente, a palavra refere-se a cabeça de uma tartaruga conforme ela se “esconde” para dentro do casco. 

Considerando que a síndrome do Koro é a crença de que os órgãos genitais – geralmente o pénis, mas, no caso das mulheres, os seios – estão recuando para dentro do corpo, a metáfora é válida.

Segundo os médicos, a condição é puramente um distúrbio psicológico. Ou seja, os principais perigos da síndrome são relacionados à ansiedade causada pelo medo. Consequências físicas podem advir da prática ocasional de tentar puxar os órgãos genitais e “trazê-los de volta”. 

Um paciente de 41 anos passou 15 anos amarrando uma corda ao redor de seu pénis e prendendo-a a um gancho acima de sua cama, à noite, a fim de evitar que ele encolhesse. Essas medidas extremas para “puxar os genitais para fora” do corpo são conhecidas por causar lesão e até morte.

Uma das coisas mais notáveis sobre a síndrome é o facto de que é quase exclusivamente encontrada em países do leste da Ásia. 

Os cientistas não sabem se isso é devido a alguma tendência intrínseca cultural para um tipo específico de preocupação, ou se a síndrome começou como um boato ou lenda que está sendo interpretado literalmente na região.

Segundo alguns médicos, conforme a síndrome torna-se mais conhecida nos países ocidentais, casos esporádicos têm sido registados aqui. Porém, estes casos tendem a ser associados a outras doenças psicológicas, enquanto na Ásia a síndrome é frequentemente diagnosticada em pessoas perfeitamente saudáveis. 

Diagnóstico e tratamento

São geralmente os parentes e mais próximos que percebem que a pessoa está sofrendo dessa fobia. Na tentativa de “tratar-se”, os doentes examinam constantemente os próprios genitais, ou pedem que familiares o façam.

Também colocam talas para evitar a retração dos genitais e outras medidas do tipo. Outros sintomas são distorção da imagem corporal, autoestima baixa, obsessão por réguas e fitas métricas, medição frequente dos órgãos genitais, inquietação, irritabilidade, depressão, pânico e ansiedade.

O aparecimento da síndrome é súbito. As causas estão geralmente relacionadas com o desequilíbrio psicológico do doente. Os que desenvolvem a síndrome normalmente possuem conflitos interpessoais, e são mais vulneráveis a pressões socioculturais (que impõe tamanhos ideais para os órgãos genitais). 

O boato de que os asiáticos têm pénis menores pode, portanto, colaborar para o aparecimento mais frequente da síndrome por lá. 

Exposição ao frio, coito excessivo, conflitos interpessoais e pressões socioculturais, são, resumidamente, factores que podem levar à síndrome.

Como o distúrbio é mental, o tratamento é feito através de acompanhamento psicológico. Psicoterapia pode regredir os sintomas e reajustar emocionalmente o doente. 

O tratamento habitual envolve também medicação antiansiedade ou antipsicótica, para ajudar o doente recuperar uma visão objetiva.

fonte: Hypescience

Lula Vampira do Inferno não mata nenhum animal e sobrevive da “neve marinha”, diz pesquisa






Apesar de ter sido descoberta há mais de 100 anos, a Lula Vampira do Inferno é um dos animais mais misteriosos das profundezas oceânicas.

No entanto, investigadores fizeram uma descoberta incrível – apesar de ser chamada por um nome nada “bonzinho” e possuir nome científico Vampyroteuthis infernalis, essa lula não mata nenhuma presa.

Em vez disso, ela usa dois filamentos finos para capturar apenas pedaços de detritos orgânicos que afundam abaixo da superfície do oceano.

O novo estudo, liderado por Henk-Jan Hovig, cientista sénior da MBARI, mostrou pela primeira vez que a Lula Vampira do Inferno, ao contrário de seus parentes polvos e lulas, não come presas vivas.

Esse animal possui corpo em tom vermelho escuro, enormes olhos azulados e uma espécie de capa que estende por todos os seus oito tentáculos. Quando perturbada, ela consegue virar-se ao avesso, adquirindo uma forma realmente estranha.

Ela é considerada um “fóssil vivo”, habitando águas profundas de quase todas as bacias oceânicas ao redor do mundo em profundidades com uma taxa de mínima, quase zero.

Várias já foram capturadas para pesquisa. Os cientistas examinavam o conteúdo de seu estômago para determinar seus hábitos alimentares. No entanto, os resultados sempre foram inconclusivos.

O recente artigo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences mostrou que essa espécie alimenta-se basicamente da chamada “neve marinha”, uma mistura de corpos de animais em decomposição, detritos, fezes e resíduos biológicos em geral que são formados próximos à superfície e afundam numa velocidade mínima, podendo demorar meses para chegar ao fundo.

Um dos métodos usados para desvendar o mistério exigiu a captura de exemplares vivos para mantê-los em laboratório nas mesmas condições naturais de onde foram recolhidos. Só assim foi possível identificar a presença de um filamento que o animal expõe para capturar as pequenas partículas alimentares.

O filamento é dotado de muco que faz com que os resquícios biológicos fiquem presos. Após isso, a Lula Vampira do Inferno leva o filamento até a boca, limpando-o e retirando as partículas da “neve marinha”.

Os investigadores também registaram momentos em que o animal espera a “neve marinha” cair em seus tentáculos para então passar o filamento por todo o seu corpo.

Por esse comportamento adaptativo, a Lula Vampira do Inferno consegue sobreviver em ambientes com mínimas ofertas de oxigénio e em locais hostis onde os predadores são pouquíssimos e o alimento é abundante.


Radiação de estrelas e gás hélio criam contorno vermelho na Nebulosa da Gaivota


O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou na quarta-feira (26) nova imagem da Nebulosa da Gaivota, conhecida por ser uma “maternidade” de estrelas do Universo. 

A nuvem que fica entre as constelações do Unicórnio e do Cão Maior, cerca de 3,7 mil anos-luz de distância da Terra, é formada por poeira, moléculas, hidrogénio, hélio, entre outros gases, e, é claro, de estrelas muito jovens.

