sábado, 30 de novembro de 2013

Duas novas missões espaciais europeias para estudar a física fundamental do Universo


Visão artística de uma galáxia que lança jactos de matéria sob o efeito do seu buraco negro central ESA / AOES MEDIALAB

Um dos observatórios espaciais agora anunciados, cujo lançamento está previsto para 2034, irá à procura das ondas gravitacionais, previstas por Einstein mas nunca observadas.

A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou na quinta-feira duas novas missões de grande dimensão no âmbito do seu programaVisão Cósmica de exploração do Universo.

Uma delas, que deverá ser lançada em 2028, irá estudar os objectos celestes mais quentes e energéticos do cosmo para tentar responder a duas perguntas, salienta a ESA em comunicado: “Como e por que é que a matéria ordinária se condensa em galáxias e nos aglomerados galácticos que podemos observar hoje? Como é que os buracos negros crescem e influenciam o seu entorno?”

A outra missão agora anunciada será um observatório espacial destinado a detectar as “ondas, conhecidas como ondas gravitacionais, produzidas na própria trama do espaço-tempo pelos objectos celestes com uma gravidade extremamente forte”, tal como os pares de buracos negros que se fundem um com o outro, anunciou em paralelo um comunicado do Imperial College de Londres (ICL). O ICL é uma das dez instituições europeias que participam neste projecto, à qual se juntam os EUA e a Austrália.

As ondas gravitacionais foram previstas pela Teoria da Relatividade Geral de Einstein mas nunca foram observadas até aqui, uma vez que não emitem luz nem possuem uma “assinatura” electromagnética, explica o mesmo documento.

Esta segunda missão “implicará o desenvolvimento de (…) um ‘gravitómetro’ de extrema precisão, um ambicioso empreendimento que irá empurrar os limites da tecnologia actual”, acrescenta a ESA.

O programa Visão Cósmica inclui ainda uma outra grande missão, anteriormente anunciada e destinada à observação em grande pormenor do planeta Júpiter e de três das suas maiores luas: Ganimedes, Calisto e Europa, lê-se no site da ESA. Prevista para ser lançada em 2022, deverá chegar ao gigante gasoso do nosso sistema solar em 2030.

fonte: Público

Pequeno fragmento reacende esperança de que cometa ISON tenha sobrevivido ao sol



Todos os sinais apontavam para que o cometa se estava a desintegrar. Pequena partícula mostra que talvez haja uma parte que tenha sobrevivido às temperaturas mas não é suficiente para o espectáculo de brilho que se ansiava.

Cientistas e apaixonados pelo espaço há mais de um ano que seguiam o cometa ISON, desde que foi descoberto, esperando que sobrevivesse quando na quinta-feira passou rente ao sol. Os primeiros os sinais apontavam para que se estava a desintegrar e fizeram cair as esperanças de um espectáculo de brilho a olho nu visível a partir da terra. Mas novas imagens de um pequeno fragmento reacenderam a esperança de que, afinal, mesmo sem o brilho ansiado, o C/2012 S1 (nome oficial), ou pelo menos parte dele, pode ter resistido.

O pequeno agregado de gelo e poeiras foi descoberto a 21 de Setembro de 2012, pelos astrofísicos russos Vitali Nevski e Artyom Novichonok. O nome informal foi dado a este cometa por ter sido descoberto por uma equipa que pertencia à Rede Óptica Científica Internacional, com sede na Rússia (ISON, sigla em inglês).

Desde então, calculou-se a sua órbita, estimou-se o seu tamanho e especulou-se muito sobre o espectáculo que iria originar no céu, como explicou ao PÚBLICO o director do Observatório Astronómico de Lisboa e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Rui Agostinho, num trabalho publicado quarta-feira. Contudo, a própria NASA na segunda-feira alertava que o cometa estava a emitir cada vez menos gases e a produzir mais pó – um sinal de desintegração.

Perante a crónica de uma morte anunciada as espectativas eram já poucas, mesmo em relação aos fragmentos. Os primeiros sinais indicavam que nada tinha sido avistado pelos telescópios após a passagem pelo sol. Porém, diz a BBC, novos dados avançados pelos cientistas e algumas imagens mostram algumas partículas cintilantes que se crêem pertencer ao cometa ISON.

Mesmo assim os astrónomos são cautelosos. Dizem que nas próximas horas ainda tudo pode acontecer e que mesmo este pequeno rasto pode desaparecer. “Parece que pelo menos uma pequena partícula do ISON resistiu e está a libertar material. Não temos ideia do tamanho do seu núcleo, ou sequer se ainda tem um. Se ainda tiver um núcleo, mesmo assim é muito cedo para dizer quanto tempo sobreviverá”, escreveu Karl Banttam, da equipa da NASA, num blogue da organização dedicado à observação do cometa.

A Agência Espacial Europeia, que foi das primeiras a declarar o óbito antecipado do cometa, também teve de rever a sua posição e já adiantou que talvez uma pequena parte do núcleo tenha afinal ficado intacta.

O problema é que o núcleo de um cometa é uma amálgama de gelo e poeira, não muito consolidada, que normalmente não tem mais do que alguns quilómetros de diâmetro. As partículas desta poeira raramente atingem a proporção de grãos de areia, pois costumam ser tão pequenas como as partículas libertadas no fumo do tabaco. São feitas de silicatos, o material que resta da nébula original do sistema solar, que ficou aprisionado nestes pedaços de gelo.

Com a aproximação ao sol e o aumento da temperatura, o cometa foi dando sinais de sublimação do gelo, que criou uma nuvem em volta do núcleo chamada cabeleira e que é o que torna por vezes possível a observação dos cometas. A cauda resulta da interacção com a luz solar que “empurra” para longe a poeira.

