sábado, 30 de abril de 2016

Imagens de satélite mostram estranhas linhas no Mar Cáspio


O mistério durou algumas horas e o debate foi aberto na Internet pelos próprios cientistas.

A imagem, obtida pelo satélite Landsat 8, foi divulgada pela NASA e mostra a zona do Mar Cáspio "arranhada" por estranhas linhas.

Foi o suficiente para surgirem as hipóteses mais desconcertantes (sim, marcas extraterrestres foram uma delas), incluindo as que foram propostas por cientistas.

Sinal dos novos tempos: os investigadores do Observatório da Terra (NASA) abriram um debate no Twitter sobre a própria fotografia.

E pouco tempo depois surgiu aquela que parece ser a explicação mais razoável: a fotografia reflete as marcas deixadas pelo gelo no fundo marinho.

A tese é do professor Stanislav Ogoródov, cientista da Universidade Lomonósov, em Moscovo: naquela zona a profundidade do mar é de apenas três metros; o vento e as correntes marítimas esculpem o gelo em padrões irregulares.

O Cáspio é o maior lago do mundo e encontra-se abaixo do nível do mar (para onde não tem saída).

fonte: TSF

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Cientistas explicam misteriosos buracos Incas com... impostos


Na zona de Pisco Valley, no Perú, existem cerca de 7000 buracos de consideráveis dimensões. Serviriam para recolher os impostos?

É pelo menos a tese dos cientistas Charles Stanish e Henry Tantalean (University of California), construída a partir de fotografias aéreas.

Para eles a chamada "band of holes" (faixa de buracos) era a zona de contagem e armazenagem dos pagamentos.

Os cientistas descobriram padrões entre os buracos, que fariam parte de um sistema complexo de pagamento de impostos.

A "band of holes" espalha-se por vários quilómetros em Pisco Valley (zona de Nazca), sem que até hoje tenha aparecido uma explicação consensual - e não é por falta de interesse dos arqueólogos.


A zona é, aliás, considerada o maior mistério do Império Inca.

fonte: TSF

Mordido no pénis por aranha-vermelha


Aranha é parecida com a viúva-negra

Australiano de 21 anos foi hospitalizado. 

Um australiano de 21 anos foi hospitalizado após ser mordido no pénis por uma aranha-vermelha quando usava um WC portátil em Sydney. 

A picada desta aranha, parecida com a viúva-negra, provoca suores e náuseas, para além de dor intensa.


Tesouro romano encontrado por acidente em caminho







Tesouro estava enterrado a um metro de profundidade

Um tesouro romano, de cerca de 600 quilogramas de moedas, foi posto a descoberto por uma escavadora, durante a abertura de um caminho, em Tomares, perto de Sevilha.

É um achado considerado único em Espanha, provavelmente no Mundo, de acordo com os arqueólogos. São 19 ânforas romanas, 10 em perfeito estado de conservação, cheias de moedas com cerca de 1500 anos, muito bem conservadas, encontradas numa obra, em Tomares, perto de Sevilha, na Andaluzia, Espanha.

As moedas têm num dos lados a imagem de um imperador e no reverso alegorias romanas. As moedas, provavelmente cunhadas no Oriente, estão em "flor de cunho", um termo da numismática que significa que nunca foram postas em circulação, que têm pouco desgaste.

As ânforas são de tamanho inferior às normalmente usadas pelos romanos para acondicionar cereais ou transportar vinho e estavam acondicionadas num espaço escavado para o efeito.

O tesouro, enterrado a pouco mais de um metro de profundidade,, foi "deliberadamente ocultado num espaço subterrâneo e coberto por ladrilhos", disse fonte do Conselho Cultural da Andaluzia, citada pela imprensa espanhola.

Os investigadores notam que raramente se encontrou tamanha acumulação de moedas e em tão bom estado de conservação. Acreditam que estariam guardadas para pagar impostos ou aos soldados.

O tesouro, enviado para o Museu Arqueológico de Sevilha, foi descoberto acidentalmente durante uma obra no parque de Zaudin, em Tomares, arredores de Sevilha, na quarta-feira.

Segundo a Conselheira do Urbanismo de Tomares, Lola Vallejo, o achado "foi pontual", pelo que as obras foram retomadas esta quinta-feira.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Foi acampar e acabou arrastado para fora da tenda por um crocodilo


Aconteceu a um campista australiano de 19 anos

Um jovem de 19 anos precisou de assistência hospitalar depois de ter sido puxado da tenda em que dormia na Austrália, na madrugada desta segunda-feira, por um crocodilo.

Segundo The Guardian Australia, o jovem tinha ido acampar com a família e o objetivo era passar alguns dias a pescar, daí que tivessem montado as tendas a pouca distância da água.

Pelas 4.30 da manhã, o jovem terá acordado com o crocodilo a puxar-lhe o pé direito, arrastando-o para fora da tenda. Ao Guardian, um porta-voz das autoridades explicou que o ataque só não terminou com a morte do jovem porque este terá pontapeado o animal até conseguir libertar-se. "Teve muita sorte", referiu o responsável.

Depois do ataque, o homem foi conduzido pela família até ao hospital, onde permanece internado apesar de não correr risco de vida.

O episódio aconteceu no Território do Norte da Austrália, onde os residentes têm sido permanentemente alertados pelas autoridades para se afastarem dos cursos de água, uma vez que os crocodilos de água salgada são muito comuns na região.


Homem retira tumor com 15 quilos


Tumor pesava cerca de 15 quilos

Cresceu durante mais de uma década.

Um homem chinês retirou um tumor abdominal com o qual vivia desde 2004. Ao longo dos anos, o cancro foi aumentando: atualmente já pesava cerca de 15 quilos. 

Zhang Cheng, de 33 anos, sabia que a sua saúde estava em risco mas nunca se submeteu a uma intervenção cirúrgica para retirar o tumor por falta de dinheiro. 

Com o passar dos anos, o aumento do tumor começou deteriorar ainda mais a condição deste homem. Cheng foi então aconselhado pelos médicos a pedir um empréstimo para a operação de remoção do tumor. 

A intervenção demorou cerca de seis horas e foi realizada por médicos de três especialidades diferentes. "Devido à posição do tumor, a operação foi de grande risco. Houve uma alta probabilidade de perda de muito sangue", contou um dos médicos ao The Mirror. 

Zhang Cheng continua sob observação e ainda corre risco de vida. 


Royal Navy testa avião feito em 3D


Atinge os 160 km/h, dispensa ferramentas e custa menos de 10 mil euros.

O SULSA, como é conhecido, resulta de uma encomenda da Marinha Real Britânica à Universidade de Southampton.

Por isso o SULSA (Southampton University Laser Sintered Aircraft) foi testado pela Royal Navy, nem mais nem menos do que em zonas inacessíveis da Antártida.

Este veículo aéreo não-tripulado foi construído a partir de uma impressora EOS EOSINT P730 e junta quatro partes em nylon, sem necessidade do recurso a ferramentas para a montagem.

O SULSA pesa 3 quilos, com 2 metros de comprimento de envergadura, podendo atingir até 160 km/h.

O preço de custo também é digno de nota: cerca de 7 mil libras (menos de 9 mil euros).

A Royal Navy poderá usar o avião em atividades de vigilância, mapeamento e auxílio à navegação, nomeadamente em zonas remotas.