Os pontos brilhantes surgem da forte radiação das estrelas e ajudam a dar o contorno vermelho na nuvem, já que a mancha colorida é resultado do contato desta radiação com a concentração de hélio do espaço que há no local. 

A luz quente das estrelas também é espalhada pelas pequenas partículas de poeira e forma uma névoa azul nas suas margens.

A imagem feita do observatório La Silla, no Chile, revela apenas um pedaço da nebulosa, em especial a sua “cabeça” – a estrela HD 53367, que está no centro da imagem, é o olho da gaivota, dizem os astrónomos. 

A nebulosa, que está próxima da Sirius, a estrela mais brilhante do céu, foi descoberta em 1785, mas só foi fotografada no século passado. 

fonte: UOL

Investigadores descobrem peixe raro que possui pénis com ganchos


Um peixe macho do México ficou conhecido pela sua genitália incomum. Equipado com quatro ganchos, o pénis do macho pode permitir-lhe agarrar a fêmea mais resistente durante o acasalamento, dizem os investigadores. 

O Peixe Mosquito de Llanos, ou Gambusia quadruncus, foi descrito este mês no Journal of Fish Biology por uma equipa liderada pelo investigador Brian Langerhans da Universidade Estadual da Carolina do Norte. 

Langerhans explica que os órgãos genitais do macho em forma de gancho podem ser um marcador de resposta para as defesas das próprias fêmeas contra investidas indesejáveis. As informações são do Huffington Post.

"Normalmente, a reprodução é mais penosa no sexo feminino, assim fêmeas procuram formas de reduzir o acasalamento com machos de 'menor qualidade' ", disse Langerhans, num comunicado.

"As fêmeas desta espécie evoluíram para ter uma grande bola de tecido que bloqueia a maior parte do poro genital. Isto significa que a mulher teria que deliberadamente permitir que o macho se acasalasse com ela, a menos que o macho desenvolvesse uma arma contra essa defesa", explicou o investigador. 

A genitália com os quatro ganchos poderia ajudar os machos a superar a resistência e acoplar no poro genital da fêmea, para que os espermatozoides possam ser depositados nela. A fecundação no género Gambusia ocorre dentro do corpo da fêmea a ela dá à luz a filhotes vivos. 

Por mais estranho que pareça, tais ganchos não são desconhecidos. Em outra espécie nova - a Phallostethus cuulong - que foi recentemente descoberto em partes do Vietnam, os machos possuem o pénis na cabeça, com um gancho irregular para segurar a fêmea durante o acasalamento. 

Os investigadores que descreveram que o peixe em uma edição de julho da revista Zootaxa disseram que a ligação com o companheiro provavelmente ajuda a garantir o sucesso da fertilização. 

Langerhans descreveu também outra característica estranha no Peixe Mosquito de Llanos. As fêmeas têm um ponto colorido em seu ânus que parece indicar a localização do poro genital da fêmea, status reprodutivo e espécies. Este último poderia reduzir cruzamento, segundo o investigador.

"Então, pode ser que o Gambusia quadruncus evoluiu diferentes pontos anal para ajudar a reduzir os acasalamentos entre espécies e a possível formação de híbridos", concluiu o investigador. 

fonte: Terra

Parque no Rio Grande do Norte vai proteger mais de 200 cavernas



O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) divulgou na quarta-feira (26), durante o VII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), a formalização do primeiro parque nacional criado no Rio Grande do Norte.

O parque Furna Feia – que só é feio no nome, como as imagens que ilustram esse post mostram – fica nos municípios de Mossoró e Baraúna, e faz parte do plano de criação de unidades de conservação anunciado pela presidente Dilma Rousseff no Dia Mundial do Meio Ambiente.

Furna Feia tem 8 mil hectares, e abriga mais de cem espécies de animais do bioma Caatinga – um dos menos protegidos no Brasil. 

Além disso, o parque tem grande incidência de cavernas. Até o momento, o ICMBio já identificou 205 cavernas na região. A criação do parque vai facilitar os investimentos em visitação e pesquisa, com a possibilidade de encontrar sítios históricos e arte rupestre no local.

fonte: Época

Nova pesquisa afirma que os tubarões vêem o mundo a preto e branco


Eles são um dos predadores mais assustadores dos oceanos e inspiraram Hollywood em diversos filmes de sucesso. 

No entanto, parece que os tubarões não são capazes de ver tão bem quanto os investigadores imaginavam. Cientistas acreditam que os tubarões observam o mundo em tons de cinza ou preto e branco.

O estudo, publicado na última edição da Biology Letters da Royal Society é o primeiro que investigou as bases genéticas sobre o sistema visual dos tubarões.

“Os resultados deste estudo nos ajudará não só a entender as pressões de seleção evolutiva que operam na visão dos tubarões, mas também fornecer a chave de como podemos influenciar no seu comportamento”, relatou Susan Theiss, uma das responsáveis pelo estudo ao portal britânico DailyMail.

Os tubarões são animais altamente visuais, mas o mundo como eles vêem é o mesmo de um filme a preto e branco. Células fotoreceptores em formato de cones são usadas na retina para visão sob condições de luz intensa, ao passo que as em formato de bastonetes são usadas em ambientes de pouca luz.

Em muitos animais, mais de um tipo de cone estão presentes na retina, alguns dos quais são sensíveis a diferentes partes do espectro de luz visível. 

O sistema nervoso pode usar estes formados para distinguir as cores. No entanto, se apenas um tipo de cone estiver presente, não há nenhuma possibilidade de visão colorida.

Os investigadores isolaram proteínas das células em formato de cone para identificar pigmentos visuais e descobriram que apenas um gene é responsável pela formação dos pigmentos.

Os tubarões, provavelmente, não são os únicos animais aquáticos com visão prejudicada. Pesquisas indicam que mamíferos como as baleias, golfinhos e focas também não podem detectar cores.