Um adeus de 400 mil anos

Mesmo assim, independentemente do que restou, certo é que o espectáculo de brilho que também seria visível em Portugal está cancelado. No programa perfeito inicial, ao princípio, vistos a partir da Terra, o cometa e o Sol estrariam demasiado próximos para se distinguirem. Mas de dia para dia, o ISON ficaria cada vez mais distante do Sol, melhorando as observações. O melhor período para o ver cometa seria durante a primeira quinzena de Dezembro. A 26 de Dezembro, passaria mais perto da Terra, sem qualquer perigo de colisão.

De todas as formas, o que quer que aconteça com as partículas, nunca mais o veremos de novo – ou pelo menos não viveremos tempo suficiente para isso, já que tem uma órbita que demora milhares de anos a cumprir. No caso de ISON, o seu período orbital terrestre é de quase 401 mil anos (400.903, para se ser mais exacto).

fonte: Público

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A galáxia mais luminosa no universo mais perto da Terra


Uma equipa internacional de astrónomos, incluindo o português José Afonso, descobriu a galáxia mais luminosa no universo mais próximo da Terra, com um brilho superior a 10 biliões de estrelas como o Sol, informou hoje a Universidade de Lisboa.

A galáxia (grande conjunto de estrelas) situa-se a dois mil milhões de anos-luz da Terra, no chamado Universo Local.

Em declarações à agência Lusa, o diretor do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa (CAAUL), José Afonso, adiantou que o próximo passo da investigação será perceber de que forma se formou a grande luminosidade da galáxia, que estará associada a "uma formação de estrelas explosiva" e à atividade que rodeia um "buraco negro gigantesco" central, que, "ao engolir material", fá-lo "brilhar de forma muito intensa".

A descoberta, explicou, é inédita e interessante porque as galáxias com enorme luminosidade são mais comuns no universo distante, a seis ou sete mil milhões anos-luz da Terra.

O cálculo da luminosidade da galáxia IRAS 08572+3915, conhecida há 30 anos, foi feito pela equipa de astrónomos a partir de uma análise detalhada de novas observações, realizadas com o Telescópio Espacial Herschel, da ESA, e com o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA.

O grupo de 19 cientistas, liderado por Andreas Efstathiou, da Universidade Europeia de Chipre, propõe-se estudar a origem da luminosidade da galáxia com um instrumento mais potente, o ALMA, o maior radiotelescópio do mundo.


Encontrado local dos Jardins Suspensos da Babilónia





Stephanie Dalley, da Universidade de Oxford



Nabucodonosor


Senaqueribe

Até agora não tinha sido possível localizar o sítio, por falta de provas arqueológicas e documentos fidedignos.

A investigadora britânica Stephanie Dalley, da Universidade de Oxford, acredita ter descoberto o local exato onde há 2600 anos terão florescido os Jardins Suspensos da Babilónia. Segundo a académica, eles localizar-se-iam onde é hoje a região central do Iraque, perto de Mosul, um sítio que atualmente é tudo menos seguro.

Considerados pelos gregos da Antiguidade Clássica como uma das Sete Maravilhas do Mundo, a par de outras como as pirâmides de Gizé, no Egipto, o Colosso de Rodes, na Grécia, ou o Farol de Alexandria, os Jardins nunca puderam ser localizados ao certo. O facto é que deles não restaram documentos arqueológicos, nem indicações concretas em textos fidedignos, havendo inclusivamente autores que consideram que eles poderão até nunca ter existido. Não é isso que pensa Stephanie Dalley e por isso foi à procura deles.Ao fim de 20 anos, diz ter encontrado o sítio onde se ergueram.


Buda nasceu há mais de 2500 anos, indicam novos achados arqueológicos






Arqueólogos descobriram o santuário budista mais antigo, no local onde se pensa que Buda terá nascido, no Nepal.

A localidade de Lumbini fica a meio do Nepal, já perto da fronteira com a Índia. O local histórico é o momento zero da vida de Buda. Pensa-se que foi aqui que o fundador do budismo nasceu, no meio do que seriam então florestas subtropicais, pântanos, planícies. Mas discute-se quando é que se deu esse marco basilar desta religião oriental. As datas que os historiadores lançam para a morte de Buda têm um grande intervalo, indo desde há cerca de 2290 anos (ano 290 a.C.) até há cerca de 4420 anos (2420 a.C.). Mas novos achados arqueológicos do que terá sido um santuário com arquitectura budista em Lumbini, com mais 300 anos do que os vestígios mais antigos conhecidos até agora, determinam que o seu nascimento tenha sido, pelo menos, há mais de 2500 (500 a.C.).

Estes resultados sobre a figura histórica de Buda e o início da religião a que deu origem foram publicados na revista Antiquity, nesta segunda-feira.

Há cerca de 500 milhões de budistas em todo o mundo, naquela que será a terceira maior religião. Para eles, Lumbini é um dos quatro locais sagrados relacionados com a vida de Buda – os três outros estão associados ao momento da auto-revelação de Buda (em Bodh Gaia, no Nordeste da Índia), ao seu primeiro discurso (Sarnath, no Norte da Índia) e, finalmente, ao local onde morreu com 80 anos e onde se proclama que tenha ascendido ao nirvana (Kusinara, no Norte da Índia).

A narrativa budista explica que a Rainha Maya Devi deu à luz Siddhartha, o nome original de Buda, em Lumbini, agarrada a uma árvore e que terá morrido pouco depois do parto. Siddhartha chegou a casar-se, mas acabou por rejeitar a riqueza e os bens materiais, enveredando por um caminho de ascetismo e abnegação que quase o ia matando de fome. Mais tarde, procurou um meio-termo entre a indulgência material e a abnegação total, desenvolvendo as bases do budismo.