Os testes foram considerados um sucesso.

fonte: TSF

Múmia com 4500 anos descoberta no Perú





Sabe-se pouco sobre a mais antiga civilização da América do Sul. Esta descoberta parece ajudar a conhecer melhor Caral.

De acordo com a interpretação dos arqueólogos que fizeram a descoberta, trata-se da múmia de uma mulher, pertencente a algum tipo de nobreza ou estatuto social elevado, envolta em vestes fúnebres.

No local onde foi encontrada havia também objetos que representam pássaros e macacos (sinal de comércio? É o que admitem os especialistas).

Os cientistas associam a descoberta, que consideram muito importante, à antiga civilização Caral.

Caral é a mais antiga civilização da América do Sul, precursora dos Incas, tendo começado por volta de 2600 a.C..


A múmia foi encontrada noutra cidade, Áspero, a 20 quilómetros de Caral, o que também é relevante para os investigadores.

fonte: TSF

Tentilhões de Darwin continuam a evoluir nas Galápagos


A revista Science revela uma investigação que demonstra a "teoria da evolução" em tempo real.

A descoberta não traz "água no bico", mas traz sementes. Uma seca, ocorrida há 10 anos, mudou os genes do bico de duas espécies de tentilhões. As aves que entusiasmaram Charles Darwin quando chegou ao arquipélago das Galápagos em 1835.

Os tentilhões tinham bicos diferentes consoante aquilo que comiam. O mesmo acontecia com as tartarugas e o tamanho dos seus pescoços. Foi esse um dos pontos de partida para que o naturalista e biólogo escrevesse o célebre livro "A Origem das Espécies".

Com este artigo na revista Science, um grupo de investigadores suecos e norte-americanos, das universidades de Princeton e Uppsal, vêm agora dar um novo impulso à teoria de Darwin sobre a seleção natural. Eles identificaram um par de genes que explica as variações no tamanho do bico de duas espécies de tentilhões, uma mudança que aconteceu em resposta a uma seca no arquipélago há 10 anos.

Uma única espécie de tentilhões chegou às Galápagos há dois milhões. Há menos de 200 anos, Charles Darwin identificou uma dúzia de espécies. Algumas foram identificadas por pequenas variações. Por exemplo, o tamanho dos bicos. Desde o mais pequeno que come insetos, aos maiores capazes de partirem sementes ou até a uma espécie com bico afiado que se alimenta de sangue. Na atualidade há 18 espécies no arquipélago que é território do Equador.

Os investigadores sequenciaram e compararam o genoma de 60 aves de 6 espécies e descobriram esta mudança e a relação que a originou. Os bicos diminuíram de tamanho nos locais mais afetados pela seca. Em jeito de conclusão, os investigadores das universidades de Uppsala e Princeton dizem que fica demonstrado um importante mecanismo de evolução para o qual apenas existiam suspeitas e indícios.

"Os nossos dados mostram que a forma de bico depende de muitos genes, tais como com a maioria das características biológicas. No entanto, estamos convencidos de que encontrámos dois deles que têm desempenhado um papel importante na evolução do formato do bico entre os tentilhões de Darwin" escreveu Sangeet Lamichhaney, primeiro autor do estudo e investigador da Universidade sueca de Uppsala.

fonte: TSF

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Grávida vê crucifixo em ultrassom e diz se tratar de um sinal divino


Aley explicou que não percebeu a imagem na hora em que realizou a ultrassonografia

Aley Meyer foi ao médico realizar uma ultrassonografia como parte de seu pré-natal. No entanto, de acordo com o canal 14 News, ela foi surpreendida com uma imagem de algo semelhante a um crucifixo. 

A futura mamãe, que mora em Indiana, nos Estados Unidos, acredita que este é um sinal divino, já que ela sofre com uma condição chamada de Doença de Chron e temia pela saúde do bebê, que vai se chamar Easton e está previsto para nascer em junho. 

Ao canal, Aley explicou que não percebeu a imagem na hora em que realizou a ultrassonografia. Foi apenas uma semana depois, quando estava em seu chá de bebê, que notou o crucifixo.


Mulher espanhola vive há 12 anos sem comer e beber água


Noelia era uma jovem como tantas outras. A sua vida mudou aos 18 anos, quando lhe foi diagnosticada uma obstrução crónica no intestino. 

A partir dessa altura, passou esta jovem espanhola ficou impedida de absorver nutriente – não pode beber água e é alimentada através de uma sonda intravenosa. Qualquer deslize pode provocar-lhe infeções mortais.

Hoje com 30 anos, Noelia tem de se deslocar sempre com um kit de sobrevivência com seringas, agulhas, soro, entre outros.

"Quando viajo levo um relatório médico com todos os materiais de que preciso na bagagem de mão. Paro sempre nos aeroportos, claro", disse a mulher espanhola ao jornal El Mundo.

fonte: i online

Espécie rara de cabras parecidas com Pandas


Exemplares de cabras Bagot

Os caprinos mais belos do mundo. 

Existem no Reino Unido cabras raras. 

Parecem pandas e são mais raras do que esse adorável urso. 

As cabras Bagot são criadas no Lincolnshire e há apenas 100 a 200 em todo Mundo. 

E pode dizer-se que, no seu caso, não é fácil dizer quem é a ovelha negra da família.


Não foi um asteróide que acabou com os dinossauros


Os dinossauros já estavam em declínio quando o grande asteróide caiu no México. Beneficiaram os mamíferos.

Cerca de 40 milhões de anos antes da queda do asteróide Chicxulub, no México, já os dinossauros estavam em extinção.

As conclusões de um novo estudo contrariam, assim, a tese maioritária que explica o fim dos dinossauros pelos impactos da queda de um asteróide gigante há 66 milhões de anos.

O que diz a equipa de Chris Venditti é que estes animais foram vítimas de um declínio gradual.

À medida que os dinossauros iam morrendo não era feita a devida reposição, dizem.

O estudo também revelou um aumento no nível do mar durante este período, reforçando a hipótese de que isso poderia provocar uma fragmentação do habitat, deixando alguns animais isolados e reduzindo a capacidade de reprodução.

O declínio destes grandes repteis terá tido consequências entre os mamíferos, que acabaram por substituir os dinossauros como os animais dominantes na Terra.

fonte: TSF

O motor de avião mais potente do mundo já trabalha


São os testes no solo do GE9X, a que se segue a certificação e os primeiros voos.

A GE Aviation já iniciou os testes de solo ao motor GE9X, que virá a equipar o Boeing 777X.

As primeiras informações dão conta da satisfação da empresa com os resultados ao trabalho que está a ser realizado nas instalações em Peeble, Ohio (EUA).


Esta é apenas a fase final de um processo (testes de motor completo), que já leva vários anos de trabalho.

Está previsto que o GE9X comece os os testes de certificação e testes de voo no próximo ano e que a certificação aconteça em 2018.

O GE9X é o maior motor do mundo utilizado na aviação comercial.

fonte: TSF

É assim uma aurora boreal vista do espaço


As imagens foram captadas pela Estação Espacial Internacional (ISS). O vídeo mostra uma "espetacular" aurora boreal.

O vídeo de cinco minutos mostra as "luzes cintilantes" da aurora. Um fenómeno que ocorre quando o vento solar entra em contacto com o campo magnético da Terra.


