segunda-feira, 17 de abril de 2017

Nova espécie de camarões tem o nome dos Pink Floyd

O camarão <i>Synalpheus pinkfloydi</i>

O camarão Synalpheus pinkfloydi SAMMY DE GRAVE

Vive ao largo do Panamá e produz um som muito alto com as suas pinças.

Uma nova espécie de pequenos camarões cor-de-rosa, descoberta na costa do Pacífico no Panamá, recebeu o nome da banda Pink Floyd, revela um artigo publicado esta quarta-feira na revista científica Zootaxa.

O camarão recebeu o nome científico Synalpheus pinkfloydi porque, “tal como todas as boas bandas de rock, este género de camarões tem a capacidade de gerar quantidades substanciais de energia sónica”, explicou em comunicado a Universidade de Oxford, no Reino Unido, que anuncia a descoberta da nova espécie.

O Synalpheus pinkfloydi pertence ao género dos camarões-pistola, denominados assim porque quando fecham uma das suas pinças criam uma bolha de alta pressão que, ao difundir-se, provoca um dos sons mais altos do oceano, capaz de atordoar ou mesmo matar um peixe pequeno, segundo o comunicado.

Os investigadores descobriram que o Synalpheus pinkfloydi é geneticamente distinto de uma espécie muito semelhante encontrada no oceano Atlântico e descrita cientificamente em 1909, o Synalpheus antillensis.

A nova espécie foi baptizada pelos investigadores Arthur Anker, da Universidade Federal de Goiás, no Brasil, Kristin Hultgren, da Universidade de Seattle, nos Estados Unidos e Sammy De Grave, do Museu de História Natural da Universidade de Oxford.

Sammy De Grave é fã dos Pink Floyd e esperava pela oportunidade de dar o nome da banda a uma nova espécie. “Ouço Pink Floyd desde que o [álbum] The Wall foi lançado em 1979, quando eu tinha 14 anos. Ouvi-os tocar várias vezes, inclusive no Hyde Park para o Live8 em 2005. A descrição desta nova espécie de camarão-pistola foi a oportunidade perfeita para finalmente dar um aceno à minha banda favorita”, disse Sammy De Grave.

O autor principal do estudo, Arthur Anker, acrescenta que frequentemente ouve Pink Floyd como música de fundo enquanto trabalha, e que agora a banda e o seu trabalho estão “felizmente combinados na literatura científica”.

fonte: Público