“Pode ser que a cor não é algo útil para eles ou perderam os pigmentos por outra razão. É provável que os ancestrais dos tubarões modernos pudessem ver as cores”, comentou a investigadora.


sábado, 29 de setembro de 2012

Jesus foi casado? Talvez não. E isso importa? Talvez sim

Jesus e Maria Madalena num pormenor de uma obra de Ticiano

Jesus e Maria Madalena num pormenor de uma obra de Ticiano

"Jesus disse-lhes: "A minha mulher..."" Esta frase, inscrita num fragmento de um papiro copta ainda não rigorosamente datado e de proveniência desconhecida, ateou de novo o debate: afinal, Jesus foi casado ou não?

E isso deveria ter repercussão na atitude do cristianismo em relação às mulheres, tendo em conta os textos fundadores e a doutrina de Jesus?

Antes de discutir esses temas, há entretanto a questão do valor histórico do documento revelado por Karen L. King. A investigadora da Harvard Divinity School foi a primeira a reconhecer que é cedo para tirar conclusões. 

O fragmento deverá datar do século IV e, de acordo com King, é a tradução de um texto grego do século II, num curto pedaço de papiro de cerca de quatro por oito centímetros (como um cartão-de-visita). Nele podem ler-se várias frases incompletas (parte-se aqui da tradução proposta para castelhano por António Piñero, especializado em línguas e literatura do cristianismo primitivo e editor dos textos gnósticos da Biblioteca de Nag Hammadi): "A minha mãe deu-me a vida (...) os discípulos perguntaram a Jesus (...) negou. Maria é digna disso (...) Jesus disse-lhes: a minha mulher (...) poderá ser minha discípula." Na última frase, mais estranha, lê-se: "Que os malvados rebentem (...) no que me respeita, viverei com ela por (...) uma imagem." A alusão aos malvados diz Piñero que se pode referir à morte de Judas. 

Quando apresentou o papiro em Roma, na semana passada, King afirmou, citada pela AFP: "O julgamento final quanto à veracidade deste documento depende de um exame mais aprofundado e de outros testes sobre a composição da tinta."

À Reuters, Carl R. Holladay, professor de Novo Testamento na Universidade Emory (EUA), disse que a descoberta é "obviamente importante". Mas as circunstâncias que a revelaram devem merecer cautelas da parte dos investigadores, avisou. 

Que circunstâncias foram essas? King contou que, há dois anos, recebeu uma mensagem de um coleccionador, na sua caixa de email a pedir-lhe para traduzir um fragmento de papiro, em copta, com uma referência à "mulher" de Jesus. King disse que o coleccionador não sabe de onde provém o fragmento de papiro e que quer permanecer anónimo. 

Jennifer Sheridan Moss, presidente da Associação Americana de Papirologistas, afirmou à Reuters que a instituição provavelmente não publicaria nenhum artigo sobre um documento do qual desconhecesse a origem. Mas apesar de críticas sobre a avaliação científica do artigo que apresenta o fragmento, ele vai ser publicado na The Harvard Theological Review.

Importância "muito escassa"

Polémica histórica à parte, o papiro traz alguma novidade ao debate sobre se Jesus foi casado? A frase que mais polémica trouxe - "Jesus disse-lhes: a minha mulher (...) poderá ser minha discípula" - não diz nada de novo. O espanhol António Piñero, um dos maiores especialistas contemporâneos na matéria, diz ao PÚBLICO que a importância do documento revelado por Karen L. King "é muito escassa". 

Há uma dúzia de textos, recorda, dos evangelhos copto-gnósticos da Biblioteca de Nag Hammadi que fazem referências do género à eventual relação privilegiada de Jesus com Maria Madalena - aquela que é mais apontada como a eventual mulher de Jesus. No seu blogue , o investigador tem colocado, nos últimos dias, vários textos gnósticos referentes ao mesmo tema. Os textos de Nag Hammadi foram descobertos em 1945 na aldeia com o mesmo nome, situada perto de Luxor e a 200 quilómetros a norte de Assuão. Os manuscritos de Nag Hammadi e os do Mar Morto são as descobertas de textos antigos mais importantes da era contemporânea. 

Num dos textos de Nag Hammadi, o Evangelho de Maria, lê-se: "Pedro disse: "Maria, irmã: nós sabemos que o Salvador te apreciava mais do que às outras mulheres. Dá-nos conta das palavras do Salvador que recordes, que tu conheces e nós não, que nós não escutámos."" No Evangelho de Filipe, acrescenta-se: "E a companheira do [Salvador é] Maria Madalena. O [Salvador] amava-a mais do que a todos os discípulos e beijava-a frequentemente na [boca]."Estas frases devem ser lidas na cultura em que foram produzidas. O gnosticismo cristão dos primeiros séculos era uma corrente que considerava Jesus apenas como "um ser puramente espiritual e divino", explica Piñero na introdução aos textos de Nag Hammadi. "Mas para desempenhar a sua missão na terra [Cristo] introduz-se no corpo de um ser humano especial, que é Seth ou Jesus de Nazaré, nascido de uma virgem. Concretamente, este Jesus tem um corpo de aparência normal, mas na realidade é puramente psíquico, material, sim, mas incorporal. (...) O corpo deste Jesus é meramente aparente."

Em declarações ao PÚBLICO, Piñero explica que o texto deverá ter origem num copista "de segunda ou terceira categoria, mas relacionado com os textos de Nag Hammadi". Quem fala, no texto, é o "revelador celestial depois da sua ressurreição, cujo interesse não era em absoluto falar da sua mulher na terra". E um tão pequeno fragmento não autoriza que se diga que estamos diante de uma cópia de um "original grego do século II".

A própria Karen L. King admitia, citada pela agência ENI (Notícias Ecuménicas Internacionais), que o documento não manifesta qualquer evidência sobre se Jesus foi casado ou não. Apenas pode revelar que os primeiros cristãos discutiam o assunto, disse. "A mais antiga e mais fiável evidência histórica é totalmente silenciosa sobre o estado marital de Jesus." E acrescentava que o fragmento também pode traduzir apenas linguagem figurada, mesmo quando se lê a frase "a minha mulher". 