Denomina-se aurora boreal quando o fenómeno surge no polo norte e aurora austral quando surge no polo sul.

O nome aurora boreal foi dado pelo astrónomo Galileu Galilei em homenagem à deusa romana Aurora (do amanhecer) e seu filho, o deus grego do vento forte, Bóreas.

Também existem auroras boreais em Júpiter, Marte, Vénus e Saturno.

fonte: TSF

Avião solar pronto para retomar viagem à volta do mundo desde o Havai


O avião "Solar Impulse II", que funciona exclusivamente com energia solar, está pronto para continuar, desde o Havai, a viagem.

Vai continuar aquela que é a primeira volta ao mundo de uma aeronave solar, informou a equipa do projeto.

O aparelho esteve a ser reparado no arquipélago norte-americano, onde chegou depois de ter realizado um voo recorde de cinco dias e cinco noites (num total de 118 horas e 8.900 quilómetros) desde o Japão, de onde partiu a 28 de junho de 2015.

O percurso foi feito por um dos criadores do avião, o piloto suíço André Borschberg, enquanto a próxima etapa, até à América do Norte, estará a cargo do outro inventor, Bertrand Piccard.

A dureza do voo e as condições atmosféricas adversas provocaram estragos nas baterias do avião, pelo que a equipa de pilotagem aproveitou a sua permanência no Havai para repará-las, incorporar melhor tecnologia e fazer voos de manutenção.

Os pilotos aguardam a melhoria do estado do tempo para retomar a viagem, até à América do Norte, podendo o aparelho aterrar em cidades como Phoenix, San Francisco, Los Angeles (Estados Unidos) e Vancouver (Canadá).

Depois de aterrar num destino selecionado, o avião prosseguirá a rota até Nova Iorque, Europa, Norte de África e Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), de onde partiu, em março do ano passado, iniciando a viagem à volta do mundo.

O projeto "Solar Impulse II" pretende consciencializar os governos mundiais para a aplicação de soluções tecnológicas que permitam preservar o meio ambiente.

fonte: TSF

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Bebé nasce 55 dias depois da morte da mãe


Um bebé nasceu, na Polónia, 55 dias depois de a mãe ter morrido devido a um tumor cerebral. Os órgãos vitais da progenitora foram mantidos a funcionar para o feto sobreviver.

Uma mulher de 41 anos foi transferida para o Hospital de Wroclaw, na Polónia, no final de 2015, onde acabou por morrer devido a um tumor cerebral. A mulher estava grávida de 17 semanas e, a pedido da família, os seus órgãos vitais foram mantidos vivos de forma artificial para que o feto pudesse desenvolver-se e sobreviver. O parto foi realizado 55 dias depois da morte cerebral da mulher.

"É raro conseguir ser tão bem sucedido a manter uma gravidez durante tanto tempo", disse Barbara Krolak-Olejnuik, porta-voz da maternidade do hospital universitário de Wroclaw. "Foi uma batalha de 55 dias. Queríamos que o menino crescesse o máximo possível mas quando começou a ser um risco para a sua vida optámos por fazer o parto", explicou.

O menino nasceu com um quilo, na 26ª semana de gravidez, através de cesariana. Depois de três meses de cuidados intensivos, a criança encontra-se saudável e já com três quilos, um peso considerado normal para um recém-nascido. Regressou a casa na passada terça-feira.

O suporte de vida da mãe foi desligado, algumas horas depois do nascimento.


Cientistas já conseguem cortar e colar letra a letra do ADN


Avanço na já famosa técnica CRISPR/Cas9 abre portas para a correcção futura de doenças causadas por uma única mutação de um gene. Desde 2012, a nova tecnologia está a mudar por completo o panorama da engenharia genética.

Uma única alteração numa “letra” da molécula de ADN pode ser suficiente para desarranjar a malha biológica de que somos feitos. É o exemplo de doenças como a fibrose cística, que provoca problemas nos pulmões, e da anemia falciforme. Outras alterações no ADN tornam-nos mais susceptíveis a doenças como a de Alzheimer e o cancro. Agora, um avanço na famosa técnica de edição genética CRISPR/Cas9 conseguiu alterar uma única letra da molécula de ADN em células no laboratório, anuncia um artigo científico publicado na edição desta quinta-feira da revista Nature. O desenvolvimento pode vir a ser usado um dia para o tratamento de doenças de origem genética.

O núcleo das células contém a molécula de ADN usada na produção de proteínas. Para cada proteína existe um conjunto de letras do ADN (a este conjunto chamamos gene) que funciona como um molde para a sua produção. Há muito tempo que o sonho dos biólogos e dos geneticistas era ter uma técnica que permitisse manipular directamente o ADN de uma forma fácil. Assim, seria simples silenciar um gene para fazer experiências rápidas que testassem a sua função. Além disso, uma técnica destas teria um enorme potencial para a saúde.

Em 2012, um artigo publicado na revista Science tornou o sonho realidade. Um mecanismo de imunidade que existe nalgumas bactérias contra os vírus permitiu aos cientistas desenvolver um meio simples e bastante preciso de “corte e cola” genético.

Vale a pena recordar o fenómeno que se passa nas bactérias, cuja complexidade surpreendeu os próprios cientistas. Os vírus atacam-nas tal como o fazem com as células dos humanos: injectam o seu material genético na bactéria e usam a sua maquinaria para se multiplicar.

Mas algumas bactérias têm uma imunidade adaptativa, que lhes permite aprender a reconhecer o ADN dos vírus e destruí-los. Estas bactérias têm umas proteínas chamadas Cas, que capturam pedacinhos de ADN de um vírus que as infecta, integrando esses pedacinhos numa região da molécula de ADN da própria bactéria – esta região chama-se CRISPR. Depois, outras proteínas Cas das bactérias usam esses pedacinhos para reconhecer o ADN dos vírus que voltam a infectar a bactéria, podendo assim destruí-los.

Da descoberta ao alarme

O artigo na Science de 2012 mostrava como as equipas de Emmanuelle Charpentier, do Instituto Max Planck para a Biologia da Infecção, na Alemanha, e de Jennifer Doudna, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, tinham usado a proteína Cas9, retirada da bactéria Streptococcus pyogenes, para a edição genética.

Esta proteína é capaz de cortar locais específicos de ADN com a ajuda de uma pequena molécula de ARN (que tem uma estrutura semelhante ao ADN e pode ligar-se a ele). Nas bactérias, a pequena molécula de ARN liga-se a um lugar específico do ADN, avisando então a Cas9 para cortar ali o ADN.

As equipas de Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna perceberam que, se construíssem um pedaço de ARN que se ligasse a um gene escolhido pelos cientistas, podiam obrigar a Cas9 cortar a molécula de ADN no sítio do gene seleccionado. Mal a molécula de ADN é cortada, a célula volta a colá-la naturalmente e, para isso, vai adicionando letras ao acaso, que mudam a sequência do gene e o tornam inactivo. Eureka!