As suas palavras e o que defendeu acabaram por produzir uma nova religião. Lumbini tornou-se então num local de peregrinação durante séculos. Posteriormente, o local foi destruído e só em 1896 é que foi redescoberto por um arqueólogo alemão. Ao longo do século XX, foram feitas várias escavações arqueológicas que comprovaram que aquele era, de facto, o local sagrado.

Em 1997, Lumbini passou a estar na lista dos sítios que são património da humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO, na sigla em inglês) e, novamente, um ponto importante de peregrinação ao templo Devi.

No site da UNESCO sobre o local está referido que Buda nasceu em 623 a.C., portanto, já perto do final do século VII a.C. Mas as escavações feitas até agora tinham desenterrado ali um templo budista do III século a.C., associado ao Imperador Asoka, do Império Mauria, que governou aquela região asiática e teve um papel determinante em espalhar a religião budista entre os territórios que hoje são o Afeganistão e o Bangladesh. Há muitas estruturas arquitectónicas em vários pontos da Ásia associadas ao seu reinado. Assim, do ponto de vista arqueológico, as provas mais antigas do budismo são relativamente recentes.

“Sabe-se muito pouco sobre a vida de Buda, excepto por fontes textuais e pela tradição oral”, explica Robin Coningham, professor e arqueólogo da Universidade de Durham, no Reino Unido, um dos responsáveis pelo projecto arqueológico e um dos autores do trabalho. Por isso, há tanta especulação sobre a sua data de nascimento.

“Pensámos: ‘Porque não voltar a recorrer à arqueologia para tentar responder a algumas questões sobre o seu nascimento?’ Agora, pela primeira vez, temos uma sequência arqueológica em Lumbini que nos mostra um edifício que existia lá no século VI a.C.”, diz Robin Coningham, citado num comunicado da National Geographic Society, que apoiou esta investigação.

A nova estrutura descoberta fica por baixo do templo construído na altura do Imperador Asoka. É feita de madeira e tem uma arquitectura rectangular com uma disposição geográfica igual aos templos budistas mais recentes, que foram construídos por cima. Os investigadores utilizaram fragmentos de carvão e grãos de areia para determinar a idade da estrutura, utilizando técnicas de radiocarbono e técnicas ópticas de estimulação por luminescência.

No meio da estrutura, há um espaço aberto onde se descobriram raízes de árvores. A equipa de cientistas pensa que cresceram ali árvores que são muito usadas nos templos como símbolo do nascimento de Buda. “A sequência (dos restos arqueológicos) de Lumbini é um microcosmo para o desenvolvimento do budismo, que passou de um culto localizado para uma religião global”, lê-se no artigo.

fonte: Público

Bloco de gelo gigante cai do céu e destrói carro



Parece caído do nada o enorme bloco de gelo que caiu sobre um jipe que circulava numa movimentada rua da cidade de Harbin, no nordeste da China. O impacto foi tal que o aibag disparou.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, não se registaram ferimentos no condutor do jipe Range Rover. No entanto, este não deve ter ganho para o susto quando, na sexta-feira, a viatura foi atingida por este gigante bloco de gelo caído do céu.

O impacto foi de tal forma grande que o airbag disparou. Nenhum dos peões que circulava na rua foi atingido.

As imagens, captadas pelas câmaras de videovigilância, mostram o bloco de gelo a cair, supõe-se que do telhado de um dos edifícios da rua.

Harbin é conhecida como "cidade do gelo", devido às baixas temperaturas que ali se sentem.


sábado, 23 de novembro de 2013

O mercado de vudu





Há caveiras de macacos, patas de tigres e chifres de antílopes. Conheça o maior mercado vudu do mundo

O mercado de Akodessewa, em Lomé, capital do Togo, é o mais visitado pelos curandeiros de vudu de África. Ali encontram tudo o que necessitam para realizar os rituais que, segundo a sua crença, resolvem todos os tipos de problemas: saúde, financeiros ou amorosos. 

O vudu é a religião com mais praticantes no Togo, Nigéria e Gana e são muitos os populares que se deslocam ao mercado há procura de soluções. Os curandeiros locais ouvem os problemas, evocam os espíritos com pedaços de animais mortos que moem e queimam.

O pó preto que resulta do ritual é depois esfregado em três feridas que são abertas com uma faca pelo curandeiro no peito ou costas do cliente.

Os curandeiros usam chifres de gazelas, patas de tigres ou cabeças de macaco dependendo do mal apresentado pelo cliente. Mas também há talismãs, como bonecas de madeira cravejadas de pregos. Os preços variam: são os espíritos que revelam o preço do tratamento aos curandeiros.

fonte: Sábado

5 curiosidades sobre o assassinato de Kennedy


Há cinquenta anos que o presidente americano foi morto em Dallas, EUA. E o seu assassino morreu dois dias depois

Já passou meio século: foi no dia 22 de Novembro de 1963 que os Estados Unidos da América ficaram chocados com o assassínio do seu presidente, John Fitzgerald Kennedy, em Dallas. 

Na limusina presidencial, seguiam o presidente, a primeira-dama Jacqueline Kennedy, o governador do Texas John Connally e a sua mulher Nellie. Face à recepção calorosa da multidão na praça Dealey, Nellie Connally dirigiu-se a JFK e comentou: “Senhor presidente, não pode dizer que Dallas não gosta de si”.

