quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Três mulheres são acusadas de bruxaria em Papua Nova Guiné


Um grupo de moradores torturou três mulheres numa região remota de Papua Nova Guiné acusadas de praticar bruxaria e provocar a morte de uma pessoa, que morreu na semana passada de causas naturais, informou nesta quarta-feira (data local) a imprensa local. 

O inspetor Mas Tuman explicou que uma multidão perseguiu as três mulheres e as torturou com espetos em chamas num povoado perto da cidade de Mendi, capital da província de Southern Highlands (centro do país). 

Duas das mulheres conseguiram escapar e alertaram a Polícia, que recuperou a terceira, embora esta última tenha decidido depois ficar no povoado onde foi atacada com o risco de voltar a ser perseguida, segundo a "Rádio New Zealand". 

Em Papua Nova Guiné aumentaram nos últimos anos os ataques contra pessoas acusadas de praticar a bruxaria e a magia negra, embora muitos observadores deste fenómeno acreditam que se trata de ações que mascaram a violência motivada pelos ciúmes ou pela cobiça, acrescentou a fonte. 

Em 2013 foram cometidos vários assassinatos vinculados com a prática da bruxaria e inclusive a jovem Kepari Leniata foi queimada viva, o que motivou uma campanha internacional contra estes assassinatos por causa de suposta bruxaria. 

A Papua Nova Guiné, onde são muito difundidas as práticas supersticiosas, derrogou em 2013 a Lei de Bruxaria vigente desde 1971, que proibia praticar "magia negra ou feitiços para causar dano" e permitia justiçar as pessoas acusadas de bruxaria, embora estas acusações sejam difíceis de provar. 

O Parlamento do país aprovou esse ano várias emendas ao Código Penal para que a pena de morte seja aplicada para punir os assassinatos, as violações individuais, coletivas ou contra menores de dez anos. 

fonte: Terra

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