Nos anos seguintes, a CRISPR/Cas9 foi adoptada pela comunidade científica pela sua facilidade e precisão. Há cerca de um ano, cientistas chineses aplicaram a técnica para modificar o ADN de embriões humanos, de forma a “editar” um gene cujas mutações provocam a beta-talassemia, uma doença do sangue que pode ser mortal. Os embriões não eram viáveis, mas a experiência mostrou que a técnica podia ser usada para o melhoramento genético humano, já que alterava os genes das células sexuais – os espermatozóides e os ovócitos, ou seja, a linha germinal –, podendo mudar para sempre os genomas das gerações vindouras.

O alerta acabou por levar à organização de uma cimeira em Dezembro último para discutir os limites éticos da técnica. A Cimeira Internacional sobre a Edição do Genoma Humano, que decorreu em Washington, nos Estados Unidos, conclui que era irresponsável a manipulação genética da linha germinal de embriões para gerar bebés. Mas a aplicação da técnica em embriões para fins de investigação deveria poder continuar.

Já em 2016, o Reino Unido aprovou a edição genética de embriões humanos para a investigação científica nos primeiros sete dias de desenvolvimento. Está proibida a sua implantação no útero de mulheres. A aprovação foi específica para experiências que vão tentar compreender mais sobre o desenvolvimento embrionário e, principalmente, a ocorrência de abortos espontâneos.
Estudar doenças, melhorar alimentos

Entretanto, a própria técnica da CRISPR/Cas9 tem vindo a ser melhorada para cometer menos erros, ser mais específica ou para dar outras possibilidades aos cientistas, como substituir pedaços de ADN cortados por outros pedaços de ADN com funções específicas. É neste contexto que surge o trabalho agora feito pela equipa de David Liu, da Universidade de Harvard, em Cambridge, publicado esta quinta-feira na Nature.

No artigo, os cientistas conseguiram editar uma única letra do ADN, o que era impossível até agora. A molécula de ADN é constituída por duas cadeias que estão ligadas entre si pelas letras do ADN – A, T, C e G. Mas estas letras das duas cadeias têm uma correspondência específica: o A de uma cadeia só se emparelha ao T de outra cadeia e o C ao G. Até agora, a CRISP/Cas9 cortava de uma vez as duas cadeias no mesmo local, deixando à célula o trabalho de voltar a colar o ADN, e sem ter controlo na sequência resultante.

No novo trabalho, a equipa de David Liu utilizou mais duas enzimas que foram associadas ao sistema CRISP/Cas9 e que permitiu substituir numa das cadeias de ADN a letra C pelo T ou o G pelo A. Sublinhe-se: apenas as letras C e G é que podem ser substituídas. Este processo acaba por alterar também a letra da outra cadeia, devido ao emparelhamento específico que existe entre elas.

Depois, os cientistas testaram a nova técnica para editar o gene da apoliproteína-E (Apo-E) numa linhagem de células de ratinhos que tinha o gene humano para aquela proteína. A Apo-E está ligada à doença de Alzheimer. Há uma variante normal deste gene chamada E3 e uma outra variante, a E4, aumenta o risco de Alzheimer. A variante E4 do gene tem uma alteração numa única letra do ADN em relação à E3. Os cientistas conseguiram substituir essa letra em parte das células testadas, mudando o gene para a variante saudável E3.

“Os autores não analisaram em que é que esta mudança altera a função da célula. Mas isto mostra precisamente como a tecnologia pode ser usada para melhorar a compreensão de doenças como a Alzheimer”, considera Mathew Blurton-Jones, professor de neurobiologia na Universidade da Califórnia em Irvine, nos Estados Unidos, em declarações distribuídas pela Nature e que não esteve ligado ao estudo.

Ainda há várias limitações na técnica: não é possível editar as letras A e T do ADN; a técnica não foi 100% eficaz em todas as células testadas; e quando se olha mais a jusante, para as possíveis aplicações na saúde, não se sabe como é que se poderá aplicá-la em tecidos de difícil acesso, como o cérebro.

Mas esta é mais uma demonstração da velocidade com que a técnica está a alterar o panorama da engenharia genética. Aliás, nesta mesma edição da Nature há mais dois artigos que relatam outros avanços desta nova linha de investigação, um dos quais da equipa de Emmanuelle Charpentier.

Já se demonstrou que a técnica pode servir para coisas tão diversas como o melhoramento de alimentos. Recentemente, uma equipa da Universidade Estadual da Pensilvânia usou a CRISPR/Cas9 para silenciar uma enzima responsável pela oxidação do cogumelo Agaricus bisporus, muito usado na alimentação. Isto atrasa o aparecimento da cor castanha nos cogumelos, aumentando o seu tempo de vida no supermercado. 

“Estamos todos fascinados com a rapidez com que esta tecnologia se está a desenvolver e continuamos a inventar novas aplicações o tempo todo”, diz por sua vez Perry Hackett, do Centro de Engenharia Genómica da Universidade do Minnesota (EUA), que também não está ligado ao novo trabalho. “No entanto, vai demorar até que todas estas técnicas sejam validades, por isso não é claro como é que irão ser usadas para aplicações terapêuticas.”
Guerra de patentes

Enquanto a investigação avança nos laboratórios, a atribuição da patente da CRISPR/Cas9 nos Estados Unidos está num imbróglio. Esta patente poderá vir a ser uma fonte milionária de receitas. Mas neste momento, o Gabinete de Patentes e de Marcas dos Estados Unidos está a analisar uma disputa de dois pedidos.

Na Primavera de 2012, Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna fizeram em conjunto o pedido de patente da CRISPR/Cas9. Em Dezembro desse ano, a equipa de Feng Zhang, do Instituto Broad pertencente ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts e à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, apresentou outra. Feng Zhang e a sua equipa tinham demonstrado como usar a técnica em células de mamífero, num trabalho que ainda iria ser publicado em Fevereiro de 2013 naScience.

Mas o pedido de patente de Feng Zhang, apesar de ter sido feito posteriormente, recorreu a um programa de avaliação de pedidos de patente mais rápido. O resultado é que Feng Zhang recebeu a patente em Abril de 2014.

Face a este desfecho, a equipa de Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna fez um pedido de interferência contra a patente atribuída ao Instituto Broad. O Gabinete de Patentes dos Estados Unidos aceitou esse pedido de interferência no início deste ano e está a analisar o caso desde 11 de Março. Segundo uma notícia na revista Nature, a decisão pode ser tomada dentro de meses a anos. E poderá sempre haver recurso, qualquer que seja o resultado da decisão do gabinete, arrastando a disputa.

Esta guerra é uma nova faceta da luta por dinheiro que as universidades norte-americanas têm enveredado numa altura em que o financiamento estatal é cada vez mais parco, defende Jacob Sherkow, especialista em patentes e professor na Faculdade de Direito de Nova Iorque. Mas as consequências desta luta pela sobrevivência podem ser preocupantes para a investigação científica.

“Um perigo óbvio do aumento do foco na comercialização é que as instituições académicas vão ver, acima de tudo, a investigação científica como um meio para o lucro”, escreveu o investigador, num comentário de Abril da Nature intitulado “CRISPR: procura do lucro envenena as colaborações”, onde analisava este caso. “Não é difícil imaginar que as disputas de patentes levem os administradores das universidades a pressionarem os cientistas, denegrindo as colaborações com investigadores de instituições concorrentes e pressionando os comités de avaliação das universidades a valorizarem mais as patentes do que as publicações científicas.”

fonte: Público

Escola na Malásia fecha portas por histeria coletiva após 'aparição misteriosa'


O jornalista malaio Philip Golingai tuitou esta imagem que teria sido feita por um estudante na escola fechada 

Uma escola no norte da Malásia foi temporariamente fechada depois do que a imprensa local chamou de um caso de "histeria coletiva".