Momentos depois, soavam os disparos de Lee Harvey Oswald, que atingiram Kennedy no pescoço e na cabeça. No mesmo dia, dois seguranças do presidente foram feridos, bem como o governador Connally. Mas sabia que o assassino de Kennedy morreu dois dias depois? E que Oswald já tinha tentado matar um inimigo do presidente? Esta lista é da 'CNN'.


Lee Harvey Oswald não foi preso devido ao assassinato de JFK

O assassino de Kennedy foi detido por ter atingido fatalmente um agente da polícia, J. D. Tippit. O tiro foi disparado 45 minutos depois do presidente ter sido alvejado, enquanto Oswald tentava fugir. Mais tarde, Oswald negou ter morto tanto Kennedy como Tippit. 

Oswald morreu dois dias depois da morte de Kennedy. Quando estava a ser transferido para a prisão, foi baleado mortalmente por Jack Ruby, que era gerente de clubes nocturnos. Os disparos ocorreram quando a polícia levava Oswald até ao carro que o transportaria para a cadeia. Ruby surgiu entre uma multidão de jornalistas que registavam a prisão do assassino do presidente. Esta imagem retrata o momento em que Oswald é alvejado no abdómen. 

Jack Ruby disse a várias testemunhas que tinha ajudado a cidade de Dallas “a redimir-se” do que tinha acontecido. Já em 1965, um ano depois da condenação, ele deu uma versão diferente. Afirmou que “o mundo nunca conhecerá os verdadeiros factos do que aconteceu, os meus motivos”. Ele seria condenado à pena de morte, mas faleceu antes devido a um cancro no pulmão.


Matar o presidente não era considerado crime

Apesar disso, antes de John Fitzgerald Kennedy, já outros 3 presidentes dos Estados Unidos da América tinham sido assassinados. 

O primeiro foi Abraham Lincoln (à esquerda), em 1865. Ele tinha sido eleito 4 anos antes e foi morto no teatro Ford, por John Wilkes Booth. 

James Garfield (no meio da imagem) foi presidente do país em 1881. Foi a vigésima pessoa no cargo e morreu depois de ter sido atingido pelos disparos de Charles J. Guiteau a caminho de uma visita à sua universidade, a Williams College, em Williamstown, no dia 2 de Julho de 1881.

O presidente William McKinley (à direita) morreu no dia 14 de Setembro de 1901. Alguns dias antes, tinha sido alvejado por Leon Czolgosz. 

Só dois anos depois da morte de Kennedy é que foi constituído o crime de matar ou de tentar agredir um presidente dos EUA, a nível federal. 


Os canais de televisão suspenderam a programação durante quatro dias 

Foi a CBS – Columbia Broadcasting System (Sistema de Radiodifusão de Columbia) o primeiro canal de televisão a transmitir o noticiário sobre o assassinato de Kennedy. Eram 12h40, nos EUA, e em Lisboa, os relógios marcavam as 18h40. 

A partir daí, os três canais que existiam na altura, a CBS, a NBC (National Broadcasting Company, ou Empresa de Radiodifusão Nacional) e a ABC (American Broadcasting Company, que significa Empresa de Radiodifusão Americana), pararam os seus programas durante 4 dias. Só transmitiam as informações sobre a morte do presidente, o que tornou a morte de Kennedy a notícia com maior cobertura ininterrupta até aos ataques do 11 de Setembro. 

Nesta imagem, o fotógrafo da CBS Tom Craven (ao centro) e o fotógrafo da Casa Branca Tom Atkins (à direita) tiram fotografias à praça Dealey momentos depois dos disparos, enquanto Bill e Gayle Newman (à esquerda), testemunhas do acontecimento, protegem-se a si e aos filho deitando-se no chão.


O presidente Lyndon Johnson fez o juramento perante uma mulher

O juramento do presidente dos Estados Unidos é obrigatório e está incluído na Constituição do país, sendo feito antes de este entrar em funções. Horas depois do assassinato, o vice-presidente Lyndon Johnson fez o juramento sobre a Bíblia a bordo do Air Force One, o avião oficial do presidente dos EUA. 

Foi a primeira vez que o juramento do presidente dos EUA foi feito a uma mulher, a juíza federal Sarah Hughes. Foi a única mulher a fazê-lo, de acordo com a ‘CNN’. 

Jacqueline Kennedy permaneceu ao seu lado, e o momento foi capturado numa fotografia que mostra o fato Chanel ensanguentado que a primeira-dama vestia, e que só conseguiu tirar no dia 23 de Novembro, um dia depois da morte do marido. 


Lee Harvey Oswald tinha tentado matar um inimigo de Kennedy

A Comissão Warren, que estava encarregada da investigação sobre o assassinato do presidente, descobriu que Lee Harvey Oswald (na imagem com uma espingarda e jornais que veiculavam as ideias políticas do comunismo) tentara assassinar um rival político de Kennedy, oito meses antes dos acontecimentos em Dallas. 

Esse inimigo era Edwin Walker, um antigo general do exército americano que se destacava pelas suas posições anti-comunistas. Para além disso, Walker era um forte crítico da presidência de Kennedy, sendo contra a implementação de escolas sem segregação racial no sul dos EUA. 

Oswald terá tentado alvejar o general quando este estava dentro de casa. Walker sofreu apenas pequenas lesões devido aos fragmentos de bala.

fonte: Sábado

A mais antiga adega do Médio Oriente


As vasilhas desenterradas


Pormenor das vasilhas


A adega com as vasilhas

Quatro centenas de grandes vasilhames com 3700 anos foram encontrados no sítio arqueológico de Tel Kabri, no norte de Israel

Nas ruínas de um palácio cananeu, no sítio de Tel Kabri, em, Israel, uma equipa de arqueólogos israelitas e americanos descobriu o que classificou como a mais antiga e, também, a maior adega até hoje encontrada no Médio Oriente. Os 40 vasilhames foram encontrados no que era um pequeno armazém, situado junto à grande sala de refeições do palácio.