Esta é, provavelmente, uma das explicações mais seguras. É que, explica Antonio Piñero no seu livro Jesus y las Mujeres, os gnósticos encaravam a sexualidade e a procriação como algo desprezível. No Evangelho dos Egípcios, outros dos textos gnósticos do qual apenas se conhecem excertos, coloca-se Jesus a dizer que a sua missão no mundo é "destruir as obras da mulher". Quer dizer, explica o investigador espanhol, "aniquilar a concupiscência, a saber, todo o desejo sexual". 

Esta doutrina, denominada encratismo (continência sexual absoluta), era defendida por vários grupos de cristãos gnósticos. Piñero cita, aliás, no mesmo livros, outros textos gnósticos que falam de Salomé e não de Madalena como a mulher de Jesus. Mas o investigador espanhol diz que essas referências são todas de carácter simbólico: "Os gnósticos gostam de metáforas sexuais para designar a união espiritual forte, já que não encontram na natureza melhor metáfora para a simbolizar."

Ao PÚBLICO, Piñero acrescenta que este texto nada prova acerca de um eventual casamento de Jesus. E muitos investigadores estão de acordo com esse facto: nada indica que isso tenha acontecido. Na época, o casamento era normal, mas havia grupos de judeus piedosos que não se casavam - os essénios de Qumran, por exemplo. 

"Se Jesus tivesse mulher, seria normal que os evangelhos canónicos referissem o facto", diz ao PÚBLICO o padre Joaquim Carreira das Neves, um dos mais destacados biblistas portugueses. E John P. Meier, que está a publicar há anos Um Judeu Marginal, uma investigação sobre a figura histórica de Jesus, acrescenta: "Não podemos ter uma certeza absoluta (...). Mas os vários contextos (...) no Novo Testamento e no judaísmo assinalam como hipótese mais verosímil a de que Jesus permaneceu celibatário por motivos religiosos."

Piñero nota que a tradição dogmática de séculos sobre o celibato de Jesus foi, nos últimos tempos, substituída "por uma nova certeza". Para muita gente "de boa-fé mas desgraçadamente ignorante do conteúdo real dos textos antigos", Jesus foi casado e isto tornou-se "quase um dogma de fé". Ouvido pela AFP, o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, disse que o papiro "não muda nada na visão sobre Cristo e os evangelhos" e que não tem "qualquer influência sobre a doutrina católica". Uma causa justa

Questão diferente é saber se o que se lê nos textos dos evangelhos (canónicos ou gnósticos) deveriam levar a uma outra visão sobre o papel da mulher no cristianismo. Citada pela ENI, King afirmou que a descoberta poderia levar os crentes a repensar as suas convicções sobre os primeiros cristãos e sobre os debates da época acerca do casamento, do celibato e da família. Alguns desses modos de olhar ainda influenciam questões como o celibato dos padres ou a interdição da ordenação de mulheres. 

"A questão da mulher na Igreja é um problema de razão. Os gnósticos tiveram uma falência de razão", ao desconsiderar a mulher. "E a Igreja, ao longo dos séculos, também acabou por ter uma falência de razão", comenta Carreira das Neves. 

Piñero acusa King de "propaganda feminista ou pior, talvez, de propaganda pessoal". Porque citações deste género são tomadas como argumentos para defender uma outra atitude, nomeadamente da Igreja Católica, para com a mulher. E a divulgação do documento, na forma como foi feita, é "quase uma montagem sensacionalista, ainda que para servir uma causa justa: chamar a atenção da Igreja sobre a sua estrutura "masculina", "machista" e injusta", critica o investigador espanhol.

fonte: Público

O relógio que marca o tempo depois do fim do Universo

Cristal_Berkeley Lab.jpg

Cientistas idealizaram uma forma de medir o tempo, mesmo depois do fim do Universo: um cristal 4D, semelhante aos diamantes e flocos de neve.

Os diamantes e flocos de neve têm uma estrutura periódica tridimensional. O conceito apresentado por Frank Wilczek, do MIT, propõe a criação de um cristal 4D, com uma estrutura periódica no tempo e no espaço.

O conceito de Wilczek tornou-se realidade no Lawrence Berkeley National Laboratory, depois do trabalho de uma equipa de investigadores liderada por Xiang Zhang.

Esta equipa sugeriu a criação de um cristal espacio-temporal usando um campo elétrico para apanhar átomos carregados (iões) e aproveitar a reação natural de repulsa entre duas partículas com a mesma carga. O campo elétrico mantém os iões num determinado espaço e uma leve carga magnética, juntamente com o efeito de repulsa, faz com que os iões de cristal se movam numa rotação que nunca pára, noticia o LiveScience.

No estado mais baixo de energia quântica, este aro nunca sofre de entropia e nunca precisa de parar. Não há também previsão de que a entropia possa aumentar ao longo do tempo, o que leva os investigadores a prever que esta forma de contagem do tempo se possa perpetuar, mesmo que o universo à sua volta atinja o fim.


Homem fotografa supostos fantasmas em local de massacre




Foto foi registada em Bornéu, na Indonésia, e mostraria fantasmas em fila. Em 'marcha da morte', 2400 militares foram obrigados a caminhar 257 Km.

Ao refazer os passos de prisioneiros de guerra aliados durante a segunda guerra mundial, num episódio que ficou conhecido como a “marcha da morte de Sandakan” em 1945, o major John Tulloch tirou uma foto do que seriam fantasmas de homens em fila, relembrando o episódio que aconteceu há quase sete décadas na região e Bornéu, na Indonésia.

Na imagem, o reflexo do vidro parece formar a imagem de seres esqueléticos, curiosamente no mesmo lugar onde 2400 militares australianos e ingleses foram obrigados por soldados japoneses a caminharem por 257 Km, enquanto muitos morriam pelo calor, exaustão ou eram degolados ou perfurados por baionetas japonesas. Apenas seis prisioneiros sobreviveram, apenas porque conseguiram fugir.