O problema começou na semana passada, quando vários estudantes e professores de uma escola na cidade de Kota Bharu alegaram ter visto espíritos ou ter vivenciado experiências sobrenaturais.

A escola, chamada SKM Pengkalan Chepa 2, fica no Estado de Kelantan, uma região muito tradicional e de religiosidade marcante.

Autoridades do setor educacional decidiram fechar a escola e chamar especialistas em tradição islâmica, acadêmicos e até feiticeiros para fazer sessões de orações e "exorcismos".

No domingo, a escola foi reaberta e as autoridades disseram que a situação voltou ao normal. No entanto, nem todas as perguntas relativas ao episódio foram respondidas e o caso ainda desperta muito interesse no país.

'SILHUETA ESCURA'

Na semana passada, um pequeno grupo de estudantes começou a alegar que tinha visto uma "silhueta escura" nos corredores da escola. Depois disso, mais estudantes e até professores disseram ter visto a mesma figura ou sentido uma presença sobrenatural na escola.

Uma professora disse ao canal local Astro Awani que sentiu uma presença "pesada" se agarrando a ela. Outra afirmou que uma "silhueta escura" estava tentando entrar no corpo dela.

Um estudante disse ao jornal local Sinar Harian que sentiu dormência nas mãos enquanto sua mente estava "dispersa".

Uma funcionária da escola confirmou à BBC que cerca de cem pessoas, a maioria estudantes, foram afetadas.

"Nossos estudantes foram possuídos e perturbados (por estes espíritos). Não sabemos exatamente por que aconteceu. Não sabemos o que nos afetou", disse a funcionária, sem se identificar.

"Mas o lugar é meio velho e crianças às vezes são desobedientes, às vezes elas jogam o lixo dentro da escola. Talvez elas tenham acertado alguns 'djinns' (fantasmas) e ofendido os espíritos".

A escola fechou na quinta-feira e convidou religiosos islâmicos a recitar o Corão e fazer orações dentro de suas instalações. Autoridades locais também estão enviando consultores para a escola nesta semana.


'Bomohs', ou feiticeiros, foram chamados para tentar ajudar em outros casos de histeria coletiva ocorridos na Malásia 

Já o Departamento Estadual de Educação de Kelantan não respondeu aos pedidos de entrevista da BBC.

O QUE É HISTERIA COLETIVA?

Com base nas informações da imprensa, Robert Bartholomew, sociólogo que pesquisou histeria coletiva na Malásia, disse à BBC que este é um caso típico: histeria coletiva (ou ilusão coletiva) é definida por crenças falsas ou exageradas se espalhando rapidamente dentro de uma população.

Tais episódios geralmente ocorrem dentro de pequenos grupos de pessoas, todas muito próximas, em ambientes fechados.

Vários casos famosos de histeria coletiva já foram registados no mundo todo, inclusive um suposto "surto de dança" séculos atrás, quando pessoas começavam a dançar incontrolavelmente durante horas.

Em 2012, a cidade de LeRoy, em Nova York, EUA, foi parar no noticiário depois que estudantes começaram a apresentar estranhos tiques ou momentos de fala ininterrupta, sem nenhuma causa aparente.

Depois, o Departamento Estadual de Saúde de Nova York descobriu que os estudantes afetados, em sua maioria meninas, estavam sofrendo de uma espécie de "distúrbio de conversação", uma forma de histeria coletiva.

No sudeste da Ásia, durante a década de 1970, foram registados vários casos de histeria coletiva em fábricas de Cingapura e na Malásia.

Bartholomew afirmou que o fenómeno é comum em áreas rurais malaias.

Em 1987, houve um caso envolvendo 36 meninas muçulmanas em um abrigo do país. O sociólogo afirmou que esse caso durou cinco anos.

"Os incidentes envolviam gritar, correr e (episódios) de confusão mental, choro, movimentos estranhos, transes e possessão por espíritos. As meninas, com idades entre 13 e 17 anos, reclamavam que havia muita religião e estudos e pouca recreação", afirmou.


Uma vacina e um vazamento químico foram os suspeitos de um incidente de histeria coletiva em LeRoy, Nova York 

"Malaios são suscetíveis por causa de suas crenças em uma variedade de espíritos", acrescentou Bartholomew, afirmando ainda que geralmente esses incidentes ocorrem mais em colégios internos femininos, que são os mais severos.

CAUSAS?

Medos ou crenças já existentes com frequência influenciam o que as pessoas apontam como causas para a histeria coletiva. No episódio de quatro anos atrás em LeRoy, Nova York, as suspeitas recaíram sobre uma vacina contra o HPV e um vazamento em uma indústria química da região.

Em Kota Bahru, autoridades estão responsabilizando eventos sobrenaturais.

Mas, em alguns casos, trata-se de uma única pessoa desencadeando um episódio coletivo, que então é exacerbado ou prolongado por factores diversos.

No caso de LeRoy, alguns médicos argumentaram que a histeria coletiva teria começado com um estudante diagnosticado com síndrome de Tourette, distúrbio que se manifesta em tiques múltiplos.

Bartholomew disse, por sua vez, que sua pesquisa aponta para causas mais profundas nos incidentes com meninas de colégios internos na Malásia.

"Elas não gostam de frequentar essas escolas, superlotadas e sem privacidade. A frustração e raiva se acumulam durante semanas ou meses. Em um certo momento uma estudante fica 'possuída' e isso se torna um catalisador para o drama", afirmou.

Para as autoridades, a solução foi buscar feiticeiros.

"O uso de muitos curandeiros nativos pode ser uma faca de dois gumes, especialmente se eles fracassam. Pois eles legitimam o aspecto sobrenatural do incidente. Como resultado, o incidente provavelmente vai se prolongar", opina Bartholomew.

A repercussão desses casos em redes sociais também ajuda a exacerbá-los. 

O acadêmico Wan Zumusni Wan Mustapha, que morou e lecionou em Kelantan por 13 anos, crê que o incidente foi exagerado.

"(A aparição da figura misteriosa) pode ter sido causada pelo calor, estresse ou névoa", afirmou.

fonte: BBC

Homem descobre mansão romana com 1,5 mil anos enterrada no seu jardim












Imagina você está cavando no quintal de sua casa e descobre uma vila histórica com mais de 1,5 mil anos. A história pode parecer improvável, mas foi exatamente o que o aconteceu com um designer. 

Luke Irwin estava arrumando os cabos elétricos em sua casa em Brixton Deverill, na Inglaterra, quando encontrou um pedacinho de um mosaico. Curioso, ele contactou alguns arqueólogos locais e descobriu que aquele pequeno azulejo fazia parte de uma vila romana construída entre os anos de 175 e 220.

Em pouco tempo começaram as escavações. Durante oito dias, foram encontradas conchas de ostras, um poço romano, um caixão infantil, moedas, jóias e artefactos de cerâmica, no que o órgão Historic England considerou como a descoberta mais significativa do género na última década.