Uma análise aos resíduos contidos nos vasilhames, revelou que eles serviram para guardar vinho. Ao todo, aqueles 40 vasilhames tinham capacidade para dois mil litros. O vinho era doce e tinha um travo a canela, hortelã e zimbro, revelaram as análises.


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

China testa primeiro avião não-tripulado de combate furtivo



O exército chinês testou o primeiro avião não-tripulado de combate furtivo, que realizou um voo de cerca de 20 minutos e aterrou sem qualquer problema aparente, no sudoeste da China, noticiou, esta sexta-feira, a imprensa oficial.

Semelhante ao "drone" militar norte-americano "Northrop Grumman X-47B", com uma asa delta, o aparelho chinês foi batizado "Lijian" ("Espada Afiada"), e pode realizar missões de vigilância e ataque à distância.

Como acontece muitas vezes na China, este batismo de voo, que decorreu na quinta-feira, foi inicialmente divulgado, através de fotografias e vídeos amadores, em blogues na Internet.

Os "media" estatais - a agência noticiosa Xinhua, a televisão CCTV, o jornal Diário do Povo - retomaram a notícia, sublinhando que as capacidades militares chinesas aproximam-se das exibidas pelas grandes nações ocidentais.

Pequim apresentou o primeiro protótipo de caça-bombardeiro furtivo no início de 2011, mais cedo do que o esperado pelos observadores, o que de certo modo veio confirmar a rápida modernização das forças armadas chinesas, de acordo com a agência noticiosa francesa AFP.

A China, com o maior exército do mundo (Exército Popular de Libertação) e um arsenal nuclear, tem o segundo maior orçamento de defesa do planeta, depois dos Estados Unidos, o que preocupa os países vizinhos e Washington.


Descoberto novo dinossauro carnívoro nos Estados Unidos


Fotografia © Jorge Gonzalez / North Carolina Museum of Natural Sciences

Paleontologos norte-americanos divulgaram hoje a descoberta de um dos maiores predadores terrestres de todos os tempos: um dinossauro carnívoro de quatro toneladas e nove metros de altura que viveu há cerca de 100 milhões de anos.

A nova espécie, designada como "Siats meekerorum" (um nome que faz referência a um monstro carnívoro da mitologia da tribo nativa americana Ute), é o segundo dinossauro da família dos Carcharodontosaurus, os dinossauros carnívoros gigantes, a ser descoberto na América do Norte.

"Este dinossauro era um predador colossal, apenas ultrapassado pelo grande Tiranossauro Rex (T-Rex) e talvez pelo Acrocanthosaurus nos registos de fósseis na América do Norte", afirmou Lindsay Zanno, do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte.

O primeiro Carcharodontosaurus norte-americano, o Acrocanthosaurus atokensis, foi descoberto em 1950.

Segundo a descrição de Lindsay Zanno e de Peter Makovicky, do Museu de História Natural de Chicago, os vestígios encontrados são de um exemplar com mais de nove metros de altura e cerca de quatro toneladas. Apesar destas dimensões imponentes, os fosséis descobertos são de um animal jovem.

Os investigadores estimam que um animal adulto desta espécie pode atingir as sete toneladas.

Na época do "reinado" dos Siats, a vegetação era abundante e a fauna era composta por dinossauros herbívoros, tartarugas, crocodilos e outros predadores, como os primeiros Tiranossauros.

Os vestígios paleontológicos agora encontrados têm aproximadamente 98 milhões de anos.

Esta nova descoberta vem preencher uma lacuna de 30 milhões de anos nos registos de fósseis de dinossauros predadores na América do Norte.


Satélites vão estudar campo magnético da Terra


Fotografia © European Space Agency

A Agência Espacial Europeia (ESA) lançou hoje três satélites, designados como "o enxame", para estudar o campo magnético da Terra, anunciou a agência espacial, que divulgou o lançamento em direto na Internet.

Os satélites, com 473 quilos cada um, foram transportados por um foguetão russo 'Rockot' lançado às 12:02 TMG (mesma hora em Lisboa) do cosmódromo de Plesetsk, noroeste da Rússia.

Um porta-voz do Ministério da Defesa russo citado pela agência Interfax referiu que a colocação em órbita dos satélites deverá acontecer cerca de uma hora e meia depois do lançamento.

Graças aos dados recolhidos pelo "enxame" - numa missão que se vai prolongar por quatros anos - os cientistas esperam aprofundar o seu conhecimento da evolução do campo magnético que protege a Terra dos ventos solares, um fenómeno complexo e ainda mal conhecido.

A fonte principal do campo magnético da Terra está situada a 3000 quilómetros sob os nossos pés, no núcleo de ferro e níquel em permanente fusão que funciona como um dínamo gigante, graças às correntes que o atravessam.


Encontrado no Sara mais antigo meteorito vindo de Marte




O meteorito NWA 7034, batizado de "Black Beauty" (beleza negra, em tradução livre para o português), foi encontrado no deserto do Sara, é o mais antigo alguma vez encontrado proveniente de Marte e pode revelar muito sobre a formação do planeta. De acordo com o estudo da 'Nature' e citado pela BBC, o "Black Beauty" contém materiais preservados de Marte com 4,4 mil milhões de anos, quando o planeta ainda estava nos seus primeiros anos.

Existem cerca de 100 meteoritos marcianos, mas a maioria tem idades compreendidas entre os 150 e os 600 milhões de anos.