Contudo, de acordo com o jornal “Daily Mail”, a foto, tirada em 2010, pode ser apenas uma ilusão fotográfica causada por uma toalha estampada no painel do veículo, no momento em que a imagem foi feita. Junto com os militares, havia também 3600 civis indonésios, que também foram forçados a marchar entre as regiões de Sandakan e Ranau.

fonte: G1

Arqueólogos acham indícios de divisão de classes na Idade da Pedra


Objetos raros e importados sinalizam divisão de classes sociais já no período neolítico

A escavação arqueológica no sítio de Ein Zippori, no norte de Israel, revelou a existência de uma comunidade pré-histórica do período neolítico, onde já havia uma elite que possuía "objetos de luxo" importados de países distantes.

Os trabalhos, realizados pelo Departamento de Antiguidades de Israel, começaram há um ano, mas só agora as descobertas foram reveladas à imprensa.

No local, estava planeada a construção de uma estrada. No entanto, como essa região é conhecida pela abundância de antiguidades, costuma-se fazer a chamada "escavação de salvamento" – uma operação preliminar para garantir que os trabalhos não destruam itens importantes que podem estar enterrados na área.

Os diretores da escavação, os arqueólogos Ianir Milevski e Nimrod Getzov, se surpreenderam ao descobrir uma grande comunidade pré-histórica, com restos de casas cujas fundações foram feitas de pedra e paredes erguidas com tijolos de barro.

De acordo com Milevski, costuma-se pensar que nesse período da história humana as sociedades fossem "mais igualitárias".

"No entanto, as escavações revelaram indícios de que há 7 mil anos já havia uma pequena camada da sociedade que possuía objetos raros que a maioria da população não tinha", disse Milevski à BBC Brasil.

Objetos `De Luxo`Importados

Na escavação, foram encontrados milhares de objetos de pedra, sílex e cerâmica, mas o que chamou a atenção dos investigadores foram objetos raros e feitos de materiais que não existiam nessa região.

Entre os objetos raros, estão lâminas feitas de rocha obsidiana, cuja fonte mais próxima se encontra na Turquia e placas de pedra com desenhos próprios da cultura da Mesopotâmia (onde hoje se encontra o Iraque) e da Síria.

"Entre os objetos mais importantes que descobrimos, está uma placa de pedra com a imagem de duas avestruzes talhadas. É um trabalho simples, mas muito elegante e que nos remete à cultura da Mesopotâmia daquele período", disse Milevsky.


Placa de pedra com avestruzes talhados também foi considerada objeto primitivo "de luxo"

Também foram descobertas pequenas bacias de pedra feitas "com uma delicadeza impressionante" e, em uma delas, estavam cerca de 200 contas de colar - pretas, brancas e vermelhas.

O arqueólogo explicou que, como a comunidade era de um período anterior à descoberta do metal, a fabricação de objetos "tão delicados" era especialmente complexa e só uma elite poderia possuir objetos de tão difícil fabricação.

"Para fazer o buraco nas contas do colar era necessária uma furadeira de poucos milímetros. Trata-se de uma técnica muito sofisticada para o período que estamos pesquisando", acrescentou Milevski.

fonte: BBC

Ossadas humanas a descoberto em Castro de Avelãs, Portugal


Ossadas humanas e vestígios de edifícios estão agora a descoberto em Castro de Avelãs, no concelho de Bragança.

Estes achados são fruto das escavações arqueológicas que estão a decorrer há três meses. Neste momento já é possível ver uma vasta área de necrópole, no lugar da Torre Velha.

A responsável pelas escavações, Clara André, diz que “estes achados vêm confirmar a importância do local” onde estão a ser feitas as escavações. 

“Encontramos uma extensa área de necrópole, com uma intensa ocupação, restos e vestígios de alguns edifícios, e um conjunto significativo de objetos associados ao quotidiano de quem aqui viveu e morreu”, explicou.

A arqueóloga, Sofia Tereso, conta que os achados já têm alguns séculos de existência, mas a cronologia exata só poderá saber-se depois de serem feitas análises em laboratório. 

“Vão ser feitas análises químicas aos ossos, já que estes enterramentos não têm materiais associados que nos disponibilizam datações”, revelou. 

Daniela Simões é aluna de Arqueologia e foi a primeira vez que descobriu ossadas humanas. Uma experiência importante para o percurso como arqueóloga. 

“Achar o primeiro esqueleto inteiro e ter a possibilidade de o levantar de ver como é que são as condições é logo um sentimento de alegria”, afirmou a estudante. Até agora foram feitas quatro sondagens e descobertas 19 ossadas humanas.


Baleia Migaloo, uma jubarte albina, é avistada na Austrália


Baleias albinas são raras - acredita-se que Migaloo seja a única jubarte adulta com a condição.

Na migração anual das baleias jubarte, investigadores avistaram a única baleia jubarte albina conhecida: o macho Migaloo (apelido que, na língua aborígene, significa 'Sujeito Branco').

A primeira vez que o animal foi avistado foi em 1991, quando ainda era considerado um filhote. Hoje, estima-se que tenha pouco mais de 20 anos, o que significa que, se tudo der certo, ele ainda estará por aí durante muitas décadas, podendo chegar aos 90 anos.

Os machos jubarte, como Migaloo, chegam a viajar 140 km por dia na migração que fazem para a Antártica todos os anos.

Investigadores já avisaram aos cidadãos de Cape Byron, onde Migaloo se encontra no momento, para manterem-se afastados. Muito barulho e movimento pode assustar as baleias e fazer com que elas percam a energia de que precisam para completar a migração.

fonte: Galileu

Disco voador na cidade




Prédio de exposições na Holanda é réplica perfeita de uma nave espacial.