Segundo o arqueólogo David Roberts disse ao Buzzfeed, o local teria um potencial incrível, graças ao ótimo estado de conservação em que a vila foi encontrada, não tendo sido danificada pela agricultura há mais de 1,5 mil anos. O vídeo abaixo mostra uma reconstrução do local feita a partir das descobertas realizadas na área.

fonte: Yahoo!

Esfera misteriosa encontrada em floresta europeia intriga cientistas









Uma enorme esfera de pedra encontrada em uma floresta da Bósnia e Herzegovina vem intrigando e dividindo especialistas.

Em entrevista ao jornal britânico The Independent, o arqueólogo bósnio Semir Osmaganic advoga que formação rochosa é a mais antiga feita à mão por humanos.

Descoberta em uma floresta próximo à cidade bósnia de Zavidovici, a bola de pedra mede entre 1,2 a 1,5 metro de diâmetro, e, em sua composição, tem uma quantidade "extremamente alta" de ferro, segundo Osmaganic.

De acordo com outro pesquisador bósnio, Sam Osmanagich, a região era repleta de esferas no passado, mas muitas teriam sido destruídas na década de 70 por culpa de boatos de que havia ouro escondido dentro delas.

Em 2005, Osmanagic, conhecido como o "Indiana Jones bósnio", virou destaque na imprensa internacional ao alegar que um conjunto de colinas no Vale Visoko, na Bósnia, era, na verdade, um local de pirâmides antigas ligadas por uma rede de túneis subterrâneos.

Apesar das críticas recebidas na ocasião, o especialista teve o apoio do governo do país, que liberou recursos para escavações na área.

"Soubemos que o mundo está rindo da gente (...), mas não há governo no mundo que deva se calar diante de algo que é positivo".

Críticas

Mas Anthony Harding, presidente da Associação Europeia de Arqueólogos, descreveu a revelação como um "total absurdo".

"Acredito que a esfera possa datar da Idade do Bronze ou Romana. Mas a especulação de que ela seria uma estrutura de 12 mil anos é totalmente fantasiosa e ninguém com um mínimo de conhecimento básico sobre arqueologia ou história diria isso", disse Harding ao Independent.

Já Amanda Edwards, professora da Escola de Ciências Ambientais, Atmosféricas e de Terra da Universidade de Manchester (Reino Unido), diz não acreditar que a esfera tenha sido feita por humanos.

Segundo ela, a pedra teria sido formada "pela precipitação de cimento natural entre os grãos de sedimento", processo conhecido como concreção, afirmou Amanda ao jornal britânico Daily Mail.

fonte: UOL

Ovni é visto próximo de Estação Espacial internacional


"Estava assistindo o transmissão no meu iPhone na noite de terça-feira e percebi que havia um objeto metálico, acompanhado de uma radiação azulada. Ficou lá por dois minutos"

Jadon Beeson, morador de Stourport-on-Severn, na Inglaterra, registou uma imagem nada menos que intrigante, enquanto observava uma transmissão ao vivo da Nasa (agência espacial americana). 

Nela, um objeto voador não identificado é visto se aproximando da Estação Espacial Internacional, de acordo com informações do Globo. Beeson mandou mensagem à Nasa solicitando alguma explicação, mas ainda não obteve resposta, contou o "Metro". 

"Estava assistindo o transmissão no meu iPhone na noite de terça-feira e percebi que havia um objeto metálico, acompanhado de uma radiação azulada. Ficou lá por dois minutos", comentou o inglês. 

"Parecia com a Millennium Falcon, de 'Starwars' ou algo de 'Contactos Imediatos do Terceiro Grau'", concluiu. 


quarta-feira, 20 de abril de 2016

Estamos mais próximos dos egípcios do que imaginamos


A expectativa é grande mas o egiptólogo Luís Manuel de Araújo está convencido de que o túmulo da rainha Nefertiti não será encontrado dentro do de Tutankhamon. Mas nada disso fará abalar – pelo contrário – o fascínio que desperta uma civilização que terá mais a ver com o cristianismo do que parece

Luís Manuel de Araújo é o mais carismático dos egiptólogos portugueses. Ninguém fala com tanto entusiasmo e paixão sobre o Egipto Antigo, seja nas aulas na Faculdade de Letras, nas visitas aos museus portugueses onde há peças egípcias ou nas viagens anuais ao próprio Egipto com grupos de interessados.

Quando o contactámos pela primeira vez, pedindo-lhe esta entrevista a pretexto da eventual descoberta do túmulo da rainha Nefertiti dentro do de Tutankhamon, estava a preparar-se para partir mais uma vez, mas prometeu que falaríamos quando regressasse do Egipto. “Volto sempre bronzeado e rejuvenescido”, garantiu.

Autor de vários livros, entre os quais Os Grandes Faraós do Antigo Egipto, Erotismo e Sexualidade no Antigo Egipto e O Egipto Faraónico – Uma civilização com três mil anos, professor de História e Cultura Pré-clássica e investigador do Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, colaborador do blogue Faraó e Companhia, Luís Manuel de Araújo é um comunicador nato. Em duas horas de conversa explicou as razões do fascínio que todos temos pelo Egipto Antigo. E confessou não acreditar que o túmulo de Nefertiti esteja prestes a ser descoberto. Mas, diz, o mistério não desaparecerá nunca. “Tem de haver sempre salas e túmulos por descobrir, tesouros por encontrar. O Egipto é inesgotável.”

Nós últimos meses a emoção voltou a subir entre os egiptólogos perante a possibilidade de se descobrir o túmulo de Nefertiti, numa câmara escondida dentro do túmulo de Tutankhamon. Os trabalhos estão a decorrer e espera-se um desfecho em breve. Como é que encara esta notícia?

Já nada me surpreende. Não quer dizer que fique insensível, mas a minha reacção é semelhante a reacções tidas acerca de eventuais câmaras ocultas dentro da grande pirâmide. Isto é muito parecido com o que se disse há uns anos sobre o eventual túmulo da Cleópatra, que estaria num oásis ali perto. Ou o de Alexandre, que estaria algures no centro de Alexandria.

Estou convencido que vai acontecer o mesmo que tem acontecido até hoje: não há nada. Mas é isto que mantém o sortilégio e a expectativa.

Os egípcios inventaram, muito antes de outros povos, a ideia notável de que havia, além deste mundo, um outro, um paraíso. Pudera, já o tinham na terra: é um rio, o Nilo

Mas a notícia é dada pela National Geographic e pelas altas autoridades ligadas ao Antigo Egipto.

Sim, a última National Geographic tem mesmo na capa o famoso busto de Nefertiti. São eles que o dizem, não sou eu: quando a capa é o Egipto, vendem a dobrar. E às vezes a triplicar.

E porquê este fascínio?

Já os gregos tinham uma admiração profunda pelo Egipto: Platão, Pitágoras, e outros, estiveram no Egipto e diziam-no com muito orgulho. Isto quer dizer alguma coisa. Paradoxal é que o Egipto que os letrados, os homens cultos, esses nomes sonantes da cultura grega, conheceram era já decadente mas ainda preservava muito do seu passado glorioso.

Os romanos mantiveram um turismo activo, que continuou no tempo das cruzadas, já com a religião cristã envolvendo-se na questão porque se acreditava que a Sagrada Família tinha estado refugiada no Egipto e que – pasme-se – as pirâmides tinham sido feitas pelos escravos hebreus. É verdade que ainda faltavam 1200 anos para eles aparecerem, mas isso são detalhes a que muita gente não liga.