O "Black Beauty", segundo os cientistas, contém entre 10 a 30 vezes mais água do que qualquer outro meteorito marciano. "Se eu fosse procurar por evidências de vida em Marte no passado, este seria o primeiro lugar onde eu iria procurar", disse Munir Humayun, professor na Universidade Estatal da Florida e coordenador do estudo, que explica que o "Black Beauty" ter-se-á formado apenas 100 milhões de anos depois da primeira poeira do sistema solar condensada.

"Este meteorito continua a revelar os seus segredos, estamos muito entusiasmados com isso", concluiu o cientista.


Ilha descoberta a a sul de Tóquio devido a vulcão

Ilha descoberta a a sul de Tóquio devido a vulcão

Ilha descoberta a a sul de Tóquio devido a vulcão

Ilha descoberta a a sul de Tóquio devido a vulcão

Ilha descoberta a a sul de Tóquio devido a vulcão

Uma pequena ilha, com 200 metros de diâmetro, foi descoberta na quarta-feira no oceano Pacífico, a cerca de mil quilómetros a sul de Tóquio, segundo imagens hoje divulgadas pelas autoridades japonesas, devido a uma intensa atividade vulcânica.

Situada a sul-sudeste da ilha vulcânica inabitada de Nishinoshima, do pequeno arquipélago Ogasawara, a ilha foi avistada pela primeira vez na quarta-feira por um avião da guarda-costeira.

É a primeira descoberta de uma ilha na região nos últimos 40 anos.

VEJA AQUI O VÍDEO DA ATIVIDADE VULCÂNICA:


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Carne embalsamada no antigo Egipto continha resina vegetal


Costeletas mumificadas com resina de Pistacia PNAS


Imagem de raio X feita de caixão com carne mumificada (Foto: Anna-Marie Kellen / Egyptian Museum / PNAS)

Quando morriam, os faraós do antigo Egipto eram mumificados, mas não iam sozinhos para a sepultura. Os animais de estimação eram também mumificados com eles. Além disso, colocava-se uma verdadeira dispensa no sepulcro, para alimentar estes monarcas durante a vida depois da morte. Pão, cereais e fruta eram desidratados para se manterem conservados, mas havia também jarras de vinho, cerveja, óleos e até carne de animais.

Conhece-se pouco como se mumificava esta carne, mas uma equipa de investigadores estudou alguns bifes e costeletas mumificados e descobriu nas costeletas a utilização de resina de uma espécie vegetal do género da Pistacia. O trabalho foi publicado esta segunda-feira na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Science.

A equipa, liderada por Richard Evershed, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, obteve amostras de carne mumificada e bálsamos do Museu Britânico, em Londres, e do Museu do Cairo, no Egipto. Depois, estudou a composição da carne dos tecidos que enfaixavam a carne.

Em duas amostras diferentes, a equipa encontrou apenas carne dissecada e um tratamento de gordura animal aplicado às ligaduras que envolvem a carne. Mas nas costeletas de bovino que se encontravam no túmulo do casal Iuia e Tuia (pais da rainha Tié), datadas entre 1386 e 1349 a.C., vindas da cidade de Tebas, que pertencem ao Museu do Cairo, a carne sofreu um tratamento mais complexo. A sepultura onde estavam estas costeletas fazia parte da colecção funerária associada aos pais da rainha Tié, mulher do faraó Amenhotep III, que teriam um grande estatuto naquele tempo.

Os investigadores identificaram neste material, com ajuda da técnica de espectrometria por massa, resina de uma espécie vegetal Pistacia. Este género, cuja árvore mais conhecida é a árvore do pistácio, tem mais espécies arbóreas mediterrânicas. Sabe-se que apenas duas espécies mediterrânicas, a Pistacia lentiscus, conhecida como aroeira ou lentisco, e a Pistacia terebinthus, a cornalheira, produzem resina suficiente para ser armazenada e utilizada. Mas os cientistas não conseguiram identificar a qual das espécies é que esta resina pertence. 

“A resina era uma mercadoria valorizada no antigo Egipto e vista como um material de luxo, porque era importada e difícil de obter. A resina da Pistacia era utilizada sempre pela realeza ou pela elite egípcia. Era usada como incenso nos templos e nos rituais funerários, na ideia de que os deuses ficavam agradados quando inalavam o fumo adocicado, e era utilizada como verniz nos caixões das elites”, escrevem os autores no artigo.

Segundo a equipa, o uso para a mumificação foi raro, por isso a presença da resina nesta carne mumificada, 600 anos antes de se encontrar o material noutro material mumificado, é “notável”. "Talvez este material tenha sido usado especificamente para a carne mumificada para lhe dar um sabor agradável", sugerem os autores no artigo.

“A nossa descoberta mostra que a sofisticação dos cerimoniais funerários estende-se não só aos tratamentos de embalsamamento aplicados aos corpos dos mortos, mas também aos alimentos, em particular às carnes, que também eram enterradas com eles”, conclui o artigo.

fonte: Público

Estação Espacial Internacional cumpre 15 anos e está pronta para continuar

Estação Espacial Internacional

A Estação Espacial Internacional, a plataforma para a colonização humana de outros planetas, cumpre 15 anos em perfeito estado e com planos de prolongar a sua existência pelo menos por mais uma década.

"Os planos iniciais eram que a estação funcionaria entre 10 a 15 anos, mas agora temos a certeza que poderemos prolongar a sua vida, pelo menos, durante outra década", assegurou à agência espanhola Efe Serguéi Gorbunov, porta-voz da agência espacial russa, Roscosmos.