A curiosidade do homem pelo Universo e seres extraterrestres vem de longa data. São livros, séries de TV, histórias em quadradinhos, lendas... Por que não prédios? 

Um dos marcos da cidade de Eindhoven, na Holanda, o Evoluon é exatamente isso: um edifício que é uma réplica perfeita de um disco voador.

Com 77 metros de diâmetro, a enorme nave de concreto foi construída em meados dos anos 1960 para comemorar os 75 anos da Philips. 

Além do design ambicioso e de ser referência turística na cidade, o prédio ficou famoso por abrigar exposições, eventos e conferências da marca, em especial sobre ciência e tecnologia. 

Com o tempo, o Evoluon deixou de ser exclusivo da empresa para se tornar um bem da cidade de Eindhoven. 

Seu tamanho privilegiado tem capacidade para grandes eventos, transformando-o num centro de conferências multifunção até os dias de hoje. 

Eventos e mostras de temas como sustentabilidade, energia alternativa e redução de lixo dominam a agenda. 


Estudo sugere que cérebro feminino apresenta ADN masculino


Um estudo realizado no Centro de Pesquisas de Câncer Fred Hutchinson, nos Estados Unidos, sugere que o ADN masculino pode ser facilmente encontrado em cérebros femininos, mais comumente derivados de uma gravidez na qual o feto é do sexo masculino. 

Enquanto implicações médicas do ADN e células masculinas no cérebro são desconhecidas, estudos de outros tipos de microquimerismo - quando a mãe abriga material genético e células que foram trocados com o feto durante a gravidez - ligaram o fenómeno a doenças autoimunes e cancro, algumas vezes para o bem, outras para o mal.

William F. N. Chan, do Departamento de Bioquímica da Universidade de Alberta, que conduziu a pesquisa, afirma que o estudo é a primeira descrição de microquimerismo masculino no cérebro humano feminino. 

Os resultados apoiam a ideia de que células fetais frequentemente cruzam a barreira entre cérebro e sangue e que o microquimerismo cerebral é relativamente comum. Até então, investigadores não sabiam explicar se essas células poderiam atravessar tal barreira em humanos. 

Para o estudo, cientistas examinaram amostras de autópsias cerebrais de 59 mulheres que morreram com idade entre 32 e 101 anos. 

O microquimerismo masculino foi detectado em 63% dos casos, distribuído em múltiplas regiões cerebrais e descobriu-se que ele foi potencialmente persistente durante todo o tempo de vida. A mulher mais velha que teve ADN fetal masculino encontrado no cérebro tinha 94 anos. 

Das mulheres estudadas, 26 não tiveram doenças neurológicas e 33 sofriam do mal Alzheimer. O cérebro de cada mulher com essa condição apresentou uma prevalência mais baixa de microquimerismo masculino, que apareceu em concentrações menores em regiões afetadas pela doença. 

Contudo, os investigadores perceberam que o pequeno número de corpos estudados que tiveram histórico de gravidez desconhecida não tem uma conexão entre Alzheimer e o nível de células masculinas de origem fetal estabelecida. 

A pesquisa também não ofereceu uma associação entre microquimerismo masculino no cérebro feminino e um relativo entre saúde e doença. "A significância biológica de abrigar ADN e células masculinas no cérebro humano exige investigações mais profundas", afirmou Chan.

Outros estudos de microquimerismo masculino em mulheres, porém, encontraram chances de desenvolver tipos de cancro e doenças autoimunes. 

Em algumas condições, como o cancro de mama, acredita-se que as células fetais originadas podem oferecer proteção à mulher. Em outros tipos, como o cancro no cólon, elas foram associadas com um risco de crescimento do tumor. 

fonte: Terra

Esculturas de bronze de 7 mil anos de idade são encontradas na Sérvia


Figura feminina sem cabeça e pedaços de madeira e pedra (dir.) são achados (Foto: Marko Djurica/Reuters)

Nas imagens acima, aparece à esquerda uma figura feminina sem cabeça e, à direita, pedaços de metal e pedra encontrados no sítio

Peças foram descobertas no sítio arqueológico de Plocnik, no sul do país. Manuseio de cobre e outros metais nos Bálcãs ocorreu antes do previsto.

Esculturas de bronze de 7 mil anos foram achadas no sítio arqueológico de Plocnik, no sul da Sérvia, a cerca de 300 km da capital Belgrado.

Os objetos pertencem a um povoado que viveu na região dos Bálcãs durante o período Neolítico, por volta de 5300 a.C.

Abaixo, aparecem uma figura feminina e um machado de bronze.


Peças foram feitas por tribos que viveram nos Bálcãs por volta de 5300 a.C. (Foto: Marko Djurica/Reuters)


Sítio arqueológico de Plocnik fica no sul da Sérvia, a 300 km da capital Belgrado (Foto: Marko Djurica/Reuters)

Segundo os arqueólogos, as descobertas indicam que essas tribos já processavam bronze, cobre e outros metais antes do que havia sido previsto.

fonte: G1

Aranhas 'decoram' teias para apanhar mais presas, diz estudo



O formato de círculos concêntricos usado por algumas aranhas na construção de suas teias pode ajudar a atrair mais presas, indica um estudo da Universidade de Incheon, na Coreia do Sul.

A função do formato, uma complexa rede orbital, tem motivado debates entre a comunidade científica há muito tempo.

Estudos prévios já sugeriam que tais teias poderiam servir para espantar pássaros, enviar mensagens sobre acasalamento, proporcionar sombras do sol ou até para camuflagem. 

Mas, agora, cientistas sul-coreanos sugerem que a função primordial seria atrair mais insetos. Isso porque, ao refletir mais raios ultravioleta, a teia atrai insetos sensíveis a esses raios.

A pesquisa publicada no periódico científico Journal of Behavioral Ecology and Sociobology utilizou aranhas-vespas (Argiope bruennichi), uma espécie comumente encontrada em toda a Europa, no norte da África e em partes da Ásia, e conhecida pelo abdómen das fêmeas, que é decorado com listas. 