O Egipto tem a atenção das pessoas porque elas sentem intuitivamente que as nossas origens não estão na Grécia. Antes do passado greco-romano já havia três mil anos de história. Mais do que a Grécia, Roma, Israel ou a China, o Egipto é um tema que granja simpatias.

O que é que falta à Grécia?

Mistério e sobretudo o legado arquitectónico. Na Grécia poucos são os túmulos encontrados. É muito raro. No Egipto, a descoberta de um túmulo carregado de riquezas galvaniza as pessoas, que sentem intuitivamente que aquilo é da humanidade.

A ideia que temos hoje do Egipto aproxima-se da realidade ou está tão misturada com mitos e histórias que já é outra coisa?

Há uma ajuda preciosa, que é um rei jovem, Tutankhamon. Os jovens ouvem que houve um rapazito que subiu ao trono com oito anos, morreu com 18 e que, sendo um rapaz, era rei e era deus – porque o facto de ter um rei com estatuto de deus não é para todas as civilizações. E ao verem esse rapazito, que não teve qualquer importância política, ter um túmulo com aquelas riquezas espantosas, ficam empolgados.

O paradoxal é que é um túmulo miserável, acanhado, diminuto, feito à pressa, e tinha aquilo tudo. O que não teria o túmulo de Ramsés II ou de Tutmés III ou dos grandes faraós do Egipto?


Luís Manuel Araújo durante uma visita ao Museu Nacional de Arqueologia

E há ainda há muito por descobrir?

O essencial está descoberto. Não há nenhum grande túmulo real por descobrir. Mas foram 3000 anos a sepultar, 3000 anos a pensar não neste mundo mas no outro. Eça de Queiroz, que visitou o Egipto em 1869, disse: ‘os egípcios fazem casas de barro e túmulos de granito’. Constroem para a eternidade. Os gregos constroem à medida humana. Num monumento grego apreciamos o equilíbrio, a harmonia, o humanismo. No Egipto o que vemos são pedras com várias toneladas arrastadas por homens, que não eram escravos, ao som de cânticos e hinos.

E tudo isto vem dar a uma coisa das mais notáveis que o Egipto legou: a ideia de que há outra vida. Inventaram, muito antes de outros povos, a ideia notável de que havia, além deste mundo, um outro, um paraíso. Pudera, já o tinham na terra: é um rio, o Nilo, que corre de Sul para Norte, com uma abundância de peixe e, ao contrário dos rios vulgares, banais, como o Mississipi, o Missouri, o Reno ou o Tejo, que têm cheias no Inverno, o Nilo tem cheias no Verão, quando há mais calor. Tudo por causa das grandes chuvadas da África negra.

Além disso, o Nilo passa pela Etiópia, cujas neves derretem no Verão e vão alimentar ainda mais o caudal. A partir de Outubro, Novembro, as águas recolhem ao leito deixando nas margens uma massa negra, esponjosa, riquíssima que em alguns casos dá para duas sementeiras por ano.

É um país de abundância, de bem-estar, de riqueza, mais para uns do que para outros, claro. Os camponeses trabalham imenso, mas tudo brota com uma enorme pujança. A terra é fértil, é uma terra negra. O paraíso já ali está. E eles tiveram a ideia de transportar tudo o que tinham nesta vida para um espaço mítico, um outro mundo. Porque a base do pensamento egípcio é o número 2. Só há vida quando há duas coisas. E como era o tempo em que não havia o mundo? Era o tempo em que não havia duas coisas.

Nenhum povo antes tinha tido a ideia de um outro mundo?

Que saibamos, não. Diriam alguns que a Suméria é mais antiga, a escrita foi inventada lá, mas os sumérios nunca conceberam a ideia de um paraíso. Quem diz sumérios, diz acádios, babilónios, assírios. Esta gente não tem a ideia de um paraíso. E para quê fazer o bem se não há recompensa?

É uma ideia de paraíso associada ao bem, a uma vida mais ética neste mundo?

Sim, a complementaridade é a base de tudo. Qualquer rio tem uma margem direita e uma margem esquerda. E um Norte e um Sul. O Nilo é um rio com uma geografia de uma simplicidade espantosa. Um país com um milhão de quilómetros quadrados que só tem um rio? É a simplicidade da geografia que vai condicionar o pensamento do Egipto, na política, na administração, na arte e nos conceitos que vivem da dualidade – o Sul e o Norte, o deserto e a zona fértil, o caos e a abundância. Isto vai gerar outra coisa: o Egipto e os outros, a ordem, a disciplina e o método, de um lado, e o caos e a desorganização do outro.

Há um interesse político em mostrar a ancestralidade, eu diria mais, a superioridade cultural do Egipto, perante as nações vizinhas. Só que isto vem chocar com o Islão, em que tudo começa com o Profeta

E a ideia do bem e do mal?

Essa é a parte final. O faraó é rei do Alto e do Baixo Egipto, senhor das duas terras. A vida e a morte. A seca e a cheia. A miséria e a abundância. O bem e o mal. Para que serve o paraíso? Para as pessoas viverem eternamente depois da passagem por esta vida. Então a agricultura não se renova sempre e o sol não nasce e morre todos os dias? A vida é um constante morrer e renascer. Chega-se à ideia de que tudo volta à vida. Por que não o Homem? Mas o mais importante é o salto que dão a partir daqui: a ideia de que é possível ressuscitar. É a ideia da ressurreição que outras religiões depois hão-de aproveitar.

E isso implica que o corpo esteja intacto, por isso esmeraram-se nas técnicas de mumificação e embalsamamento. A mitologia vem dar uma ajuda com o protótipo do deus que morre e ressuscita. O primeiro deus mais antigo, que saibamos, que sofreu a paixão, a morte e a ressurreição foi Osíris. Teve um irmão malvado, invejoso, lá está, o bem e o mal. E isto gera outra ideia, para mim a mais notável: é que o paraíso não é para todos, só está ao alcance das pessoas justas, solidárias, afáveis, que não fazem aos outros o que não querem que lhes façam a elas.

Surge aí uma ética que não havia nas civilizações anteriores?

As noções de bem e mal não são exclusivas do Egipto. Só que os egípcios enfatizaram esta questão, dando-lhe uma carga política e religiosa e fazendo do rei um modelo comportamental. E depois há uma palavra egípcia, que em português precisamos de muitas para resumir, que é “maet”. É a base da civilização e significa equilíbrio, harmonia, justiça, equidade, bom senso, solidariedade, afecto e, a nível político, método, disciplina, ordem. E o grande segredo de três mil anos de História? Organização. Sem isso não se fazem pirâmides. Nem diques, nem canais, nem celeiros.

E a ideia de inferno existe?

Mais tarde, passados mil anos, começamos a ver imagens infernais, tipos de cabeça para baixo, uns sem cabeça, num mundo inferior. Mas isso aparece nos túmulos só mais tarde, no Império Novo. Antes disso há o castigo de não ter sepultura. A privação de túmulo e de um embalsamento exemplar é o pior castigo que um egípcio pode ter.

Indo para versões que a cultura popular dá do Egipto: os escravos a serem chicoteados para construírem as pirâmides, que vemos por exemplo no Asterix e a Cleópatra, não correspondem à realidade?