Roscomos, a NASA, a Agência Espacial Europeia, que também estão a sofrer os impactos da crise económica global, e os restantes países envolvidos no projeto acordaram que a EEI funcione até 2020.

A construção da plataforma arrancou a 20 de novembro de 1998, 25 anos após do acordo alcançado por Moscovo e Washington, com o lançamento do módulo russo "Zaryá" (Aurora), a que se seguiu o norte-americano "Unity".

Os seus primeiros inquilinos foram os russos Yuri Gidzenko y Serguéi Krikaliov e o norte-americano William Shepherd, a primeira das 39 tripulações que ocuparam a estação nestes 13 anos.

Desde então, as condições de vida têm melhorado e atualmente os astronautas contam com todo o tipo de comodidades, desde ginásio a biblioteca.

O engenho espacial, que é integrado por onze módulos, além de placas solares e outros equipamentos robóticos, acolhe uma tripulação de seis pessoas de forma permanente desde 2009.

"A estação encontra-se em perfeito estado e, além disso, com as novas tecnologias, está em contínuo aperfeiçoamento, mas chegará a um momento em que se terminará com a sua construção", assegurou Gorbunov.


Catacumbas de Priscila são reabertas








Novo museu é conhecido como a 'rainha das catacumbas' da Roma cristã primitiva.

As catacumbas de Priscila, conhecidas como a "rainha das catacumbas" da Roma cristã primitiva, abriram nesta terça-feira após cinco anos de restauração e também são visitáveis na internet.

O cardeal Gianfranco Ravasi, "ministro" da Cultura do Papa e também presidente da PCAS (Comissão Pontifical de Arqueologia Sagrada), apresentou perante uma multidão de jornalistas e convidados este que constitui um dos eventos arqueológicos do ano na Cidade Eterna.

Numa antecipação da associação insólita entre História e tecnologia, antiguidade cristã e internet, a PCAS assinou um acordo com a gigante da internet, Google, que disponibilizou seus mapas do Google Maps para permitir um passeio virtual de 360 graus em parte dos subterrâneos daquilo que o cardeal chama de "a rainha das catacumbas".

Graças a uma restauração a laser, frescos religiosos, enegrecidos pelo tempo, saíram do esquecimento no coração das catacumbas.

Assim, as paredes de uma magnífica câmara mortuária recuperaram as cores vivas, revelando a grande delicadeza mística de personagens que são retratados ali: o Cubículo de Lázaro, do século IV, é certamente o mais comovente vestígio deste recanto subterrâneo.

"Lá vimos Lázaro segurando a mão de Cristo, um Cristo com o rosto luminoso", afirmou o cardeal, que também é especialista da Bíblia.

Às margens da imensa Villa Ada, um dos grandes parques de Roma, um novo museu reúne uns 700 fragmentos de sarcófagos finamente esculpidos, misturando vestígios de tumbas pagãs e cristãs.

"É um gesto simbólico dos nossos dias retornar a este subsolo como os peregrinos, porque é lá que estão nossas raízes", afirmou o cardeal italiano.

Ele observou que "as catacumbas exercem grande fascínio, porque são os sinais vivos e palpitantes dos primeiros cristãos, de seu quotidiano".

As catacumbas de Priscila, com a basílica restaurada onde está sepultado o papa Silvestre (314-335), são consideradas as mais interessantes das catacumbas da Roma dos primeiros séculos.

As catacumbas dão testemunho da vida e da fé dos cristãos perseguidos em Roma nos primeiros séculos depois de Cristo.

fonte: Band

Nasa lançou sonda para estudar atmosfera de Marte


Fotografia © REUTERS / Joe Skipper

A Nasa lançou hoje para a órbita de Marte uma sonda que terá por objetivo decobrir porque é que o planeta se tornou um deserto frio. A Maven levará 10 meses a chegar ao destino.

A cápsula MAVEN - sigla em inglês, que em português significa Evolução Atmosférica e Volátil de Marte - irá viajar dez meses até atingir uma órbita de Marte, onde deverá chegar a 22 de setembro de 2014.

A sonda, que custou 671 milhões de dólares, irá recolher dados que permitam perceber como o planeta Marte se transformou no deserto frio que é hoje.

Até agora, as várias investigações levadas a cabo indicam que Marte foi um planeta com água, e por isso habitável, mas a influência do Sol e outros fatores fizeram com que a tenha perdido.

"Quando a água líquida fluía em abundância em Marte - como demonstram muitos indícios -, o planeta devia ter uma atmosfera mais densa, que produzia gases de efeito estufa, permitindo que o planeta fosse mais quente", disse este domingo, durante uma conferência de imprensa, Bruce Jakosky, da Universidade do Colorado. "Queremos compreender o que aconteceu, para onde foi a água e o CO2 que antes formavam uma atmosfera densa", acrescentou o chefe científico da missão. Com Maven, "teremos uma compreensão da história de Marte e seu potencial para a vida, sua habitabilidade, que depende principalmente da história da água e de seu clima".

Maven é a segunda missão do programa americano Scout, que consiste em pequenas missões menos onerosas, dedicadas a explorar Marte antes de uma missão tripulada prevista para 2030, segundo planos da Nasa.


domingo, 17 de novembro de 2013

Vikings chegaram à Madeira e aos Açores antes dos portugueses


Cientistas compararam os genes do ratinho caseiro das ilhas com os do norte da Europa e concluíram que os vikings passaram pela Madeira e Açores 500 anos antes dos portugueses.

Uma equipa de cientistas liderada por portugueses, ao comparar os genes do ratinho caseiro da Madeira e Açores com os do norte da Europa, descobriu que os vikings estiveram nas ilhas por volta do ano 1000, quase cinco séculos antes da chegada oficial dos portugueses (1418 na Madeira e 1427 nos Açores).