Teias

Durante a construção das teias, as aranhas fazem padrões em zigue-zague a partir do centro. Criados com uma seda branca especial, esses padrões refletem muito mais raios ultravioleta do que outras partes da teia.

Os cientistas questionaram por que os animais produziriam uma teia circular, numa aparente "armadilha disfarçada", para "decorar" a teia em volta da parte que realmente teria função útil.

Para testar os efeitos dessa decoração, que usa uma seda conhecida comostabilimentum, os investigadores compararam as teias decoradas e outras sem adornos. 

"A stabilimentum é uma estrutura de seda branca que reflete mais luz ultravioleta do que qualquer outra seda de aranhas", diz o cientista Kim Kil-Won, da Universidade de Incheon, que lidera o estudo. 

A equipa chegou a conclusões sobre a potencial serventia dos enfeites e encontrou uma ligação entre eles e o sucesso de caça das aranhas.

"Os efeitos da stabilimentum sobre o sucesso da caça parecem dever-se ao aumento da capacidade de interceptar insetos polinizadores sensíveis aos raios ultravioleta", diz Kim. 

De acordo com seu estudo, as teias adornadas conseguem atrair o dobro dos insetos em relação àquelas que não os possuem.

Kim explica que os insetos polinizadores encontrados nas teias possuem maior sensibilidade aos raios UV. Entre eles estão, por exemplo, 20 famílias diferentes de moscas, vespas, cigarras e borboletas.

"Nossos resultados mostraram que a aranha que tece teias orbitais decora sua teia para atrair as presas que reconhecem raios ultravioleta. A função original provavelmente não era atrair presas, mas atualmente o animal se usa dessa habilidade", disse o cientista à BBC Brasil.

Ultravileta

Estudos anteriores mostraram que esses insetos são atraídos por flores com alta capacidade de refletir a luz ultravioleta e que os padrões das teias que têm efeito semelhante se aproveitam dessa predisposição.

"Acreditamos que, ao decorar a teia com um stabilimentum, as aranhas usam uma predisposição da presa com relação a superfícies que refletem UV", diz o líder do estudo. Entretanto, o cientista acrescenta que os resultados não invalidam as pesquisas anteriores.

"Provavelmente o stabilimentum estabiliza e fortalece mecanicamente a teia orbital. Essa propriedade ajudaria a manter as presas maiores na teia", diz. 

Ele sugere que a adaptação poderia ser usada de formas diferentes por diversas espécies de aranhas que tecem teias circulares, mas que é necessário conduzir mais pesquisas sobre a função original desse formato.

"A origem evolutiva dessa característica pode ter que ser separada de seu papel contemporâneo", diz Kim.

fonte: BBC

Animais mutilados na zona rural de Santo Domingo, Argentina


Três bezerros foram atacados por algo que ainda não foi identificado, um morto, outro sacrificado e um ainda com vida. Além disso, pelo tipo de corte efetuado, é um verdadeiro mistério. 

Neste sentido, o Dr. Jorge Tevez, Médico Veterinário com muitos anos de profissão e conhecido do lugar, atuou verificando os animais e disse ao jornal El Litoral que os produtores não devem alarmar-se, e também não fantasiar. 

“Estou seguro que os cortes efetuados nos bezerros não foram feitos por mãos humanas, nem por nenhum animal, pelo menos dos que conhecemos. Como se pode ver nas fotos o corte está detrás, no cangote, na parte superior em forma circular”, disse o profissional. 

Tevez destacou que há muitas coisas que chamam a atenção, por exemplo, que “não se derramou nenhuma gota de sangue no lugar e não se encontrou o couro, o corte é tão perfeito, que si tivesse que dar um exemplo, seria como passar o dedo no entorno de um prato sujo”.

Por outro lado, o veterinário descartou o ataque de pumas, “uma é que o felino ao comer, arranca a carne, a outra é que o curral está muito perto da casa e se um puma entrasse e atacasse no curral, os demais bezerros se espantariam e isto não ocorreu”.

Nas últimas noites, o lugar foi iluminado e se colocou um guarda, mas não houve resultados. “Estamos na presença de algo estranho, e o que posso dizer é que em toda minha trajetória de veterinário, jamais vi algo igual”, disse o veterinário.

fonte: El Litoral

Ke$ha acredita ter tido relações sexuais com um fantasma


Ocorrido serviu de inspiração para a música “Supernatural”, presente no próximo álbum da cantora.

Nas vésperas de colocar o álbum Warrior, a desinibida Ke$ha afirmou em entrevista à rádio KISS FM que a inspiração para a canção “Supernatural” veio após ter mantido relações sexuais com um fantasma.

“[A música] é sobre experiências com o sobrenatural”, explicou ela, como repercutiu o site do tabloide musical inglês NME. “Mas numa maneira sexy. Eu tive algumas experiências com o sobrenatural. Eu não sei o nome dele! Ele era um fantasma! Sou bastante aberta a isso.”

Na canção, cujo trecho de pouco mais de 30 segundos já pode ser encontrado na rede, ela canta: “When you take my body to the stars / I leave it / Boy, this body is supernatural / Can you feel it?” (“quando você leva meu corpo para as estrelas / Eu deixo / Garoto, esse corpo é sobrenatural / Você consegue sentir?”).


Espuma marinha invade cidade na Escócia




O mau tempo em Aberdeen, na Escócia, causou uma onda enorme de espuma marinha que invadiu a costa da cidade. Nas imagens feitas por moradores do vilarejo Footdee, é possível ver prédios e carros tomados pela espuma que é formada pela mistura de água e areia. Segundo testemunha entrevistada pela imprensa local, "esta é a pior tempestade em 33 anos."

fonte: IG

Cientistas descobrem rato que pode regenerar tecidos danificados



Uma equipa de cientistas da Universidade da Flórida descobriu um tipo de rato africano que pode regenerar os tecidos danificados num ferimento, o que pode levar a novas pesquisas na medicina regenerativa, informou nesta quinta-feira a instituição de ensino.