Isso existiu. Escravatura sempre houve. Só que a Grécia e Roma vivem do trabalho da escravatura. Em Atenas há mais escravos que cidadãos. Assim – com todo o respeito – também eu inventava a democracia. Os escravos do Egipto não têm qualquer significado económico nem sociológico. Não têm qualquer expressão. Como capturar escravos se não há expansão, conquista? E para quê escravos se não são precisos para nada? Não é verdade que no Verão o Nilo sobe? O que fazer a milhões de camponeses cujo local de trabalho são os campos? Vão para as zonas mais altas e trabalham em obras públicas. O que são 10 mil escravos em dois milhões de camponeses?

As pessoas transportam a nossa maneira greco-romana de ver o mundo para o Antigo Egipto, que nada tem a ver com isso. As pirâmides foram construídas por camponeses. As pirâmides foram feitas com base na ideia da “maet”.

Peça da colecção egípcia do Museu Nacional de Arqueologia

Na sua leitura há uma aproximação clara entre o cristianismo e o Antigo Egipto.

A religião egípcia ainda fez outra coisa: transformou os homens em deuses. Quando se ia para o paraíso passava-se a ser um deus. Que eu saiba mais nenhuma religião fez isto. Isto implicou outra coisa notável que é a ideia de que cada um é responsável pelos seus actos.

Há uma certa democratização da morte, com o julgamento final. Desde o mais poderoso faraó ao mais humilde dos escribas, as pessoas iam a uma sala cujo juiz era implacável. Quem era? O deus Osíris. Que ouve as pessoas a dizer ‘eu não tirei o leite da boca das crianças, nem o pão da boca de quem tinha fome, não desviei as águas dos canais, não invoquei os nomes dos deuses em vão, eu nunca fiz mal a ninguém’. É o capítulo 125 do Livro dos Mortos, que muito depois é transformado nos Dez Mandamentos.

A proximidade é maior com o cristianismo do que com o judaísmo?

O judaísmo não tem a noção de vida eterna. A grande mensagem do Novo Testamento é essa: é possível ressuscitar, desde que se acredite. Não estou a dizer que Cristo foi beber as suas ideias ao Egipto. Não chego a essa conclusão. Mas a mensagem do cristianismo para o Egipto não trouxe nada de novo.

Uma das coisas surpreendentes quando se fala agora do túmulo de Nefertiti é que ainda haja coisas por descobrir.

Tem de haver sempre salas e túmulos por descobrir, tesouros por encontrar. Seja por onde for, o Egipto é inesgotável. Quando daqui a uns meses se concluir que não há nada lá atrás, a coisa arrefece, fenece e passa para outra.

O Egipto sempre fascinou mas só tarde começaram as escavações.

Sim, no século XIX. O interesse aí começa a ser mais científico. Há um francês chamado Auguste Mariette que vai para o Egipto e decide pôr cobro aos desmandos, à rapina. E não foi fácil. Só não levaram as pirâmides porque não puderam. Mariette consegue convencer as autoridades egípcias a exigirem um Serviço de Antiguidades que regulamente e atribua locais de escavação com método, e que se crie um museu no Egipto.

Que relação têm os egípcios de hoje com o Egipto Antigo?

A grande salvação das antiguidades deve-se muito a outro factor: o turismo.

Escravatura sempre houve. Só que a Grécia e Roma vivem do trabalho escravo. Em Atenas há mais escravos que cidadãos. Assim — com todo o respeito — também eu inventava a democracia

Mas a relação é sobretudo pragmática ou é mais profunda?

Há um interesse político em mostrar a ancestralidade, eu diria mais, a superioridade cultural do Egipto, perante as nações vizinhas. Só que isto vem chocar com a questão do Islão, em que tudo começa com o Profeta. E há a necessidade imperiosa de atrair viajantes. O turismo já foi a segunda grande fonte de riqueza do Egipto, depois do Canal do Suez.

Um dos seus livros é sobre o erotismo no Antigo Egipto – esse lado não choca também com o Islão actual?

O Egipto tem pela mulher, pela mulher que faz parte da História, que aparece na arte, que tem túmulos (não sabemos o que se passava com camponeses, barqueiros, pastores, pescadores) um apreço, uma veneração, um respeito muito superior a muitas mulheres dos países vizinhos e àquela que é a situação da mulher em muitos países actuais da região.

Há mulheres que conseguem governar o Egipto como reis, que atingem altos cargos de sacerdotisas, coisa que não se vê noutros povos. A mulher nunca aparece despida na arte, a não ser que seja uma serva a servir o banquete. As deusas egípcias, ao contrário das gregas e romanas, nunca aparecem despidas. E quando aparecem a exibir os seus corpos esculturais, é um erotismo inteligente, refinado, que faz apelo aos sentidos, é a rapariga de um poema que sai da água mas não vem despida, vem com o vestido molhado colado ao corpo. Isso é muito mais erótico do que a nudez. E ao contrário de outras religiões em que o homem é criado primeiro, no Egipto o homem e a mulher são criados ao mesmo tempo.

Quando nasce o seu interesse pelo Egipto?

Em 1979 houve uma exposição notável na Gulbenkian que reproduziu, com o tamanho original, o túmulo da rainha Nefertari. Fui com a minha turma. O que era aquele túmulo, aquela multidão de deuses, figuras estranhas, mas tudo com um ar de equilíbrio, de harmonia, de cor, de vida? O interesse começou aí, antes disso estudava a História Antiga em geral.

Em 1984, na sequência de um acordo cultural luso-egípcio, fui estudar para o Egipto durante um ano. Ia estudar o Egipto faraónico, nomeadamente a escrita, mas as condições eram horrorosas e dos quatro que fomos, fui o único que ficou até ao fim. Conheci pessoas que me ajudaram muito, fiz amigos, e o interesse que era latente aumentou, mas com muito sofrimento à mistura. Voltei, dei aulas no liceu, depois na Lusíada, e em 1987, quando abriu um concurso para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa [onde esta conversa decorre, nas instalações do Instituto Oriental], concorri e aqui estou há 30 anos, o que é para mim uma imensa honra e motivo de orgulho.


Peça da colecção egípcia do Museu Nacional de Arqueologia

E desde o ano 2000 vai sempre, por alturas da Páscoa, ao Egipto acompanhado pelos seus alunos e quem mais queira juntar-se. No início, o turismo estava em alta.

Sim, com um inconveniente, eram multidões por todo o lado, os templos atulhados de gente. A crise veio beneficiar os grupos que agora estão com um à vontade impressionante para fruírem dos monumentos. Claro que a pressão dos vendedores é de grande voracidade, mas eu recomendo sempre às pessoas que tenham paciência porque as pessoas vivem com muitas dificuldades. A crise do turismo é dramaticamente real e veio afectar milhões de egípcios. O turismo está reduzido a cerca de 28, 26% e isto reflecte-se, claro. 

Nunca deixaram de ir?

Só não fomos no ano passado porque a situação estava mesmo má. Agora, a segurança é visível, por vezes ostensiva, sobretudo nas zonas nevrálgicas, com polícia mas também o exército. Sentimo-nos seguros. Fui sem qualquer medo. Tudo foi de uma tranquilidade impressionante. E cá estamos nós, de volta, sãos e salvos. 

fonte: Público

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