A investigação envolveu a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, as universidades de York (Reino Unido) e de Cornell (EUA), tendo já resultado na publicação de vários artigos em revistas científicas de referência mundial.

A tese de doutoramento de Sofia Gabriel, uma das co-autoras desses artigos, levou a bióloga a estudar as sequências de ADN de 380 roedores da Madeira, Açores e Continente, que foram comparadas com mais de 1000 sequências de animais de toda a Europa Ocidental.

Os cientistas descobriram então que não havia nenhuma identidade entre a Madeira e o Continente, mas há sequências obtidas naquele arquipélago 100% idênticas a sequências encontradas na Alemanha, Dinamarca, Suécia e Finlândia. E em três ilhas dos Açores há semelhanças com a Noruega, Islândia, Escócia e Irlanda. 

fonte: Expresso

Cientista diz ter desvendado origem “genética” d'O Capuchinho Vermelho


O Capuchinho Vermelho dos irmãos Grimm deriva da versão de Perrault, que deriva da tradição oral DESENHO DE GUSTAVE DORÉ

Recorrendo às mesmas técnicas informáticas que a biologia moderna utiliza para construir a árvore genética dos seres vivos, foi possível traçar a evolução do emblemático conto para crianças.

Tal como as espécies animais e vegetais, os contos populares apresentam inúmeras variantes que foram surgindo em diversas alturas, em locais diferentes. E tal como com os seres vivos, a ancestralidade de um conto e a sua difusão ao longo das gerações podem ser estudados com as técnicas da genética das populações para, a partir das semelhanças e diferenças entre as várias versões, reconstituir a sua árvore genealógica.

Foi exactamente o que fez Jamie Tehrani, da Universidade de Durham (Reino Unido), com o “ADN” das diversas variantes conhecidas do conto O Capuchinho Vermelho. E resolveu assim, afirma, um debate de longa data sobre a origem deste conto. Os seus resultados foram publicados online, quarta-feira à noite, na revista de acesso livre PLoS ONE.

Desde a publicação pelos irmãos Grimm da sua compilação de contos da tradição oral europeia, há uns 200 anos, que os especialistas repararam que muitas dessas histórias infantis são parecidas entre si — e também parecidas com histórias do mundo inteiro, lê-se num comunicado da revista. Em particular, existem grandes semelhanças entre O Capuchinho Vermelho e uma série de contos africanos e do Sudeste asiático. Mas até aqui, determinar se esses contos têm ou não um “antepassado” comum tem sido difícil, porque, sendo de transmissão oral, eles escapam à análise literária. Mesmo a versão dos irmãos Grimm provém de uma versão mais antiga — a de Charles Perrault, no século XVII — e esta, por sua vez, deriva de uma tradição oral ainda mais antiga, com raízes em França, Áustria e Norte de Itália.

Existe um outro conto muito semelhante ao d'O Capuchinho Vermelho e muito popular na Europa e no Médio Oriente: O Lobo e os Sete Cabritinhos, no qual um lobo finge ser a mãe de uns cabritinhos para melhor os comer. E os especialistas — incluindo antropólogos e cientistas da cognição que estudam a difusão da cultura — têm debatido acerca de saber, em particular, se os contos de origem africana e asiática onde alguém é comido por um lobo serão variantes do conto do capuchinho ou do conto dos cabritinhos.

Para realizar a sua análise, Tehrani considerou 58 variantes destes dois contos, oriundos de 33 populações, focando-se em 72 parâmetros da trama: o protagonista (masculino ou feminino, filho único ou não); o vilão (lobo, ogre, tigre ou outro); os truques com que o vilão engana a(s) vítima(s); e o desfecho: a vítima é comida, foge ou é resgatada. E conclui que, embora O Lobo e os Sete Cabritinhos e O Capuchinho Vermelho tenham uma raiz ancestral comum, são hoje duas histórias distintas.

“É como se um biólogo tivesse mostrado que os humanos e os grandes símios possuem um antepassado comum mas evoluíram e tornaram-se espécies diferentes”, diz o cientista em comunicado da sua universidade, estimando que o conto dos cabritinhos terá surgido no século I da nossa era, enquanto o ramo d'O Capuchinho Vermelho só terá divergido do “tronco” da árvore mil anos depois.

Quanto aos contos africanos, parecem descender do conto dos cabritinhos. “Afinal de contas, as narrativas africanas descendem d’O Lobo e os Sete Cabritinhos. Mas ao longo do tempo, evoluíram e tornaram-se mais parecidas com O Capuchinho Vermelho[europeu] — que também descende provavelmente d’O Lobo e os Sete Cabritinhos”, explica. “Isto é um exemplo do processo dito de evolução convergente, em que espécies diferentes desenvolvem de forma independente traços semelhantes.” O facto de O Capuchinho Vermelho ter assim surgido duas vezes, em África e na Europa, segundo Tehrani, sugere que este conto apela fortemente à nossa imaginação.

Não é tudo: uma teoria que propõe que O Capuchinho Vermelho, tal como o conhecemos na Europa, terá tido origem na tradição oral chinesa também é posta em causa pelos resultados. “Existe uma teoria segundo a qual O Capuchinho Vermelho deriva de uma versão arcaica [chinesa] que se espalhou para oeste pela Rota da Seda”, explica ainda Tehrani. “A minha análise mostra que, na realidade, é a versão chinesa que deriva das tradições orais europeias, e não o contrário.” Mais precisamente, os chineses terão fundido os dois contos referidos com narrativas locais e criado uma história híbrida, A Avó Tigre.

fonte: Público

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