Segundo um estudo dirigido pelo biólogo da Universidade da Flórida Ashley W. Seifert, cujos resultados também foram publicados hoje na revista científica "Nature", o rato africano pode regenerar tecidos do corpo danificados após um ferimento.

O pequeno mamífero africano "parece que pode regenerar o tecido da orelha da mesma forma que uma salamandra consegue regenerar uma extremidade perdida pelo ataque de um predador", afirmou Seifert em comunicado.

"A pele, os folículos capilares e a cartilagem, tudo se regenera", disse o investigador, destacando que o mesmo não acontece com outros mamíferos, nos quais o "tecido de uma cicatriz se forma para preencher um ferimento".

Além disso, este tipo de rato também consegue regenerar o tecido de outras partes do corpo após sofrer um ferimento, mas de uma maneira menos eficiente que os tecidos da orelha. "Ele consegue regenerar os folículos capilares e a pele, mas os músculos abaixo da pele não se regeneram", explicou.

No entanto, esta descoberta "pode representar um novo modelo para a cura e a regeneração dos tecidos de seres humanos", acrescentou o cientista.

Seifert estava estudando a cura sem cicatrizes em animais anfíbios quando um colega lhe disse que um pequeno roedor africano parecia ter um mecanismo de defesa que podia "amputar uma parte do próprio corpo para escapar dos predadores".

Este mecanismo de "autonomia" já é conhecido em "lagartixas e salamandras", mas é muito raro nos mamíferos e até agora vimos apenas uns alguns roedores que podem se desfazer das caudas", detalhou em comunicado.

O que realmente chamou a atenção de Seifert foi a capacidade de cura dos ferimentos no rato africano, após submeter o pequeno roedor a uma biópsia realizada através de uma perfuração nas orelhas.

"Os resultados foram assombrosos", destacou o cientista da Universidade da Flórida, que destacou o facto de a biópsia mostrar que os "diversos tecidos do ouvido voltavam a crescer mediante a formação de estruturas de tipo blastema", o mesmo processo biológico que um salamandra utiliza para regenerar uma extremidade decepada. 

fonte: Terra

Cientistas recriam ancestrais de baratas com 300 milhões de anos




A última vez que estes animais andaram pela Terra foi há 305 milhões de anos, mas os cientistas conseguiram recriar a forma de dois insetos que são ancestrais das baratas que conhecemos hoje em dia.

Os investigadores da Universidade Manchester não tiveram muito de onde começar além de pequenos orifícios deixados numa rocha pelos corpos em decomposição dos insetos, mas ao examinar os "fósseis" em uma tomografia computadorizada - junto a 3 mil exames de raios-X - eles foram capazes de reproduzir os insetos nos mínimos detalhes. As informações são do site do Daily Mail.

A equipa, liderada por Russell Garwood, pôde aprender sobre a biologia, estilo de vida e dieta dos dois há muito extintos insetos - um dos quais desenvolveu espinhos afiados para escapar dos predadores.

Ambos fazem parte do grupo Polyneoptera, que inclui baratas, louva-deus, grilos, gafanhotos e tesourinhas. Porém, analisar a relação exata entre os insetos será difícil para os investigadores, pois eles mudam radicalmente de aparência conforme se desenvolvem.

Um dos insetos reconstruídos pelos cientistas é caracterizado por um grande número de espinhos afiados. Ele pertence a nova espécie e género, que não existem atualmente. O outro é um predecessor inicial de um dos grandes sobreviventes do mundo dos insetos: a barata.

Ele é um dos exemplos melhor preservados dessa época já vistos pelos paleontologistas. Os investigadores suspeitam, pelo bom estado de conservação de suas peças bucais, que ele sobrevivia comendo restos apodrecidos no chão da floresta.

Ao colocar os fósseis no scanner de tomografia computadorizada e ao fazer exames de raios-X em diversos ângulos diferentes, os cientistas foram capazes de criar 2 mil "fatias" mostrando o fóssil em secção transversal. Desses pedaços, a equipe pode criar reconstruções em 3D.

"A mudança mais drástica é vista em insetos como borboletas, que mudam de uma larva, para uma crisálida, e então para um adulto. Mas poucas pessoas, relativamente, olham para os fósseis e tentam descobrir como o ciclo de sua vida pode ter evoluído. Nós esperamos que um trabalho como esse permita que compreendamos melhor a biologia e desenvolvimento destes antigos insetos, e como grandes inovações podem ter surgido", diz Garwood.

"Por volta desta época, um grande número de "anfíbios" antigos eram insetívoros. A criatura espinhosa era um tipo de 'pato sentado', como não podia voar, os espinhos provavelmente o faziam menos palatável. É bizarro, muito diferente de outros membros de Polyneoptera que estão vivos hoje. A ninfa barata é parecida com as baratas atuais", acrescenta, afirmando que este estudo é apenas o primeiro passo e que passará os próximos anos olhando para outros fósseis de insetos para concluí-lo. 

fonte: Terra

Caixões de pedra de mil anos são encontrados em região das Filipinas








Sítio arqueológico foi descoberto no meio da floresta na região de Mulanay. Segundo investigadores, local já foi saqueado algumas vezes.

Arqueólogos encontraram na cidade de Mulanay, nas Filipinas, um cemitério com mais de mil anos de idade encravado na floresta tropical.

De acordo com a agência de notícias "France Presse", o sítio arqueológico continha vários caixões feitos com pedra calcária, que mediam cerca de seis metros de comprimento.

O anúncio sobre a descoberta do sítio foi feito há uma semana, mas nesta quinta-feira (27) foram divulgadas imagens do local.

Funcionários do governo local conseguiram encontrar restos mortais dentro dos túmulos, como mandíbulas e outras partes de ossos.

Entretanto, os investigadores afirmam que o local já passou por diversos saques de artefactos valiosos, que teriam sido roubados há muito tempo por "caçadores de tesouros".

fonte: G1

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